segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Confira os deputados federais mais votados no país



Noticias - 04/10/10 - 08h00 - Atualizado em 04/10/10 - 09h16
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Donos de sobrenomes familiares – como Renan Calheiros Filho (PMDB-AL), filho do notório senador alagoano, e Elcione Barbalho (PMDB-PA), ex-mulher do deputado federal Jader – se misturam a artistas (a começar por Tiririca, em São Paulo) e a vários políticos conhecidos na relação dos campeões de votos para deputado federal em todo o país.

Dois terços dos 54 campeões de votos (dois por cada estado) listados abaixo exercem no momento mandato de deputado federal. Despontam entre eles os deputados reeleitos ACM Neto (DEM-BA) e Manuela d´Ávila (PCdoB-RS), além de vários outros deputados federais menos conhecidos, como o petista Praciano e Rebecca Garcia (PP), no Amazonas; Sueli Vidigal (PDT), no Espírito Santo; Rodrigo de Castro (PSDB), em Minas Gerais; Welington Fagundes (PR), em Mato Grosso; ou  Hermes Parcianello, o Frangão (PMDB), no Paraná.

O deputado distrital José Antônio Reguffe (PDT) sai da eleição como o deputado federal proporcionalmente mais votado do país. Ele recebeu 18,95% dos votos válidos no Distrito Federal.

Nominalmente, os campeões são Tiririca (PR), que teve mais de 1,3 milhão de votos e Anthony Garotinho, que recebeu quase 700 mil votos.

Veja quais foram os candidatos mais votados para deputado federal em todo o país. Ao lado dos campeões de votos, o índice de votos válidos que eles receberam (considerando o total de votos válidos para deputado federal em cada estado).

Os nomes marcados em vermelho são de deputados federais reeleitos.
 
ACRE (97% dos votos apurados)
Márcio Bittar (PSDB) – 15,40% 
Flaviano Melo (PMDB) – 10,68%
 
ALAGOAS (99% dos votos apurados)
Renan Filho (PMDB) – 9,91%
Célia Rocha (PTB) – 8,80%
 
AMAPÁ (99,4% dos votos apurados)
Vinicius Gurgel (PRTB) – 6,81%
Professora Dalva Figueiredo (PT) – 6,37%
 
AMAZONAS (99% dos votos apurados)
Praciano (PT) – 10,93%
Rebecca Garcia (PP) – 9,60%

 
BAHIA (98,3% dos votos apurados)
ACM Neto (DEM) – 4,93%
Nelson Pellegrino (PT) – 3,07%

 
CEARÁ (84% dos votos apurados)
Domingos Neto (PSB) – 6,17%
José Guimarães (PT) – 5,25%
 
DISTRITO FEDERAL (100% dos votos apurados) 
Reguffe (PDT) – 18,95%
Paulo Tadeu (PT) – 11,70%
 
ESPÍRITO SANTO (99,9% dos votos apurados)
Audifax Amorim (PSB) – 8,58%
Sueli Vidigal (PDT) – 7,51%
 
GOIÁS (99,9% dos votos apurados)
Dona Iris (PMDB) – 6,44%
Rubens Otoni (PT) – 5,94%

 
MARANHÃO (99,4% dos votos apurados)
Gastão Vieira (PMDB) – 4,43%
Sarney Filho (PV) – 4,42%

 
MATO GROSSO (99,7% dos votos apurados)
Welington Fagundes (PR) – 10,24%
Homero Pereira (PR) – 7,89%

 
MATO GROSSO DO SUL (99,5% dos votos apurados)
Giroto (PR) – 11,50%
Reinaldo Azambuja (PSDB) – 9,51%

MINAS GERAIS (97% dos votos apurados)
Rodrigo de Castro (PSDB) – 2,60%
Lael Varella (DEM) – 2,38%

 
PARÁ (98,6% dos votos apurados)
Wladimir Costa (PMDB) – 6,96%
Elcione Barbalho (PMDB) – 6,17%

 
PARAÍBA (99,5% dos votos apurados)
Wellington Roberto (PR) – 5,79%
Ruy Carneiro (PSDB) – 5,53%

PARANÁ (99,9% dos votos apurados)
Ratinho Júnior (PSC) – 6,32%
Hermes Parcianello (Frangão – PMDB) – 2,73%

 
PERNAMBUCO (99,8% dos votos apurados)
Ana Arraes (PSB) – 8,81%
Eduardo da Fonte (PP) – 7,51%

 
PIAUÍ (98,9% dos votos apurados)
Marcelo Castro (PMDB) – 10,32% 
Marllos Sampaio (PMDB) – 8,56%
 
RIO DE JANEIRO (99,9% dos votos apurados)
Garotinho (PR) – 8,69%
Chico Alencar (Psol) – 3,01%
 
RIO GRANDE DO NORTE (99,5% dos votos apurados)
Fátima Bezerra (PT) – 13,36%
João Maia (PR) – 13,18%

 
RIO GRANDE DO SUL (99% dos votos apurados)
Manuela d'Ávila (PC do B) – 8,09%
Beto Albuquerque (PSB) – 3,36%

 
RONDÔNIA (95% dos votos apurados)
Marinha Raupp (PMDB) – 14,27%
Dr. Mauro Nazif (PSB) – 9,48%

 
RORAIMA (91% dos votos apurados)
Teresa Jucá (PMDB) – 14,00%
Paulo Cesar Quartiero (DEM) – 8,85%

SANTA CATARINA (99,8% dos votos apurados)
Esperidião Amin (PP) – 4,98%
Mauro Mariani (PMDB) – 5,60% 

SÃO PAULO (95% dos votos apurados)
Tiririca (PR) – 6,31%
Gabriel Chalita (PSB) – 2,65%
 
SERGIPE (99% dos votos apurados)
Valadares Filho (PSB) – 10,51% 
Mendonça Prado (DEM) – 9,84%
 
TOCANTINS (99% dos votos apurados)
Júnior Coimbra (PMDB) – 9,50%
Eduardo Gomes (PSDB) – 6,78%

 
Autor: Congresso em Foco

TSE totaliza apuração de votos; Dilma vence em 4 regiões e Serra, em uma



Brasília - Com 100% das urnas apuradas, a candidata Dilma Rousseff (PT), que obteve 46,91% dos votos válidos, vai ao segundo turno com José Serra (PSDB), com 32,61%. Marina Silva (PV) conseguiu 19,33% e Plínio Sampaio (P-SOL) teve 0,87%.
Por uma diferença de quase 6,3 milhões de votos, a petista não conseguiu se eleger no primeiro turno. Dilma venceu em quatro regiões, mas perdeu para Serra no Sul. No Nordeste e no Norte, Dilma ganhou com folga, mas liderou com vantagem menor no Sudeste e no Centro-Oeste.
No Sul, Serra ganhou, com 43,01%. Dilma teve 42,10%; e Marina, 13,64%. No Centro-Oeste, Dilma venceu por pequena vantagem, com 38,89%, contra 37,97% de Serra e 20,94% de Marina.
No Nordeste, Dilma teve o melhor desempenho com 61,63%. Serra obteve 21,48%; e Marina, 16,14%. No Norte, Dilma ficou com 49,23%; Serra, 31,95%; e Marina, 17,88%.
No Sudeste, região com o maior número de eleitores, Dilma obteve 40,88%, contra 34,58% de Serra e 23,18% de Marina.
Dilma venceu em 18 estados e Serra liderou em oito: Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Marina ganhou no Distrito Federal, onde conseguiu 41,96% dos votos válidos, e ficou em segundo lugar em cinco estados - Acre, Amapá, Amazonas, Pernambuco e Rio de Janeiro. No Ceará, ela empatou com Serra (16,36%).
Entre os votos no exterior, Dilma perdeu por cerca de quatro pontos percentuais. Ela obteve 36,81%, contra 40,25% de Serra e 20,43% de Marina. Entre os eleitores que votaram em trânsito, Dilma venceu com 39,15%. Serra obteve 31,18% e Marina ficou com 28,11%.
Os votos em branco somaram 3.479.320 (3,13%); e os nulos, 6.124.083 (5,51%). O Brasil tem 135,804 milhões de eleitores. A abstenção foi de 18,12%.

domingo, 3 de outubro de 2010

Corregedoria do TRE-RO confirma que votos em Expedito estão sendo registrados


Logo após o final da apuração dos votos em Rondônia, Expedito Júnior deve receber a imprensa em local a ser divulgado posteriormente por sua assessoria.
A Assessoria Jurídica da coligação “Unidos para Avançar”, que tem como candidato ao governo Expedito Júnior (PSDB), informa que não procede a informação divulgada em alguns sites de Rondônia de que os votos do candidato de número “45”, estariam sendo anulados na cidade de Vilhena. Em todo o estado, a votação no número “45” para o governo de Rondônia está absolutamente normal e os votos do candidato estão sendo registrados pelo TRE-RO.
“A informação não procede e trata-se tão somente de mais uma notícia plantada para tentar atrapalhar a votação em Expedito Júnior”, afirmou Diego Vasconcelos, advogado da coligação. Logo após o final da apuração dos votos em Rondônia, Expedito Júnior deve receber a imprensa em local a ser divulgado posteriormente por sua assessoria.

DEPUTADO AMORIM É PRESO PELA POLÍCIA FEDERAL



Amorim teve seu pedido de registro de candidatura indeferido pela justiça eleitoral, mas continua fazendo campanha por conta e risco. Ele caiuu na lei da ficha suja.
O deputado federal Ernandes Amorim, do PTB, que disputa uma vaga na Assembléia Legislativa, foi preso neste domingo pela Polícia Federal. Ele é acusado de fazer boca de urna na cidade de Machadinho do Oeste. Amorim teve seu pedido de registro de candidatura indeferido pela justiça eleitoral, mas continua fazendo campanha por conta e risco. Ele caiuu na lei da ficha suja.

Lula diz à 'Economist' que não interferirá no próximo governo



Lula
Lula disse que pretende trabalhar por reforma política ao deixar o governo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em entrevista ao site da revista britânica The Economist, publicada na quinta-feira, que não pretende interferir no governo do seu sucessor.
"Um ex-presidente deve se recolher para algum lugar confortável e tranquilo, e não ficar dando palpite sobre política nacional, deixando seja lá quem for eleito governar o país, cometer erros e acertar, mas deixando eles governarem o país", disse Lula.
O presidente prometeu que continuará ativo na política, mas disse que ainda não pensou no que pretende fazer após o dia 1º de janeiro. Ele afirmou que não quer tomar nenhuma decisão precipitada sobre seu futuro.
Lula disse que como ex-presidente trabalhará para tentar aprovar a reforma política.
"Agora eu estou me comprometendo, quando eu não for mais presidente, a começar a convencer o meu próprio partido, porque eu acho que esta é a principal reforma que temos que fazer no Brasil, para que possamos [depois] fazer as demais reformas", disse Lula ao site da revista britânica.
Lula diz que depois de convencer o PT sobre a importância das reformas, ele poderá trabalhar junto com os demais partidos na aprovação da reforma.
Um ex-presidente deve se recolher para algum lugar confortável e tranquilo, e não ficar dando palpite sobre política nacional.
Lula
O presidente considera que só uma reforma política poderá gerar "partidos fortes e um Congresso forte, para que quem sente nesta cadeira [de presidente] possa firmar acordos importantes com os partidos políticos e os líderes dos partidos".
Sem a reforma, Lula diz que o fator decisivo na política brasileira é "a força individual de cada cidadão, de cada região".
Frustração
O presidente disse à revista que se sente "frustrado" por não ter visto a reforma política aprovada no seu governo, e atribui isso ao fato de "as pessoas não gostarem de mudança".
"Eu aprendi muito e acho que isso vai permitir que, uma vez que eu não seja mais presidente e tenha mais liberdade, eu discuta temas que, como presidente, eu não queria discutir, porque eles não estavam sob a minha competência", diz Lula à revista.
Lula também sugere que como ex-presidente poderá ser mais influente na discussão sobre a reforma das leis trabalhistas, ajudando empregadores e trabalhadores a chegar a um consenso.
Lula revela que "a sua maior surpresa" ao chegar ao governo foi se deparar com "as dificuldades que o próprio Brasil cria para si, com legislações excessivas" que atrasam as decisões do Executivo.
Petrobras e Oriente Médio
Na longa entrevista ao site do The Economist, o presidente brasileiro aborda diversos temas, como o maior controle do Estado sobre a Petrobras, as negociações de paz no Oriente Médio e sugestões para o seu sucessor.
Essas pessoas deveriam devolver seus Prêmios Nobel, já que não há paz.
Lula, sobre negociação de paz no Oriente Médio
Sobre a Petrobras, o presidente defende que o "petróleo pertence ao governo" e afirma que a receita das descobertas do pré-sal precisa beneficiar a população brasileira. O novo marco regulatório do setor, para Lula, é melhor do que a estrutura anterior, que "funciona bem apenas para as empresas petrolíferas".
Lula criticou o processo de negociação de um acordo de paz no Oriente Médio. Segundo o presidente brasileiro, as discussões não incluem todas as vozes necessárias para se chegar à paz.
"Cada vez que eles sentam para conversar, eles ganham um Prêmio Nobel. Eles deram dez Prêmios Nobel pela paz em Israel e Oriente Médio, e a paz não aconteceu. Essas pessoas deveriam devolver seus Prêmios Nobel, já que não há paz."
Sobre o próximo presidente brasileiro, Lula diz que o seu sucessor deve "fazer política com o coração, cuidar dos mais pobres e praticar a democracia até o fim absoluto".
O presidente diz acreditar na vitória de sua candidata, Dilma Rousseff, que "surpreenderá o mundo" quando chegar ao poder.
"A Dilma é tão democrática quanto eu, tão socialista quanto eu e tão responsável quanto eu. Talvez por ser mulher ela possa fazer mais, porque precisamos dar mais poder às mulheres na política", diz Lula.
Lula diz que seu sonho é ver o próximo presidente ajudar mais pessoas pobres a chegarem à classe média pobre.
Ele disse que não pensa, no momento, em se candidatar à Presidência em 2014.
"Terei 68 anos. Aos 68, os anos pesam. Se eu eleger a Dilma e ela for boa, ela terá que ser candidata à reeleição."

Classe C vai decidir eleição brasileira, diz 'El País'


Uma reportagem publicada na edição deste domingo do jornal espanhol El País afirma que "a classe C" decidirá quem será o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o jornal espanhol, os 30 milhões de brasileiros que saíram da pobreza nos últimos dez anos serão os responsáveis por decidir os rumos da eleição no país.
"São homens e mulheres que mantêm uma economia muito modesta, mas que puderam pela primeira vez abrir uma conta corrente, ter acesso a um pequeno crédito ou comprar a prazo um freezer ou uma máquina de lavar", escrevem os jornalistas Soledad Gallego-Díaz e Juan Arias.
"[Eles são] a autêntica imagem deste novo Brasil que o resto do mundo olha com expectativa e deslumbramento."
O jornal destaca que a classe C hoje não está concentrada apenas nos lugares mais ricos do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, mas também espalhada pelos Estados pobres do Nordeste.
No entanto, o jornal afirma que o Brasil ainda tem muitos problemas, já que grande parte da população ainda vive na pobreza. Outro desafio, de acordo com o El País, é melhorar a qualidade da educação da Classe C.
Lula e Dilma
Outros jornais estrangeiros destacam o legado de Lula e traçam um perfil da candidata Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas de opinião.
A edição deste domingo do jornal britânico The Observer traz uma reportagem de uma página sobre o Brasil com o título "O legado de Lula: brilho, riqueza e dinamismo".
O texto assinado pelo correspondente Tom Phillips, do Rio de Janeiro, afirma que "com 81% de aprovação depois de dois mandatos, o presidente sai de cena após transformar a vida de ricos e pobres".
O jornal britânico The Sunday Times traz um perfil de Dilma Rousseff intitulado "A torturada Joana D'Arc do Brasil deve governar".
A reportagem de Amy Stillman, do Rio de Janeiro, fala sobre o passado de guerrilheira de Dilma e diz que a candidata estava "decidida a mudar o mundo" quando entrou para a luta armada.
O passado de guerrilheira de Dilma também é o destaque do jornal francês Le Monde. O título da reportagem deste domingo do jornal sobre a eleição brasileira é: "A metamorfose de Dilma Rousseff, a 'guerrilheira' que virou administradora".
"Caso seja eleita, pode ser que Dilma [...] consiga um feito raríssimo", escreve o jornalista Jean-Pierre Langellier. "Chegar ao posto máximo de uma democracia sem jamais ter cumprido outro mandato eleitoral."
Dilma também é o destaque do jornal americano New York Times. De São Paulo, o jornalista Alexei Barrionuevo escreve que "a protegida de Lula" é a favorita para vencer o pleito, que, segundo o jornal, foi marcada pela falta de grandes polêmicas, apesar de algumas denúncias de corrupção.
New York Times afirma que tanto uma vitória de Dilma como do candidato da oposição, José Serra, "fará pouca diferença para os rumos da política econômica" do país. No entanto, "poucos vêem Dilma ou Serra com a mesma influência de Lula no cenário internacional", afirma o jornal.

Apostando em Dilma, 'Economist' questiona força de futuro governo



dilma, lula
Revista diz que maior empecilho de Dilma deve vir de dentro do próprio PT
A revista britânica The Economist traz na edição desta semana uma reportagem sobre as eleições brasileiras na qual dá como praticamente certa a vitória da candidata do PT, Dilma Roussef, mas questiona o alcance do poder que ela terá num futuro governo.
Fazendo um panorama das principais disputas em jogo na votação de 3 de outubro, a TheEconomist afirma que, graças ao apoio do presidente Lula e sua incrível popularidade, Dilma deve vencer seu rival José Serra (PSDB), apesar do escândalo envolvendo a quebra do sigilo fiscal da filha do candidato tucano.
A revista aposta que o governo Dilma deve ser o mais forte desde o fim da ditadura, uma vez que o PT pode obter até 390 deputados na Câmara, se contar os aliados, e deve manter sua média de pouco menos de 60% dos senadores necessários para aprovar emendas na Constituição.
No entanto, esse cenário pode não se refletir em poder concreto para a nova presidente, segundo a The Economist. O maior obstáculo de Dilma deve vir de dentro do próprio partido, uma vez que ela só se filiou ao PT apenas em 2001 e não cresceu dentro do partido: sua candidatura foi imposta por Lula.
"Os principais parceiros da coalizão que apoiam o PT já estão falando de ministérios e vantagens que esperam obter", afirma a revista. "Com mais assentos e uma líder mais fraca que seu antecessor, o próximo governo pode parecer mais forte no papel do que na prática."

É lamentável Dilma depender de apadrinhamento de Lula, diz 'Economist'



Lula e Dilma
Revista acredita que Dilma não tem o magnetismo de Lula
Em editorial na sua edição desta semana, a Economist diz lamentar a dependência da candidata presidencial do PT, Dilma Rousseff, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O fato de Dilma depender tanto do apadrinhamento de Lula é lamentável, pois o Brasil precisa de um líder forte e independente”, diz a principal revista de economia e política da Grã-Bretanha.
Segundo a Economist, caso seja eleita, Rousseff precisará sair da sombra de Lula "para conseguir a autoridade necessária" ao cargo.
A revista diz ainda que Lula "precisa deixá-la se afastar", uma atitude que seria “seu último presente a país”.
Intitulado A Passagem, o texto afirma que Lula deu ao Brasil continuidade e estabilidade e que agora ele precisa "dar independência" a sua sucessora.
Três graves problemas
Se eleita, Dilma terá de lidar com ao menos três graves problemas, segundo a Economist, e a corrupção seria o primeiro. A revista afirma que o PT tem uma "tendência de inchar os órgãos federais com indicados políticos".
A segunda preocupação seria com o papel do Estado na economia – que cresceu no segundo mandato de Lula. O terceiro “teste” é a política externa, por causa da aproximação do presidente com "autocratas" como os presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.
Para a revista, ainda não está claro se Dilma tem “a força e vontade para lidar com esses problemas”.
Em outra matéria, a Economist detalha o legado do governo Lula e explica como Dilma se beneficiou dele, apesar de especialistas acreditarem, há um ano, que era impossível transferir sua popularidade.
No entanto, a matéria afirma que a presidenciável não tem o "magnetismo" de Lula nem sua "habilidade de negociar". Por fim, ela especula sobre como seria o novo governo, apostando em nomes como Antonio Palocci e José Dirceu para integrar seu gabinete.

Eleitores brasileiros em Lisboa enfrentam fila com até 400 pessoas



Votação em Portugal. Foto: Jair Rattner
Eleitores brasileiros enfrentaram longas filas em Portugal. Foto: Jair Rattner
Os eleitores brasileiros que votaram em Lisboa neste domingo enfrentaram longas filas e atrasos na hora da votação.
Muitos eleitores deixaram para pegar o seu título de eleitor novo no mesmo dia da votação, o que provocou atrasos. Além disso, alguns sequer sabiam o local correto onde era feita a votação.
A capital portuguesa é o segundo local no exterior em número de votantes, com 12.348 – fica apenas atrás de Nova York. Cerca de 200 mil pessoas votam no exterior.
Uma fila com cerca de 400 pessoas formou-se para retirada do título de eleitor, na entrada da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde ocorreu a votação.
“Eu cheguei aqui às 10h15, já são 10h55 e ainda estou na fila. Eu não esperava por isso. Tenho que trabalhar daqui a pouco. Fui na embaixada hoje e só lá fiquei sabendo que a votação foi transferida para cá”, contou à BBC Brasil o motorista de caminhão Jarbas Oliveira, de Coronel Fabriciano, Minas Gerais, há dez anos em Portugal.
A carioca Janete Ribeiro reclamava da confusão.
“Isso é a pior coisa que já vi; um tumulto. Quando chegamos, ainda tivemos que trocar o título de eleitor”, afirmava a empregada doméstica, há 18 anos em Portugal.
Segundo o cônsul do Brasil em Lisboa, Renan Paes Barreto, o motivo dos problemas é que os eleitores não haviam retirado seus títulos antes da votação.
“Houve um grande número de eleitores que transferiu seus títulos para Lisboa, até maio. Os títulos estavam no Consulado para serem retirados desde junho. Só que muitos vieram pegar só hoje”, explica.

Eymael vota em São Paulo e diz que democracia cristã foi fortelecida



Repórter da Agência Brasi
São Paulo - O candidato pelo PSDC, José Maria Eymael, votou hoje (3) na região do Alto de Pinheiros, em São Paulo, e afirmou ter certeza que o resultado das eleições para ele será muito bom, não só com relação à quantidade de votos, mas também por que o partido deve eleger um número expressivo de deputados estaduais e federais, além do vice-governador d
'Quem esteve comigo durante a campanha e quando votei presenciou a alegria e o reconhecimento popular, as pessoas cumprimentado de perto e acenando de longe. Isso é um sinal de que a democracia cristã alcançou a alma dos brasileiros', dis
Edição: Talita Cavalcan
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José Serra comemora com o número do partido


José Serra comemora com o número do partido // Reuters (Reuters)
José Serra comemora com o número do partido
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, faz o número do partido depois de votar em São Paulo.

Sucessor de Lula herdará 'moeda mais valorizada do mundo', diz WSJ


Uma reportagem publicada neste sábado no site do jornal americano Wall Street Journalafirma que o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai herdar a moeda "mais valorizada do mundo".
"Época de eleições no Brasil costumava ser de preocupações sobre se a moeda nacional, historicamente fraca, iria desabar", escreve o jornalista John Lyons no site do Wall Street Journal.
"Desta vez, as autoridades estão enfrentando um problema diferente: a moeda está tão forte que eles temem que isso vai prejudicar o boom da economia do país, liderado pelas exportações."
O jornal americano destaca que desde o final do ano passado o real já se valorizou mais de 30% diante do dólar, o que fez a consultoria Goldman Sachs apelidar a moeda brasileira de "a mais valorizada do mundo".
O jornal fala dos riscos de "desindustrialização" do país, com o forte impacto da moeda sobre o setor produtivo.
"A valorização [do real] está rapidamente se tornando uma difícil tarefa para o próximo presidente", afirma o Wall Street Journal.
Futuro de Lula
A eleição brasileira foi tema de reportagem da edição de fim de semana do jornal britânico Financial Times.
Na reportagem, os correspondentes do jornal Jonathan Wheatley e John Paul Rathbone escrevem que o papel de Lula no próximo governo, seja qual for o vencedor nas eleições de domingo, ainda não foi definido, mas que o presidente brasileiro "certamente quer proteger o legado" da sua gestão.
Segundo o jornal, nas últimas semanas, Lula sinalizou que vai indicar ao seu sucessor "os problemas com os quais ele não conseguiu lidar".
No caso de uma vitória da sua candidata, Dilma Rousseff, "é pouco provável que Lula tente dirigir o país sentado no banco de trás, como Néstor Kirchner fez na Argentina", escreve o jornal.
"Mas ainda assim ele pode ser uma grande influência [em um eventual governo Dilma]."
O jornal espanhol El País afirma que Dilma Rousseff "voa para a Presidência graças ao carisma de Lula".
A reportagem de Juan Arias afirma que a candidata deve muito do seu bom desempenho nas pesquisas ao presidente brasileiro, seu "tutor e criador".
"Isso quer dizer que quem vai continuar governando, ainda que na sombra, será Lula? Esta é a grande incógnita", escreve o El País.
Caso seja eleita, Dilma "terá que demonstrar que é mais do que uma invenção do líder mais carismático que o Brasil já teve", afirma o jornal espanhol.

Dilma vota em escola de ensino médio em Porto Alegre



Repórter da Agência Brasi
Porto Alegre - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, acaba de votar na Escola Estadual de Ensino Médio Santos Dumond, na zona sul de Porto Alegre. Ela chegou acompanhada de militantes e lideranças políticas l
Dilma votou ao lado do candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro.
Depois do voto Dilma saiu, sem falar com a imprensa, direto para o aeroporto onde embarca para Brasília. A candidata acompanhará a apuração dos votos na capital fede
Edição: Talita Cavalcan
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Lula admite possibilidade de 2º turno para eleição presidencial


Lula admite possibilidade de 2º turno para eleição presidencial
"Apesar de otimista, Lula admitiu a possiblidade de 2º turno para eleição presidencial"
SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu nesta domingo, 3, a possibilidade de a candidata Dilma Roussef (PT) disputar o segundo turno das eleições presidenciais, apesar de dizer que está otimista com a vitória de sua candidata no pleito deste domingo. 'A eleição tem dois turnos e eu não ganhei nenhuma - nem em 2002 e nem em 2006 - no primeiro turno', frisou. 'Apenas vai demorar mais 30 dias de luta (para Dilma vencer), pois não é fácil obter 50% dos votos', afirmou o presidente, em rápida entrevista após votar no Colégio João Firmino Correio de Araújo, em São Bernardo do Campo.
'O que é importante é que a Dilma tem uma performance de 50% dos votos do povo brasileiro no 1º turno. Nós já somos privilegiados', completou o presidente.
'Estou otimista que o Mercadante vai ao segundo turno em São Paulo. Também estou muito otimista em relação à eleição da Marta Suplicy e do Netinho (candidatos do PT ao Senado)', afirmou o presidente ao ser questionado.
O presidente descartou a possibilidade de voltar a se candidatar em eleições futuras. 'Quando a gente passa pela presidente da República, tem de ter sossego na vida', disse.
Lula também destacou o amadurecimento do processo político no País. 'O Brasil está demonstrando sua maturidade política ao consolidar o processo eleitoral e a modernização da votação'.
Trajando um blazer preto, Lula chegou acompanhado da mulher Marisa Letícia, do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), do candidato da legenda ao governo de São Paulo, Aloysio Mercadante, e dos candidatos da legenda ao Senado, Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB).
Lula demorou cerca de 20 segundos para votar. Depois de acompanhar a esposa, que vota em seção eleitoral no mesmo colégio, o presidente segue para Brasília a fim de acompanhar a apuração dos votos, acompanhado da candidata da legenda à sua sucessão, Dilma Rousseff (PT).
Indagado pelo CQC se vai solicitar o benefício do Bolsa família ao ficar desempregado, Lula rebateu: 'Vou trabalhar no CCQ', disse, confundindo o nome do programa.

Sem fantasia, Tiririca vota em SP e diz que não esperava repercussão


Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR), votou por volta das 9h deste domingo na região da Aclimação, em São Paulo. Sem a fantasia de palhaço, ele disse que não esperava que a candidatura tivesse tanta repercussão.
Questionado sobre o que teria de concreto para fazer no Congresso, ele respondeu: "de concreto, só cimento".
O candidato disse que não usou a fantasia hoje para evitar repercussão, mas não adiantou. Ele foi cercado por muitas pessoas no colégio e precisou ser escoltado por dois policiais militares.
Ao sair, Tiritica cantou trechos de Florentina", sua música mais famosa.
INVESTIGAÇÃO
No último dia 27, em nota, a Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo negou a possibilidade de impugnação da candidatura do palhaço Tiririca, mas informou que estava tomando as "medidas necessárias" para apurar os indícios de que o candidato a deputado federal não sabe ler nem escrever.
"Tendo em vista matéria da 'Época' desta semana sobre eventual falta de condição de elegibilidade [analfabetismo] do candidato a deputado federal por São Paulo, Francisco Everardo Oliveira Silva, conhecido como 'Tiririca', a Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo esclarece que o procedimento de registro do candidato transitou em julgado em 19 de agosto e, por isso, não há possibilidade de impugnação ou desconstituição de sua candidatura neste momento."
A revista cita a Constituição, em que os analfabetos são inelegíveis e, portanto, não podem se candidatar e receber votos. Por lei, os candidatos são obrigados a apresentar à Justiça Eleitoral um comprovante de escolaridade. Na ausência de comprovante, devem demonstrar capacidade de ler e escrever. Para registrar sua candidatura a deputado federal, Tiririca apresentou ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo uma declaração em que ele afirma que sabe ler e escrever. Essa declaração, segundo as normas legais, deve ser escrita de próprio punho.
João Brito/Folhapress
Francisco Everaldo Oliveira Silva, o Tiririca, vota em São Paulo sem a fantasia de palhaço
Francisco Everaldo Oliveira Silva, o Tiririca, vota em São Paulo sem a fantasia de palhaço
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Eleição brasileira é destaque em jornais estrangeiros


A escolha de um novo presidente no Brasil chama a atenção de publicações internacionais neste domingo (03). O jornal francês "Le Monde" dá ênfase ao apoio do presidente Lula à candidata Dilma Rousseff e cita que a ex-ministra pode chegar ao principal cargo em uma grande democracia sem ter sido eleita anteriormente para outro cargo eletivo. O "Le Monde" cita também as mudanças no visual que, de acordo com o jornal, a rejuvenesceram e melhoraram suas feições.
O jornal destaca ainda como a candidata chegou a ser ministra da Casa Civil após passar pela Secretaria de Minas e Energia do Rio Grande do Sul e pelo Ministério das Minas e Energia. Segundo o jornal, para chegar ao cargo ela contou com a saída do governo de vários pesos pesados do Partido dos Trabalhadores, principalmente José Dirceu. O jornal também retoma a origem da ex-ministra, que nasceu em Belo Horizonte em 1947, filha de um advogado de origem búlgara, e fala de sua vida na clandestinidade após o endurecimento da ditadura militar, em 1968.
O El País diz que a única interrogação deste domingo é se Dilma será eleita somente com o primeiro turno. O jornal também destaca o apoio do presidente Lula à candidata, uma "ex-guerrilheira" que "virou economista" e chefe de gabinete.

Para o jornal espanhol, a classe C, formada por cerca de 30 milhões de brasileiros que saíram da pobreza extrema nos últimos dez anos, decidirá hoje quem vai suceder o presidente mais popular de sua história, Lula da Silva, e quem recebe sua herança.
 

Mais de 135 milhões elegem hoje presidente, governadores, senadores e deputados


Desde as 8h deste domingo, eleitores brasileiros em todos os Estados já votam. O eleitor poderá votar até as 17h, em todo o Brasil.
De acordo com o TSE, 135.804.433 brasileiros vão às urnas na maior eleição da história do país. Os eleitores vão escolher um presidente, 27 governadores, 54 senadores, 513 deputados federais, 1.059 deputados estaduais e 24 deputados distritais.
Segundo estatísticas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), são nove os postulantes a presidente da República, 171 a governador, 276 a senador, 6.057 a deputado federal, 14.418 a deputado estadual e 882 a deputado distrital.
Cada eleitor deve demorar em média um minuto e meio para votar. A expectativa é que já se conheçam os novos presidente e governadores na madrugada segunda-feira. Serão contabilizados os votos de 420 mil seções eleitorais, onde trabalham 2,2 milhões de mesários.
Custo
A Justiça Eleitoral estima um gasto de R$ 480 milhões para o pleito. O valor corresponde a R$ 3,56 por eleitor, considerando o total de 135.804.433 votantes. O custo é inferior ao das eleições de 2006 e 2002, que apontaram uma média de R$ 3,58 e R$ 4,31, respectivamente.
Por enquanto, o gasto está abaixo do previsto, que é de R$ 549 milhões. Nas últimas eleições gerais, as despesas totalizaram R$ 450 milhões. Em 2002, R$ 495 milhões.
Voto no exterior
Segundo o TSE, 200.392 brasileiros estão aptos a votar em um total de 154 cidades no exterior. O país com o maior número de eleitores brasileiros são os Estados Unidos, com mais de 66 mil pessoas aptas a participar do pleito deste domingo.
Nos EUA, ficam a cidade com o maior número de eleitores brasileiros: Nova York, com 21.076. Na segunda colocação da lista vem Lisboa, em Portugal, com 12.360.
Ficha suja
Por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), candidatos com os registros barrados com base na Lei da Ficha Limpa estão impedidos de concorrer às eleições deste ano. Mas em razão da demora da Justiça em julgar os casos muitos deles aparecerão nas urnas.
O voto no chamado “ficha-suja” não é proibido, desde que ainda caiba recurso ao candidato contra o indeferimento de sua candidatura. O nome aparecerá na urna normalmente, porém os votos não serão contabilizados no resultado final das eleições até que o aspirante ao cargo eletivo esteja completamente liberado na Justiça.

Dilma agradece Lula e PT e cita a Bíblia em café da manhã antes da votação


Em uma manhã de névoa e 14 º graus em Porto Alegre, a candidata à Presidência Dilma Roussef (PT) citou a Bíblia antes de participar de um café da manhã com lideranças gaúchas.
Na entrada do hotel São Rafael, ela citou a Bíblia para comentar sua campanha, marcada pelo liderança nas pesquisas de intenção de voto graças ao apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma queda na reta final, após denúncias de corrupção dentro do governo.
“Combati o bom combate e quem faz isso sai mais forte”, afirmou em entrevista coletiva no local. O termo “o bom combate” é retirado do Novo Testamento e foi citado em livros de auto-ajuda.
Em um discurso leve, a ex-ministra chefe da Casa Civil não fez críticas ao principal adversário, o tucano José Serra, nem pediu votos, o que é proibido pela legislação eleitoral no dia do pleito.
A petista ainda agradeceu a Deus, a Lula e ao partido por ter chegado a esse momento. “Hoje é um dia de agradecimento porque temos grandes chances de vencer no primeiro turno no Rio Grande e no Brasil”, afirmou.
Além das citações religiosas, ela também falou da militância petista, a quem tem apelado nos últimos dias de campanha. “Ela é aguerrida e gosta de obstáculos.”
Dilma chegou às 8h15 ao local no centro de Porto Alegre onde estavam o candidato ao governado do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT), o candidato ao Senado Paulo Paim (PT) e a postulante a deputada federal do PC do B Manuela D´Ávila, que chamou a presidenciável de “tia Dilma” ao encontrá-la. 
A presidenciável votou em Porto Alegre, na escola estadual Santos Dumont, mesmo local de Tarso, no bairro Vila Assunção.
Genro, que também tem possibilidade de vencer as eleições no primeiro turno para o Palácio Piratini, disse não temer um segundo turno. “Não haverá desânimo. Nossa tradição é de garra. Nunca chegamos tão bem para um primeiro turno”, disse.
Em Porto Alegre, Dilma deve visitar a filha Paula e depois segue para Brasília, onde se encontra com o presidente Lula para aguardar o resultado da eleição. O comitê do PT em Brasília montou um local especial para acompanhar a apuração, no Setor Comercial Sul da cidade.

Dilma vota e descarta impacto de escândalos em eleição


Dilma vota e descarta impacto de escândalos em eleição
REUTERS
Por Sinara Sandri
PORTO ALEGRE (Reuters) - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, votou em meio a um aglomerado de pessoas na manhã deste domingo em Porto Alegre, acompanhada do candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e descartou eventual impacto de denúncias recentes no estreitamento de sua vantagem sobre outros candidatos na reta final da campanha.
A candidata preferiu não falar com os jornalistas após registrar seu voto, mas já havia conversado com repórteres mais cedo, após um café-da-manhã na capital gaúcha com representantes locais do partido, quando comentou o momento final da campanha marcado por denúncias contra pessoas próximas a ela no governo.
"Não acredito que as razões para ficar no primeiro turno ou ir para o segundo turno derivem de um único fator. Há um processo na sociedade que explica ganhar no primeiro turno ou ir para o segundo", disse ela.
"Agora, o que acredito é que, seja o que for, o bom combate te dá a boa vitória", acrescentou a candidata, líder nas pesquisas de intenção de voto, pouco antes de sair em direção ao seu local de votação em Porto Alegre.
Durante a campanha presidencial, surgiram denúncias de tráfico de influência contra a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, ex-assessora de Dilma que a sucedeu na pasta. As denúncias provocaram a demissão de Erenice, braço direito da candidata petista quando ela estava à frente da Casa Civil.
Dilma votou por volta de 9h20 em um colégio na zona sul da capital gaúcha, ao lado de Genro, que vota no mesmo local.
Ela cumprimentou mesários, conversou com eleitores e autografou uma bandeira. A candidata do PT votou em meio a grande confusão. Seu voto foi acompanhado por grande quantidade de jornalistas e populares.
Em pesquisas divulgadas pelo Datafolha e pelo Ibope no sábado, véspera da eleição, Dilma aparece com 50 por cento e 51 por cento dos votos válidos, respectivamente. O candidato do PSDB, José Serra, vem em segundo com 31 por cento e Marina Silva (PV) vem em seguida com 17 por cento (em ambos os levantamentos).
Para se eleger presidente já neste domingo, Dilma precisa de 50 por cento mais um dos votos válidos, que excluem os brancos e nulos. Como a margem de erro das pesquisas é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, não é possível afirmar se as sondagens apontam vitória de Dilma já no primeiro turno.
A candidata do PT disse, após o café da manhã, que o dia da eleição não é momento de fazer propostas, mas de agradecer. Nesse sentido, ela citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal cabo eleitoral, além dos partidos que compõem sua coligação, militantes e eleitores.
"O processo eleitoral confirmou que no Brasil é possível conviver com diferenças e o contraditório de forma pacífica e ordeira", avaliou ela, ao declarar que a democracia brasileira é "pujante" e "uma das maiores do planeta".
De acordo com assessores, Dilma deve almoçar com a família em Porto Alegre, antes de viajar para Brasília onde acompanha a apuração dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Pleito de hoje pode renovar até 54 das 81 vagas do Senado


No pleito de hoje (3), os eleitores terão de votar em um candidato para os cargos de presidente, governador e deputados federal, estadual e distrital. Para o Senado, no entanto, deverão ser escolhidos dois candidatos, o que poderá alterar a composição de forças das bancadas governista e de oposição, dependendo dos resultados das urnas. Poderá haver assim uma renovação de 54 dos 81 parlamentares que compõem a Casa.
O número de senadores é fixo – três por estado – e a escolha é feita alternadamente, com a renovação de um terço e de dois terços a cada quatro anos. O mandato parlamentar é de oito anos. A Constituição Federal define que, entre as atribuições do Senado estão a abertura de processo e julgamento do presidente e vice-presidente da República em crimes de responsabilidade, assim como o de ministros de Estado e dos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Dos 27 senadores que permanecem no cargo alguns disputam os governos estaduais. Se não forem eleitos, retornam ao Senado e terão ainda mais quatro anos de mandato. Se forem eleitos, o primeiro suplente assume a vaga na Casa.
Entre os senadores do Nordeste, Fernando Collor (PTB) concorre ao governo de Alagoas, Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao de Pernambuco, João Vicente Claudino (PTB) ao do Piauí, Rosalba Ciarlini (DEM) ao do Rio Grande do Norte. Na Região Norte, Alfredo Nascimento (PR) concorre ao governo do Amazonas e Tião Viana (PT) ao do Acre.
Na disputa estão ainda Marconi Perillo (PSDB) pelo governo de Goiás e Renato Casagrande (PSB) pelo do Espírito Santo.

Pleito de hoje pode renovar até 54 das 81 vagas do Senado


No pleito de hoje (3), os eleitores terão de votar em um candidato para os cargos de presidente, governador e deputados federal, estadual e distrital. Para o Senado, no entanto, deverão ser escolhidos dois candidatos, o que poderá alterar a composição de forças das bancadas governista e de oposição, dependendo dos resultados das urnas. Poderá haver assim uma renovação de 54 dos 81 parlamentares que compõem a Casa.
O número de senadores é fixo – três por estado – e a escolha é feita alternadamente, com a renovação de um terço e de dois terços a cada quatro anos. O mandato parlamentar é de oito anos. A Constituição Federal define que, entre as atribuições do Senado estão a abertura de processo e julgamento do presidente e vice-presidente da República em crimes de responsabilidade, assim como o de ministros de Estado e dos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Dos 27 senadores que permanecem no cargo alguns disputam os governos estaduais. Se não forem eleitos, retornam ao Senado e terão ainda mais quatro anos de mandato. Se forem eleitos, o primeiro suplente assume a vaga na Casa.
Entre os senadores do Nordeste, Fernando Collor (PTB) concorre ao governo de Alagoas, Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao de Pernambuco, João Vicente Claudino (PTB) ao do Piauí, Rosalba Ciarlini (DEM) ao do Rio Grande do Norte. Na Região Norte, Alfredo Nascimento (PR) concorre ao governo do Amazonas e Tião Viana (PT) ao do Acre.
Na disputa estão ainda Marconi Perillo (PSDB) pelo governo de Goiás e Renato Casagrande (PSB) pelo do Espírito Santo.

Pleito de hoje pode renovar até 54 das 81 vagas do Senado


No pleito de hoje (3), os eleitores terão de votar em um candidato para os cargos de presidente, governador e deputados federal, estadual e distrital. Para o Senado, no entanto, deverão ser escolhidos dois candidatos, o que poderá alterar a composição de forças das bancadas governista e de oposição, dependendo dos resultados das urnas. Poderá haver assim uma renovação de 54 dos 81 parlamentares que compõem a Casa.
O número de senadores é fixo – três por estado – e a escolha é feita alternadamente, com a renovação de um terço e de dois terços a cada quatro anos. O mandato parlamentar é de oito anos. A Constituição Federal define que, entre as atribuições do Senado estão a abertura de processo e julgamento do presidente e vice-presidente da República em crimes de responsabilidade, assim como o de ministros de Estado e dos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Dos 27 senadores que permanecem no cargo alguns disputam os governos estaduais. Se não forem eleitos, retornam ao Senado e terão ainda mais quatro anos de mandato. Se forem eleitos, o primeiro suplente assume a vaga na Casa.
Entre os senadores do Nordeste, Fernando Collor (PTB) concorre ao governo de Alagoas, Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao de Pernambuco, João Vicente Claudino (PTB) ao do Piauí, Rosalba Ciarlini (DEM) ao do Rio Grande do Norte. Na Região Norte, Alfredo Nascimento (PR) concorre ao governo do Amazonas e Tião Viana (PT) ao do Acre.
Na disputa estão ainda Marconi Perillo (PSDB) pelo governo de Goiás e Renato Casagrande (PSB) pelo do Espírito Santo.

Ibope mostra Dilma com 51% e abre possibilidade de segundo turno na disputa presidencial


Pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada neste sábado, 2, mostra a candidata Dilma Rousseff (PT)aparece com 51% dos votos válidos (fora brancos, nulos e indecisos) e abre a possibilidade de segundo turno na disputa presidencial. Como a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, ela pode ter 49% ou 53%. José Serra (PSDB) aparece com 31% e Marina Silva, com 17%.
Somados, José Maria Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) têm 1%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro de 2010 com 3.010 eleitores em 205 municípios do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.A pesquisa está registrada no TSE sob protocolo nº 33252/2010.