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domingo, 3 de outubro de 2010

Eleição brasileira é destaque em jornais estrangeiros


A escolha de um novo presidente no Brasil chama a atenção de publicações internacionais neste domingo (03). O jornal francês "Le Monde" dá ênfase ao apoio do presidente Lula à candidata Dilma Rousseff e cita que a ex-ministra pode chegar ao principal cargo em uma grande democracia sem ter sido eleita anteriormente para outro cargo eletivo. O "Le Monde" cita também as mudanças no visual que, de acordo com o jornal, a rejuvenesceram e melhoraram suas feições.
O jornal destaca ainda como a candidata chegou a ser ministra da Casa Civil após passar pela Secretaria de Minas e Energia do Rio Grande do Sul e pelo Ministério das Minas e Energia. Segundo o jornal, para chegar ao cargo ela contou com a saída do governo de vários pesos pesados do Partido dos Trabalhadores, principalmente José Dirceu. O jornal também retoma a origem da ex-ministra, que nasceu em Belo Horizonte em 1947, filha de um advogado de origem búlgara, e fala de sua vida na clandestinidade após o endurecimento da ditadura militar, em 1968.
O El País diz que a única interrogação deste domingo é se Dilma será eleita somente com o primeiro turno. O jornal também destaca o apoio do presidente Lula à candidata, uma "ex-guerrilheira" que "virou economista" e chefe de gabinete.

Para o jornal espanhol, a classe C, formada por cerca de 30 milhões de brasileiros que saíram da pobreza extrema nos últimos dez anos, decidirá hoje quem vai suceder o presidente mais popular de sua história, Lula da Silva, e quem recebe sua herança.
 

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tempo para estrangeiro abrir empresa no Brasil é 4º maior do mundo, diz Banco Mundial



São Paulo
Brasil tem menos restrições do que a média dos países do grupo BRIC
O Brasil é o quarto colocado em um ranking do Banco Mundial que lista 87 países pelo tempo que um estrangeiro gasta em cada um para abrir uma empresa.
Depois de avaliar indicadores sobre normas para investimentos externos em 87 países do mundo, um relatório do Banco Mundial concluiu que a abertura de uma empresa por um estrangeiro no Brasil leva em média 166 dias.
Entre os países avaliados, apenas Angola (263 dias), Haiti (212) e Venezuela (179) têm processos mais demorados para a abertura de empresas por estrangeiros.
Na outra ponta da tabela, estão Ruanda e Geórgia (4 dias), Canadá (6 dias), Afeganistão, Albânia e Belarus (7 dias).
Entre os demais países pesquisados, o processo leva em média 11 dias nos Estados Unidos, 14 na Grã-Bretanha e 99 dias na China.
Índice de facilidade
Apesar do longo processo para a abertura de empresas apontado pelo relatório, o estudo do Banco Mundial coloca o Brasil em uma posição intermediária em um índice de facilidade de estabelecimento de empresas, que leva em consideração também a legislação referente ao tema em cada país.
Em um índice que vai de 0 (mais difícil) a 100 (mais fácil), o Brasil recebeu uma avaliação de 62,5, pouco inferior à média da América Latina e do Caribe (62,8) e um pouco mais abaixo da média global (64,5).
Segundo o estudo, o lugar que oferece a maior facilidade para a abertura de empresas por estrangeiros é a Eslováquia, que recebeu um índice de 92,1. Em seguida aparecem a Romênia, com 89,5, e a Grã-Bretanha e a Polônia, ambos com 85.
O país considerado mais difícil para a abertura de empresas por estrangeiros é a Etiópia, com um índice de 21,1. Gana teve avaliação 34,2, e a Arábia Saudita (onde o tempo médio de abertura de empresas é de apenas 21 dias) recebeu 35.
Restrições
O estudo avalia ainda as restrições sobre a presença de estrangeiros em diversos setores da economia e conclui que no Brasil estas restrições são maiores do que a média dos países da América Latina e do Caribe.
O relatório cita, por exemplo, a restrição à participação máxima de 30% de estrangeiros em empresas de mídia e de 20% nas empresas de transporte aéreo, ou a proibição total à participação de estrangeiros em empresas do setor de saúde.
Apesar disso, o estudo afirma que, comparado com os demais países do grupo Bric (que inclui também Rússia, Índia e China), apenas a Rússia tem menos restrições à participação estrangeira do que o Brasil.
O relatório observa ainda que, apesar das restrições pontuais, “em termos gerais, a legislação brasileira dá tratamento igual a companhias estrangeiras ou locais”.

Ranking de competitividade global coloca Brasil na 58ª posição



Carros em pátio de fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo
Segundo ranking, Brasil vai melhor em inovação e pior em requisitos básicos
A competitividade da economia brasileira é apenas a 58ª em um ranking de 139 países, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês).
O país perdeu duas posições no ranking anual, apesar de uma leve melhora na avaliação dos critérios considerados pelo WEF. Entre 2007 e 2009, o Brasil havia subido 16 posições na lista.
A organização avalia que a melhora da situação do país no ranking nos anos anteriores havia sido uma consequência dos esforços realizados nos últimos 20 anos para alcançar a estabilidade econômica, a liberalização e a abertura da economia, e a redução da desigualdade, entre outras coisas.
O WEF considera, porém, que o país ainda tem fraquezas em muitos aspectos e "enfrenta importantes desafios para alcançar totalmente seu enorme potencial competitivo”.
Liderança
O ranking anual é liderado pela Suíça, que manteve a posição do ano passado, seguida pela Suécia, que subiu duas posições, e de Cingapura, que manteve o terceiro posto. Os Estados Unidos caíram do 2º para o 4º lugar do ranking entre 2009 e 2010.
Entre os países do grupo BRIC, a China é a que está em melhor posição – 27ª, dois postos acima do ranking do ano passado. A região administrativa especial de Hong Kong, considerada separadamente no ranking do resto da China, manteve a 11ª posição.
A Índia perdeu duas posições e aparece no 51º lugar do ranking, enquanto a Rússia manteve a 63ª posição.
Na América Latina, o Chile é o que tem a economia mais competitiva, segundo o ranking, que coloca o país na 30ª posição global. O México perdeu seis posições e ocupa o 66º lugar, enquanto a Argentina caiu duas posições, do 85º para o 87º lugar, por conta da inclusão de dois novos países na lista com avaliações melhores.
Pilares
A avaliação do WEF analisa 12 ítens considerados “pilares da competitividade”, divididos em três categorias – requisitos básicos, promotores de eficiência e fatores de inovação e sofisticação.
A primeira categoria, requisitos básicos, inclui instituições, infraestrutura, ambiente macroeconômico, e saúde e educação primária. Na segunda categoria, promotores da eficiência, o WEF considera educação secundária e treinamento, eficiência do mercado de bens, eficiência do mercado de trabalho, desenvolvimento do mercado financeiro, preparo tecnológico e tamanho do mercado. Na terceira, fatores de inovação e sofisticação, são analisados sofisticação empresarial e inovação.
Para chegar à avaliação de cada país, a organização atribui um peso diferente para cada um desses 12 pilares, formados por uma série de outros subitens.
O WEF também divide os países em cinco grupos diferentes, dos menos desenvolvidos aos mais desenvolvidos, e atribui pesos diferentes a cada uma das três categorias básicas para cada grupo de países, considerando que nos países mais pobres os requisitos básicos são mais importantes do que outros fatores, enquanto nos mais desenvolvidos inovação e sofisticação têm um peso relativo maior.
Brasil
A avaliação do Brasil é melhor nos itens como tamanho do mercado (10º no ranking), e sofisticação empresarial (31º), e pior nos itens ambiente macroeconômico (111º) e eficiência do mercado de bens (114º).
Se consideradas as três categorias básicas, o país se sai melhor nos fatores de inovação e sofisticação (38º lugar no ranking dessa categoria) e nos promotores de eficiência (44º lugar), e pior nos requisitos básicos para a competitividade (86º lugar).
O Brasil é colocado pelo WEF no grupo de países com estágio intermediário de desenvolvimento, impulsionado pela eficiência, o que considera um peso relativo maior aos promotores de eficiência e aos requisitos básicos em relação a inovação e sofisticação.
Isso indica que, apesar da avaliação pobre nos requisitos básicos para a competitividade, se o país fosse avaliado pelos mesmos critérios que os países em estágio mais avançado de desenvolvimento, impulsionado pela inovação, poderia ter uma posição melhor no ranking geral.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mundo deveria aprender com Brasil a evitar crise de alimentos, diz 'Economist'



Plantação de soja no Brasil (AP/Arquivo)
Revista cita os avanços da Embrapa para a produção de soja
A revista britânica The Economist traz em sua edição desta semana um editorial e um longo artigo sobre a agricultura no Brasil onde enumera os avanços feitos no cultivo de alimentos no país nas últimas décadas e diz que o mundo “deveria aprender com o Brasil” maneiras de evitar uma crise de alimentos.
Citando dados da FAO (agência da ONU para alimentação e agricultura) que apontam que a produção mundial de grãos terá que crescer 50% e a de carne terá que dobrar para suprir a demanda até 2050, a publicação afirma que o Brasil tem características que o tornam um produtor de alimentos de grande relevância nos próximos 40 anos.
Segundo a revista, mais impressionante que o fato de o país ter se tornado nas últimas décadas “o primeiro gigante tropical de agricultura”, ameaçando inclusive os maiores exportadores de alimentos do mundo, é a “maneira” como Brasil o fez.
“Estimulado em parte pelo medo de que não poderia importar suficientes alimentos (nos anos 1970), (o Brasil) decidiu expandir sua produção doméstica por meio de pesquisa científica, não subsídios. No lugar de proteger os fazendeiros da competição internacional – como a maior parte do mundo ainda faz – ele abriu seu mercado e deixou os fazendeiros ineficientes irem à falência”, diz a revista.
Alternativa
Economist afirma que, na contramão das recomendações dos “agropessimistas”, que defendem “pequenas propriedades com práticas orgânicas” e desdenham monoculturas, fertilizantes e alimentos geneticamente modificados, o progresso do Brasil na área foi baseado em grandes propriedades, “apoiado nas pesquisas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e impulsionado por lavouras geneticamente modificadas”.
“O Brasil é uma alternativa clara à ideia crescente de que, na agricultura, o pequeno e o orgânico são mais bonitos.”
Segundo a revista, as técnicas que tornam a agricultura brasileira “magnificamente produtiva” podem ajudar ainda os países pobres da África e da Ásia.
“Os ingrediente básicos do sucesso do Brasil – pesquisa em agricultura, grandes fazendas, abertura de mercado e novas técnicas de agricultura – podem dar certo em qualquer lugar”, diz a Economist, que afirma ainda que se um sistema parecido for adotado na África, alimentar o mundo em 2050 não será tão difícil como parece ser agora.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Diálogo sobre programa nuclear do Irã começará em setembro, diz ministro

Chanceler diz que país quer a presença de Brasil e Turquia nas negociações
15 de julho de 2010 | 1TEERÃ - As negociações entre o Irã e as potências ocidentais sobre um plano de fornecimento de material nuclear para o reator nuclear de Teerã devem começar no fim de setembro, afirmou nesta quinta-feira, 15, o ministro de Exteriores iraniano, Manoucher Mottaki, à agência de notícias Bloomberg, citada pelo jornal israelense Ha'aretz.

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Rússia pede que Irã esclareça dúvidas
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Especial: O programa nuclear do Irã

Segundo o comunicado da chancelaria israelense, Mottaki também pediu que a Turquia e o Brasil estejam presentes nas negociações, apesar das declarações de ambos os países de que diminuiriam seu envolvimento no assunto. "A Turquia e o Brasil ainda adotam a mesma postura e são bem-vindos nas negociações", disse Mottaki, acrescentando que esses países deveriam estar presentes na discussão para "garantir que as negociações sejam realizadas da maneira devida".

Na segunda-feira, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, conversou com o chanceler turco, Ahmet Davutoglu. Segundo autoridades americanas, Davutolgu concordou com Hillary que a questão do programa nuclear iraniano deve ser tratada pelo Conselho de Segurança e pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O chanceler brasileiro, Celso Amorim, por sua vez, disse no mês passado que a luta do País pela defesa do programa nuclear iraniano pode encontrar barreiras nas sanções impostas pelo Conselho. "Nós ajudaremos sempre que pudermos, mas é claro que há um limite de até onde nós podemos ir", disse.

Brasil e Turquia firmaram um acordo com Teerã para realizar uma troca de combustível nuclear, pacto que o Irã preferiu ao apresentado pela AEIA. O acordo, porém, não foi aceito pelo Grupo de Viena (EUA, França e AEIA) e o câmbio de urânio não foi realizado.

No mês passado, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o Irã não dialogaria com o Ocidente sobre o programa nuclear até o fim de agosto para punir as potências por impor uma nova rodada de sanções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele ainda disse que esses países que querem negociar precisam se posicionar oficialmente contra o suposto arsenal nuclear de Israel.

As sanções eram pretendidas pelas potências ocidentais pelos temores de que o programa nuclear do Irã tenha como objetivo a produção de armas nucleares. Teerã, porém, nega e diz que enriquece urânio apenas para fins pacíficos.

3h 54

terça-feira, 6 de julho de 2010

Leonardo: ‘Eu estaria disponível para treinar o Brasil’


Tetracampeão é apontado como uma das opções para substituir Dunga
Apontado como uma das opções para assumir o cargo de técnico da seleção brasileira, Leonardo parece disposto a encarar o desafio. Em entrevista ao canal "Sky Sports", o ex-treinador do Milan, da Itália, disse que está à disposição.

- Eu estaria disponível para treinar o Brasil – afirmou.

O novo técnico da seleção brasileira será anunciado até o fim deste mês. A CBF trabalha com uma lista de pelo menos quatro nomes para substituir Dunga, que foi desligado do cargo no último domingo, após a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul. Além de Leonardo, Mano Menezes, Ricardo Gomes e Luiz Felipe Scolari estão cotados. A única certeza que o presidente Ricardo Teixeira tem é que o próximo treinador precisa de experiência – para suportar a pressão que um Mundial no Brasil trará – e saber trabalhar com jogadores jovens. A palavra de ordem do mandatário para 2014 é renovação.

Leonardo, de 40 anos, parece correr por fora. Ex-técnico e ex-dirigente do Milan, o campeão mundial com a seleção brasileira em 1994 está sem clube. Quando se desligou da equipe italiana, em maio passado, ele chegou a ser cogitado para assumir o Flamengo, mas o convite não existiu. O ex-jogador tem bom trânsito na CBF. Adilson Batista, Vanderlei Luxemburgo e Paulo Autuori são outros nomes que não podem ser descartados nessa briga.

sábado, 3 de julho de 2010

Ônibus da Holanda passa em frente a hotel pouco antes de saída do Brasil


Time embarca para Joanesburgo e em seguida para as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, onde chegará na madrugada deste domingo
A seleção brasileira deixou o hotel em Porto Elizabeth pouco antes das 11h no horário de Brasília (16h locais) rumo ao aeroporto da cidade, onde começaria a longa viagem de volta ao país após a eliminação com a derrota para a Holanda por 2 a 1, nas quartas de final da Copa do Mundo. Mas antes da saída, o ônibus do time europeu, seu algoz no torneio na África do Sul, passou em frente ao local onde estavam hospedados os brasileiros.

Ônibus da Holanda passa em frente ao hotel do Brasil em Porto Elizabeth (Foto: Ivo Gonzalez / O Globo)

Muitos torcedores estavam esperando a saída do ônibus brasileiro do hotel em Porto Elizabeth. A seleção embarca às 17h locais (12h de Brasília) para Joanesburgo, onde fará uma escala e voará às 21h (16h de Brasília) rumo ao Rio de Janeiro e São Paulo, últimos destinos da viagem. Os jogadores só chegarão ao país na madrugada de domingo, às 2h da manhã.
Os jogadores só concederão entrevistas na chegada ao Brasil. Eles só falaram nas coletivas e na zona mista obrigatória pela Fifa após o jogo e depois foram direto para o hotel em Porto Elizabeth.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Costa do Marfim se satisfaz com um pontinho contra o Brasil


Eriksson admite favoritismo da seleção e diz que um empate não seria ruim
O técnico da Costa do Marfim, Sven-Goran Eriksson, admitiu que um empate contra o Brasil, no domingo, será um bom resultado para sua equipe. Com ele, os marfinenses chegariam aos dois pontos e terminariam com cinco se baterem a Coreia do Norte na última rodada. Assim, se classificariam sem depender do saldo de gols, desde que haja um vencedor entre Brasil e Portugal.
- O Brasil é sempre favorito, mas estamos confiantes. Vi muitas coisas positivas em nossa atuação contra Portugal. E agora vamos buscar um ou três pontos no domingo. Vencer seria fantástico, mas um empate não é ruim. Faremos o melhor que pudermos. O Brasil tem muita qualidade e vamos tentar dificultar ao máximo as coisas para eles - prometeu.
Embora prometa um time sólido na defesa, Eriksson garantiu que não considera usar o anti-jogo para frear o Brasil.
- Meus jogadores são muito fortes, verdadeiros atletas. Podem competir com qualquer um no aspecto físico. Mas não vou pedir que façam faltas, nada disso. Não é meu estilo. Sempre digo a eles para não fazerem faltas estúpidas, porque isso causa cartões e perigo à defesa. Queremos jogar limpo - garante.
Eriksson elogiou a atuação da equipe contra Portugal e disse que é preciso apenas ajustar os contra-ataques diante do Brasil. Neste jogo ele pode ter dois desfalques na defesa, Boka e Bamba. Ambos serão avaliados para saber se terão condições de atuar. Em contrapartida, o técnico deve ter o retorno do atacante Drogba entre os titulares.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Pesquisa aponta Brasil como favorito para conquista do título mundial


Seleção de Dunga também liVitória esmagadora do Brasil: é o que mostra uma pesquisa realizada pela Ipsos com cidadãos de 24 países que apontou a seleção pentacampeã como a grande favorita para conquistar a Copa do Mundo deste ano. Com 31% dos votos a equipe do técnico Dunga lidera a lista dos mais cotados para levar a taça do Mundial, na frente da Argentina (9%) e da Espanha (8%). Nas posições seguintes aparecem a Alemanha em quarto lugar (7%), seguida pela atual campeã do mundo, Itália (6%).
Os pesquisadores ainda avaliaram os palpites para saber qual equipe será vicecampeã na África do Sul. Novamente o Brasil recebeu o maior número de votos (14%), seguido pela Alemanha (11%) e pela Argentina de Maradona (9%).
A avaliação foi realizada nos seguintes países: África do Sul, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, França, Inglaterra, Alemanha, Hungria, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Polônia, Rússia, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Turquia e Estado Unidos.
Resta agora aos brasileiros torcer para que os números da pesquisa referente à provável campeã se confirmem na África do Sul e os jogadores voltem ao país exibindo a taça mais cobiçada do futebol.dera a lista dos prováveis vices na Copa

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Em seis passos, como vencer o Brasil



Derrotar a seleção brasileira que disputará a Copa do Mundo é missão inglória. O último revés da equipe treinada por Dunga aconteceu em outubro do ano passado, contra a Bolívia, com time misto e na altitude de La Paz. Antes disso, a Brasil perdeu no longínquo junho de 2008, no Paraguai. Com Dunga, o Brasil enfim perdeu uma de suas piores características nos últimos anos: a imprevisibilidade. Para muitos, falta brilho no time atual. Mas é impossível não reconhecer que a seleção de hoje é equilibrada e confiável.

Nenhum rival deve esperar que o Brasil faça uma partida desastrosa neste Mundial, como a da vexatória eliminação contra a França, em 2006. Sua consistência defensiva e organização tática fazem dele um time regular e equilibrado. Mas é impossível bater a seleção? É evidente que não. Quem acompanhou de perto os amistosos realizados no Zimbábue e Tanzânia notou os caminhos que podem levar a um triunfo contra os líderes do ranking da Fifa. A seguir, listamos seis atalhos para superar o Brasil. Que os técnicos Kim Jong-hun, da Coreia do Norte, Sven Goran Eriksson, da Costa do Marfim, e Carlos Queiroz, de Portugal, não adotem a receita.

1) Explorar as deficiências de Felipe Melo. O volante pode ser a chave do cofre para quem vai enfrentar o Brasil. Confuso e atabalhoado nas tentativas de desarme, tem errado passes em frequência alarmante. Pior: ocupa uma posição delicada no campo, logo à frente da zaga. Aproveitar uma bobeira dele e roubar a bola nessa faixa do gramado pode colocar um atacante com apenas Lúcio ou Juan no caminho para o gol. Se esse atacante for Drogba ou Cristiano Ronaldo, o risco é enorme. Até as fracas seleções do Zimbábue e Tanzânia se aproveitaram disso e chegaram várias vezes na cara do goleiro. Como bônus para o adversário, o intempestivo Felipe faz faltas duras demais e costuma cair nas provocações dos inimigos. Pode ser expulso de forma boba e colocar tudo a perder.

2) Manter Robinho longe da grande área. O camisa 11 nunca foi um dos artilheiros da seleção, mas agora desandou a fazer gols. Do trio ofensivo que carrega nos ombros a responsabilidade por furar as defesas rivais, é o que chega à Copa mais inspirado – trocou as pedaladas e fintas excessivas por um jogo mais agudo, consciente e objetivo. Pode brilhar na Copa – ainda mais se estiver próximo do gol, onde pode finalizar ou dar assistências preciosas para Luís Fabiano.


Robinho marca contra a Tanzânia: agora ele virou goleador


3) Dispensar os cruzamentos para a área. Perfeitamente entrosados, Lúcio e Juan, que jogam sua segunda Copa seguida lado a lado, rebatem as bolas altas com notável facilidade. Ainda têm a ajuda de Maicon e Gilberto Silva, altos e bons no jogo aéreo – e, em última instância, do goleiro Júlio César, especialista em espalmar os golpes de curta distância. Um adversário que se limita aos chuveirinhos é tudo o que a defesa brasileira quer.

4) Não tentar anular Kaká, mas sim Luís Fabiano. A principal figura do Brasil tem um jogo vertical e objetivo. A dupla com o Fabuloso funciona à perfeição desde os tempos de São Paulo, há quase uma década. O centroavante sabe se apresentar para tabelar e fazer o pivô ou disparar na hora certa para receber as enfiadas de bola do camisa 10. Cercar Luís Fabiano de forma implacável vai forçar Kaká a achar outros parceiros. Assim, o craque acaba se limitando a trocar passes laterais com os volantes, num jogo cadenciado que não combina com seu estilo.

5) Empurrar um atacante para o seu lado esquerdo, direita da defesa do Brasil. Maicon tem vigor de sobra para guardar sua lateral com segurança e ainda atropelar na frente. Se não tiver com quem se preocupar na defesa, se manda para o ataque e passa a ser um legítimo ponta. Portugal, por exemplo, pode colocar Cristiano Ronaldo naquele setor, anulando uma das grandes qualidades do Brasil.

6) Evitar cometer faltas diagonais ao seu gol. O Brasil tem dois cobradores que podem resolver um jogo chutando dali – Michel Bastos pela direita e Daniel Alves pela esquerda. Michel já mostrou que se deu bem com a leveza da bola Jabulani. No Zimbábue, marcou um gol extraordinário; na Tanzânia, disparou um tiro de canhão que deixou o goleiro desesperado.

sábado, 29 de maio de 2010

Primeiro treino do Brasil na África do Sul Kaká treina com bola pela primeira vez

Manhã de trabalho duro: seleção treina cruzamentos e finalizações
Tarde de folga, com hora marcada para voltar
Torneio de Netball ofusca atividade da equipe

Lothar Matthäus aposta que Espanha bate o Brasil na final da Copa 2010 Capitão da Alemanha campeã em 1990 pede desculpas ao Atlético-PR e diz que aban


O programa "Esporte Espetacular" deste domingo dá sequência à série Os Favoritos da Copa do Mundo, enfocando a Alemanha. Entre os entrevistados da reportagem, está Lothar Mattäus, que esteve em cinco mundiais. Confira a seguir os melhores trechos da conversa com o ídolo alemão.

Qual é a receita para jogar durante tanto tempo na seleção (entre 1980 e 2000)?
O mais importante é amar o trabalho e se divertir com ele. Eu sempre me diverti jogando futebol e foi um grande amor. É como quando você ama uma mulher e não quer mais largar. E eu sempre tive essa paixão pelo futebol, nunca queria deixá-lo. Fui ambicioso, porque gostava muito. Eu acho que esses são os pontos fundamentais não só pra se jogar com determinação, mas também para ficar bastante tempo com o grupo. Por isso, eu continuo, não mais como jogador, mas como treinador, bem perto do futebol.

Qual foi o momento mais importante em todo esse tempo na seleção?
Eu joguei 150 vezes pela seleção alemã, cinco Copas do Mundo... Eu me lembro de muitos jogos, mas a melhor experiência foi, com toda a certeza, a Copa de 1990, quando a seleção alemã conquistou o tricampeonato. Ver no final o trabalho feito... e esse trabalho tem um significado tão singular. Poucos jogadores podem dizer que são campeões do mundo e eu posso me orgulhar mais ainda porque eu fui o capitão e ergui a taça. Quadro anos depois, o Dunga levantou. Quatro anos antes, foi o Maradona. E eu acho que é uma combinação singular, ser capitão de uma seleção que tem a taça nas mãos. São momentos especiais, impossíveis de descrever.

E qual foi a principal qualidade da seleção alemã campeã de 1990?
Eu acredito que foi não apenas a qualidade da equipe, mas, sobretudo, o comando do técnico Franz Beckenbauer, que tinha o respeito de todos os jogadores e também dos jornalistas. Então, tinha muita tranquilidade na seleção. Não havia conflitos ou problemas. E como nós trabalhávamos com essa tranquilidade, tínhamos muito foco, muita concentração no que era o principal. E isso se refletiu na preparação e na Copa do Mundo. E eu acredito que foi decisivo o fato de nós termos Franz Beckenbauer, que era e é uma grande personalidade, mas também tinha uma grande qualidade de comunicação com os jogadores. Isso tudo se encaixou. Não foi só uma conquista, mas também um Mundial no qual tivemos momentos muito bons.

Por que hoje a seleção alemã não é considerada a favorita ao título?
A seleção alemã sempre faz parte dos favoritos, mas agora são outros os grandes favoritos. Sabemos que a Alemanha sempre pode chegar longe, mesmo se não tem os melhores jogadores. Nós não temos os talentos individuais que o Brasil tem, que a Espanha tem, que a Holanda tem, que a Inglaterra tem ou também a Argentina. Mas a seleção alemã tem sempre o grupo forte, e isso conta. É por isso que muitas seleções não sentem tão à vontade em jogar contra a Alemanha. Não temos mais jogadores "top", como antes, como Franz Beckenbauer, Uli Höness, Paul Breitner, Rudi Völler, Andreas Brehme, Matthias Sammer. Estes foram jogadores excepcionais. Agora, não temos jogadores excepcionais, mas nós temos um grupo que, como antes, quando está em campo, luta unido.

Seriam estes os principais problemas e qualidades desta seleção?
Problema eu vejo somente no fato de não termos um talento individual, como outras nações: Drogba, na Costa do Marfim; Kaká, no Brasil; Messi, na Argentina; Rooney, na Inglaterra. Então, esses países têm seus jogadores de destaque. Agora, a Alemanha não tem esse tipo de jogador. E este provavelmente é o problema. Por outro lado, a seleção alemã acredita em si mesma.

E qual seleção ganha esta Copa, na sua opinião?
Eu montei para um jornal alemão uma projeção para esta Copa: Brasil chega à final, mas perde para a Espanha. Essa é a minha ideia para este mundial: a favorita ao título é a Espanha, o Brasil fica em segundo, Argentina em terceiro; em quarto, a Inglaterra. Eu ainda posso me lembrar porque fiz toda essa previsão, que é um jogo. Eu espero, para a sorte da Alemanha, que eu não esteja certo... e também para o Brasil, porque para vocês também conta só a vitória. Mas a Espanha tem, no momento, uma seleção excelente; eu a acompanhei também aqui na Eurocopa, na Áustria e na Suíça, e eles estão jogando de forma impressionante nestes últimos dois anos.

Como foi a sua passagem pelo Brasil como treinador do Atlético Paranaense, em 2006?
Eu gostaria novamente de pedir desculpas a todos do Atlético Paranaense por ter voltado á Europa depois de apenas dois meses. Foi um erro. Um dos maiores erros que eu já cometi na minha carreira. Por eu ter abandonado o Atlético devido a uma situação particular. Ficou acordado com o presidente que eu iria à Europa para resolver os meus problemas por aqui; eu não pude resolvê-los e, por isso, acabei não voltando. Eu peço desculpas por ter feito isso a um clube que trabalha de forma tão profissional, que me tratou como um filho, me deu de tudo, abriu todas as portas. Abandoná-lo assim... Eu penso que não foi legal o que eu fiz, mas tenho boas lembranças do tempo no Brasil, em Curitiba. Porque foi muito bom, muito produtivo esportivamente. Se eu pudesse voltar atrás, eu voltaria e mudaria o que eu fiz.

Para finalizar, qual é sua opinião sobre o Brasil e sobre a seleção brasileira?
Em geral, todos amam o futebol brasileiro, não apenas a seleção. Dá para perceber que os brasileiros, não apenas os da seleção, amam o futebol. O futebol é muito importante para suas vidas. Eu acredito que sejam o futebol, a religião e a família. São para um brasileiro as três principais coisas, invioláveis. O futebol brasileiro é, de forma geral, certamente o melhor do mundo. Porque para muitos jovens é a única chance. Eles jogam em qualquer lugar. Quando eu vou ao Brasil, vejo que eles não jogam só em campos; eles jogam na praia, na rua, em todo lugar; amam o futebol e têm esperança de mudar suas vidas por meio do futebol. Por isso, o Brasil é o país número um do futebol no mundo todo.