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sábado, 17 de julho de 2010

Espanha apreende veleiro de bandeira brasileira com 1,2 t de cocaína

Polícia localizou veleiro nas imediações das ilhas Açores.
Na abordagem, agentes espanhóis detiveram três britânicos.
Um veleiro com bandeira brasileira foi interceptado pela polícia da Espanha carregado com 1.200 quilos de cocaína. A embarcação foi apreendida em pleno Atlântico, na altura das ilhas Açores (Portugal), e tinha como destino o território espanhol, segundo a polícia.
A assessoria de imprensa da Polícia Nacional espanhola confirmou ao G1 que três britânicos foram detidos pelos agentes do Grupo Especial de Operações (GEO) na abordagem ao veleiro.
A operação, desenvolvida de forma conjunta pelo Grupo Especial de Resposta ao Crime Organizado (Greco) da Galícia e o Serviço de Vigilância Aduaneira, aconteceu na sexta-feira após ser descoberto que um grupo de traficantes planejava receber um carregamento de drogas na Espanha.
A suspeita é de que o carregamento tenha chegado aos Açores em outro barco, de maiores dimensões, e que depois a droga tenha sido levada ao veleiro para tentar driblar a forte vigilância no litoral espanhol.
Segundo a investigação, o veleiro interceptado seria encarregado de transferir a cocaína até a Galícia, no noroeste da Espanha.
O veleiro foi rebocado até um porto das ilhas Canárias, aonde chegará ao longo da próxima semana.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Candidata ao título, Espanha desembarca na África do Sul Seleção estreia na próxima quarta-feira, contra a Suíça, em Durban


A seleção da Espanha desembarcou na África do Sul na manhã desta sexta-feira, dia do primeiro jogo da competição entre os anfitriões e o México. Com o favoritismo na bagagem, a Fúria foi a última delegação a pisar no país da Copa do Mundo e chega apostando no talento individual de seus jogadores. A atual campeã da Europa estreia na próxima quarta-feira, contra a Suíça, em Durban.

Delegação da Espanha chega à África do Sul para a disputa da Copa do Mundo(Foto: agência Reuters)
O time de Vicente Del Bosque chega na competição como a grande favorita para conquistar o primeiro lugar do Grupo H, que ainda conta as seleções do Chile, Suíça e Honduras. A dúvida para o primeiro compromisso na Copa é a presença do meia Iniesta. Ele foi substituído ainda no primeiro tempo da goleada da Espanha sobre a Polônia por 6 a 0, no amistoso em Múrcia, e, desde então, não está participando dos treinamentos para se recuperar da lesão na coxa esquerda.
Segundo o jornal espanhol "Marca", a seleção teve um voo tranquilo. Ao chegar, o piloto não escondeu a empolgação dizendo que levava "a maior seleção da história", mas lamentou que não tenha sido escalado para a volta do grupo, que estará com o troféu de campeão do mundo.
Caso consiga o título, cada jogador receberá um prêmio de 600 mil euros (cerca de R$ 1,34 milhão). De acordo com a imprensa local, a quantia da Fúria é a maior entre todas as seleções e três vezes mais que a recebida pela conquista da Eurocopa 2008, que foi de 215 mil euros (R$ 480,8 mil).

sábado, 29 de maio de 2010

Lothar Matthäus aposta que Espanha bate o Brasil na final da Copa 2010 Capitão da Alemanha campeã em 1990 pede desculpas ao Atlético-PR e diz que aban


O programa "Esporte Espetacular" deste domingo dá sequência à série Os Favoritos da Copa do Mundo, enfocando a Alemanha. Entre os entrevistados da reportagem, está Lothar Mattäus, que esteve em cinco mundiais. Confira a seguir os melhores trechos da conversa com o ídolo alemão.

Qual é a receita para jogar durante tanto tempo na seleção (entre 1980 e 2000)?
O mais importante é amar o trabalho e se divertir com ele. Eu sempre me diverti jogando futebol e foi um grande amor. É como quando você ama uma mulher e não quer mais largar. E eu sempre tive essa paixão pelo futebol, nunca queria deixá-lo. Fui ambicioso, porque gostava muito. Eu acho que esses são os pontos fundamentais não só pra se jogar com determinação, mas também para ficar bastante tempo com o grupo. Por isso, eu continuo, não mais como jogador, mas como treinador, bem perto do futebol.

Qual foi o momento mais importante em todo esse tempo na seleção?
Eu joguei 150 vezes pela seleção alemã, cinco Copas do Mundo... Eu me lembro de muitos jogos, mas a melhor experiência foi, com toda a certeza, a Copa de 1990, quando a seleção alemã conquistou o tricampeonato. Ver no final o trabalho feito... e esse trabalho tem um significado tão singular. Poucos jogadores podem dizer que são campeões do mundo e eu posso me orgulhar mais ainda porque eu fui o capitão e ergui a taça. Quadro anos depois, o Dunga levantou. Quatro anos antes, foi o Maradona. E eu acho que é uma combinação singular, ser capitão de uma seleção que tem a taça nas mãos. São momentos especiais, impossíveis de descrever.

E qual foi a principal qualidade da seleção alemã campeã de 1990?
Eu acredito que foi não apenas a qualidade da equipe, mas, sobretudo, o comando do técnico Franz Beckenbauer, que tinha o respeito de todos os jogadores e também dos jornalistas. Então, tinha muita tranquilidade na seleção. Não havia conflitos ou problemas. E como nós trabalhávamos com essa tranquilidade, tínhamos muito foco, muita concentração no que era o principal. E isso se refletiu na preparação e na Copa do Mundo. E eu acredito que foi decisivo o fato de nós termos Franz Beckenbauer, que era e é uma grande personalidade, mas também tinha uma grande qualidade de comunicação com os jogadores. Isso tudo se encaixou. Não foi só uma conquista, mas também um Mundial no qual tivemos momentos muito bons.

Por que hoje a seleção alemã não é considerada a favorita ao título?
A seleção alemã sempre faz parte dos favoritos, mas agora são outros os grandes favoritos. Sabemos que a Alemanha sempre pode chegar longe, mesmo se não tem os melhores jogadores. Nós não temos os talentos individuais que o Brasil tem, que a Espanha tem, que a Holanda tem, que a Inglaterra tem ou também a Argentina. Mas a seleção alemã tem sempre o grupo forte, e isso conta. É por isso que muitas seleções não sentem tão à vontade em jogar contra a Alemanha. Não temos mais jogadores "top", como antes, como Franz Beckenbauer, Uli Höness, Paul Breitner, Rudi Völler, Andreas Brehme, Matthias Sammer. Estes foram jogadores excepcionais. Agora, não temos jogadores excepcionais, mas nós temos um grupo que, como antes, quando está em campo, luta unido.

Seriam estes os principais problemas e qualidades desta seleção?
Problema eu vejo somente no fato de não termos um talento individual, como outras nações: Drogba, na Costa do Marfim; Kaká, no Brasil; Messi, na Argentina; Rooney, na Inglaterra. Então, esses países têm seus jogadores de destaque. Agora, a Alemanha não tem esse tipo de jogador. E este provavelmente é o problema. Por outro lado, a seleção alemã acredita em si mesma.

E qual seleção ganha esta Copa, na sua opinião?
Eu montei para um jornal alemão uma projeção para esta Copa: Brasil chega à final, mas perde para a Espanha. Essa é a minha ideia para este mundial: a favorita ao título é a Espanha, o Brasil fica em segundo, Argentina em terceiro; em quarto, a Inglaterra. Eu ainda posso me lembrar porque fiz toda essa previsão, que é um jogo. Eu espero, para a sorte da Alemanha, que eu não esteja certo... e também para o Brasil, porque para vocês também conta só a vitória. Mas a Espanha tem, no momento, uma seleção excelente; eu a acompanhei também aqui na Eurocopa, na Áustria e na Suíça, e eles estão jogando de forma impressionante nestes últimos dois anos.

Como foi a sua passagem pelo Brasil como treinador do Atlético Paranaense, em 2006?
Eu gostaria novamente de pedir desculpas a todos do Atlético Paranaense por ter voltado á Europa depois de apenas dois meses. Foi um erro. Um dos maiores erros que eu já cometi na minha carreira. Por eu ter abandonado o Atlético devido a uma situação particular. Ficou acordado com o presidente que eu iria à Europa para resolver os meus problemas por aqui; eu não pude resolvê-los e, por isso, acabei não voltando. Eu peço desculpas por ter feito isso a um clube que trabalha de forma tão profissional, que me tratou como um filho, me deu de tudo, abriu todas as portas. Abandoná-lo assim... Eu penso que não foi legal o que eu fiz, mas tenho boas lembranças do tempo no Brasil, em Curitiba. Porque foi muito bom, muito produtivo esportivamente. Se eu pudesse voltar atrás, eu voltaria e mudaria o que eu fiz.

Para finalizar, qual é sua opinião sobre o Brasil e sobre a seleção brasileira?
Em geral, todos amam o futebol brasileiro, não apenas a seleção. Dá para perceber que os brasileiros, não apenas os da seleção, amam o futebol. O futebol é muito importante para suas vidas. Eu acredito que sejam o futebol, a religião e a família. São para um brasileiro as três principais coisas, invioláveis. O futebol brasileiro é, de forma geral, certamente o melhor do mundo. Porque para muitos jovens é a única chance. Eles jogam em qualquer lugar. Quando eu vou ao Brasil, vejo que eles não jogam só em campos; eles jogam na praia, na rua, em todo lugar; amam o futebol e têm esperança de mudar suas vidas por meio do futebol. Por isso, o Brasil é o país número um do futebol no mundo todo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Kaká reconhece que não teve uma boa temporada no Real Madrid Meia culpa excesso de lesões pela falta de regularidade no ano e garante que, quando esti

Trinta e três jogos, nove gols, nove assistências e muito tempo no departamento médico. Quase um ano após chegar ao Santiago Bernabeu, Kaká ainda não justificou os quase R$ 180 milhões investidos pelo Real Madrid em seu futebol. E não nega isso.

Finalmente recuperado de uma lesão no púbis que o afastou da equipe em grande parte dos jogos do Campeonato Espanhol e ainda colocou em dúvida sua força para a Copa do Mundo, o camisa 8 merengue abusa da sinceridade a confessa que teve uma temporada abaixo das expectativas. Única estrela apagada do trio de supercraques que se reuniu na Espanha – com Messi e Cristiano Ronaldo –, Kaká demonstrou uma ponta de frustração com a falta de regularidade.

- Para mim foi uma temporada muito difícil, com muitos problemas físicos e, no final, não consegui chegar à forma como gostaria para poder competir à altura no Campeonato Espanhol e na Liga dos Campeões. Quando estiver em melhor forma, estarei num nível muito mais alto para poder competir - afirmou no evento de um patrocinador na cidade de Valência, na Espanha.

Apesar da reserva na última partida pelo campeonato nacional, contra o Athletic de Bilbao, e desentendimentos como na substituição diante do Lyon, na partida que resultou na eliminação na Liga dos Campeões, Kaká fez questão de agradecer ao técnico chileno Manuel Pellegrini pelas oportunidades.

- Ele me ajudou muito este ano, que foi muito difícil para mim pelos problemas físicos. Acho que fez um grande campeonato com o time, embora, no final, o clube é que terá que decidir se ele continua ou não.

Mesmo insatisfeito com sua temporada individual, o brasileiro entra em campo no próximo domingo para disputar o título espanhol. Com um ponto a menos que o Barcelona, o Real Madrid precisa vencer o Málaga, fora de casa, e torcer pro tropeço do rival contra o Valladollid para ser campeão.