quarta-feira, 9 de junho de 2010

Grandes candidatos a muralha da Copa


No outro lado da disputa para ser o artilheiro do Mundial corre a briga para saber quem ganhará mais um prêmio importante da Fifa: o troféu de melhor goleiro da competição, cujo nome homenageia Lev Yashin, o Aranha Negra, lendário arqueiro da antiga União Soviética. Nas últimas três edições, goleiros europeus conquistaram a honraria: Barthez, da França (1998), Oliver Kahn, da Alemanha (2002) e Buffon, da Itália (2006). E quem pode ser premiado neste ano? Talvez seja a hora de o Brasil conquistar o troféu pela primeira vez – entre os sul-americanos, só dois uruguaios (Ballesteros, 1930, e Máspoli, 1950) e dois argentinos (Fillol, em 1978, e Goycotchea, 1990) foram eleitos.

Júlio César, porém, chega a 2010 como principal goleiro do futebol mundial – e como um dos astros de uma seleção favorita ao título. Espera-se, porém, que ele nem precise mostrar toda a sua capacidade, circunstância que certamente estaria ligada a uma Copa sem grandes sustos para o Brasil. Espera-se também que possa jogar normalmente, apesar da preocupação com a lesão sofrida no amistoso com o Zimbábue. Entre os outros candidatos ao status de “muralha” do Mundial estão Casillas, da Espanha, e Buffon, candidato ao bi. Mas para por aí. Uma peculiaridade desta Copa é a escassez de goleiros consagrados. Até escolas tradicionais, como a alemã e a argentina, não trouxeram craques da posição à África do Sul.

Quem será o melhor goleiro da Copa?

Júlio César
Casillas
Buffon
Outro (indique sua escolha no campo de comentários, logo abaixo)


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caw: Gomes: ‘Sou experiente e preparado’

caw: Gomes: ‘Sou experiente e preparado’

Gomes: ‘Sou experiente e preparado’


a incerteza despertada pela ausência de Júlio César dos últimos treinamentos e do amistoso contra a Tanzânia, na segunda, dá arrepios na torcida brasileira. Mas não em Gomes, o reserva da posição, que se diz absolutamente pronto para ser o goleiro do Brasil na Copa caso o titular não esteja em condições de jogo. “Sou experiente e estou preparado”, avisou o jogador revelado pelo Cruzeiro, hoje no Tottenham, da Inglaterra. Gomes se mostra confortável na situação que vive a poucos dias da estreia na Copa: sabe que é o reserva, mas não teme a responsabilidade de jogar.

“Não me considero a sombra dele. Júlio merece a camisa 1 mais do que nunca. É o melhor do mundo, pelo que tem feito e pelo que tem ganhado. Mas acho que estou no nível dos melhores goleiros da atualidade”, avisa. Gomes foi o primeiro titular do gol com Dunga, mas perdeu o lugar e acabou reconquistando uma vaga só na reta final. Nesta quarta, disse que só o técnico e ele sabem o motivo do afastamento. Se negou a revelar o que aconteceu: “Não posso falar.” Mas admitiu abertamente que não tinha “total experiência” para assumir a posição. “Hoje eu tenho”, garantiu.

A África do Sul já venceu a primeira


A carreata desta quarta mostra que pelo menos um desafio o país já superou: o de mobilizar seu povo e forjar um elo com a equipe que representá-lo no Mundial. A seleção pode ser fraca, mas a África do Sul vai fazer bonito na Copa.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Norte-coreanos driblam imprensa e fecham treino que seria aberto

Membro da delegação da Coreia do Norte manda avisar que, no treino desta terça, enfim, será liberada a entrada de jornalistas. É ver para crer
Os norte-coreanos têm a cintura dura. Com a bola nos pés não apresentam grande habilidade. Mas no despiste à imprensa e aos torcedores, eles são mestres. Durante amistoso contra a Nigéria, no último domingo, no estádio Makhulong, em Midrand, cidade entre Joanesburgo e Pretória, na África do Sul, os representantes da Fifa no local avisaram que, nesta segunda-feira, pela primeira vez, o treino do primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo seria aberto. Havia até a possibilidade de uma entrevista coletiva, provavelmente do treinador.

Ônibus da Coreia do Norte chega para o estádio de Makhulong. Foi a senha para que os jornalistas fossem retirados do local (Foto: Adilson Barros / Globoesporte.com)
Ficou apenas na promessa. Os jornalistas que viajaram cerca de uma hora até Tembisa, comunidade carente de Midrand onde fica o estádio de Makhulong, deram com a cara no portão trancado. Os policiais que guardam o lugar tinham ordem de não deixar ninguém passar. Depois de alguns minutos de negociação, os portões foram abertos para a mídia. No entanto, quando o ônibus da delegação coreana entrou no estacionamento, veio a ordem:
- Todos para fora. O treino será fechado - determinou um dos policiais.

Garotos de escola local também foram barrados
(Foto: Adilson Barros / GLOBOESPORTE.COM)
Frustração para jornalistas e também para um grupo de meninos que moram em Tembisa e que queriam entrar no estádio. Os garotos são do time de uma escola local e o professor de educação física tinha esperança de mostrar aos alunos como uma seleção de Copa do Mundo treina.
- Acho que seria importante para eles. Mas essas pessoas (norte-coreanos) são muito fechadas - lamentou.
Um dos membros da delegação coreana prometeu que, nesta terça-feira, enfim, a Coreia do Norte fará um treino aberto, no mesmo lugar, às 16h30m (horário local), 11h30m no horário de Brasília.
Será?

caw: Vértebra fraturada dá primeira chance ao bom menino Kaká

caw: Vértebra fraturada dá primeira chance ao bom menino Kaká

Vértebra fraturada dá primeira chance ao bom menino Kaká


Grave lesão óssea abriu caminho para apoiador no profissional. Sonho de ser jogador o motivou desde a infânciaFavela, pobreza e distância de casa nos primeiros passos. A história delicada, mas corriqueira, da maioria dos jogadores convocados por Dunga para a Copa do Mundo da África do Sul não é compartilhada por Kaká, a maior estrela da companhia. O pai, Bosco Izacson, fez o papel normalmente desempenhado pelos jogadores. Saiu de uma família pobre, trabalhou, suou e propiciou ao filho famoso e seus irmãos um padrão de vida confortável na infância.

O jogador do Real Madrid nasceu em Brasília, passou por Cuiabá, mas fixou-se em São Paulo. Quase vizinho ao Morumbi, não tinha dificuldade para ir aos treinos. E ainda tinha a companhia da mãe Simone, uma cinegrafista bem amadora.
- A cada gol meu a imagem tremia porque ela pulava para comemorar. Eu me destacava naquela época, mas aos poucos aperfeiçoei o meu dom – divertiu-se Kaká.
Visite o site do Jornal Nacional

Kaká, camisa 10 da seleção brasileira, é o responsável pela armação das jogadas (Foto: globoesporte.com)
Morador da área, o menino abraçou os companheiros mais humildes, que moravam no alojamento do Morumbi. Nada de rejeição. Interação total entre adolescentes de realidades opostas.
- Não sofri qualquer tipo de preconceito por vir de classe média. Eu levava os colegas para a minha casa e isso fez com que as pessoas me tratassem com respeito. Meu sonho de jogar futebol falou mais alto do que qualquer tipo de classe social – afirmou o jogador.

Kaká no treino do São Paulo (Foto: agência O Globo)
Mas nem por isso o apoiador de 28 anos passou incólume às barreiras da vida. Só que, como costuma dizer, nada é por acaso. Em um fim de semana prolongado em Caldas Novas-GO sofreu com um tombo traiçoeira em um escorrega. Mais do que um corte na cabeça, a batida no fundo da piscina colocou em dúvida a continuidade da sua carreira.
- Fui ao hospital reclamando de dores no pescoço e não deu nada. Então, voltei a treinar no São Paulo, mas continuou doendo muito. Voltei ao médico e ele disse: “Tenho uma notícia forte. Você vai ter que conviver com uma fratura na sexta vértebra”. Perguntei se poderia jogar futebol. Ele avisou que não dava para garantir. Fiquei dois meses com colar cervical – disse.
Tombo transforma-se na primeira chance
Entretanto, surpreendentemente, a angústia transformou-se no início da vitoriosa carreira. Em janeiro de 2001, o técnico Vadão solicitou que alguns juniores fossem promovidos para compor o elenco. O treinador do time sub-20 indicou um reserva que se recuperava de lesão: Kaká.
- E aí logo depois teve aquele jogo (São Paulo 2 a 1 Botafogo, com dois gols dele) – disse.

Kaká na infância com a prancha de bodyboarding
(Foto: Arquivo Pessoal)
A partida também está na memória da avó materna, Vera. Ela deu a primeira bola ao neto na infância e esteve no Morumbi para assistir à partida.

- Tinha um senhor ao meu lado que ficou bravo quando o Kaká entrou e falou: “Uma criança em campo? Estamos perdendo (1 a 0 para o Botafogo) e colocam uma criança?”. Dei só uma olhada. Depois do primeiro gol, falei: “Mas que criança levada!”. Quinze minutos depois veio o outro gol: “Que criança! Queria essa para mim”. Depois o senhor me abraçou e pediu desculpa – disse a avó.

O primeiro passo era a realização do objetivo fixo de ser jogador. Para isso, Kaká conta que até se dedicava aos estudos com mais afinco:
Tenho os meus valores, minhas convicções e isso é inegociável "
Kaká
- Esse era o acordo com meus pais. E também, se eu fosse reprovado ou ficasse em recuperação, perderia minha bolsa na escola.

Só que o episódio da fratura na vértebra não foi o único que colocou um ponto de interrogação no futuro do menino Ricardo. Até os 15 anos ele sofria com um atraso na formação óssea. O problema o fez até mudar de posição e perder a vaga no time.

- Para um garoto faz muita diferença. Os treinadores que tive diziam que eu era pequeno e não aguentaria muita pancada. Um deles falou que não tinha mais como jogar como atacante e me recuou para criar jogadas. Só que isso demorou, comecei a ser cortado. Sempre por questão física e não técnica. Foi uma fase muito importante da minha vida. Com 15, 16 anos tive a época do “estirão” e o São Paulo fez trabalho comigo de natação, suplementos, musculação... Agradeço muito ao que o clube fez comigo – disse.

Kaká troca aliança com Carolina Celico, uma
das duas namoradas que teve (Foto: agência EFE)
Mas os sonhos eram bem mais modestos do que as conquistas que alcançou até o momento: queria jogar no time profissional do São Paulo e disputar uma partida pela seleção brasileira. Foi além, bem além. Do Morumbi passou ao gigante Milan, onde ficou por seis anos e conquistou a Liga dos Campeões de 2007, o Mundial Interclubes do mesmo ano e um Campeonato Italiano. Individualmente colocou na estante o título de melhor do mundo em 2007. Na seleção brasileira tem duas Copa das Confederações (2005 e 2009) e o título mundial de 2002.

Na última temporada trocou a Itália pela Espanha. O destino: o Real Madrid. As cifras beiraram os R$ 180 milhões.

- Ele ama o futebol, que é a vida dele, e não faz nada por interesse financeiro. Ele ama o que faz, o clube que joga. O Kaká não sairia do Milan se não fosse necessário, mas foi muito feliz para o Real porque é o clube que almejava – disse avó Laura.
Menino família
A vida de boleiro também não se encaixa no estereótipo. Noitadas? Só para jantar, garante a avó. Mulheres? Só duas namoradas – uma delas a esposa atual, Caroline. Álcool? Sem chance. Kaká vive em um mundo quase singular dentro da rede de polêmicas do futebol.

- O respeito é fundamental. Aceito as escolhas e gosto que façam o mesmo com as minhas. Tenho os meus valores, minhas convicções e isso é inegociável. Muitas vezes ocorrem brincadeiras, mas sempre com respeito – disse.

Kaká na melhor fase da carreira com a camisa do Milan (Foto: agência Reuters)
Aluno aplicado, profissional exemplar, marido dedicado. Dona Vera concorda que é difícil encontrar adjetivos desabonadores ao camisa 10 da seleção brasileira.

- O homem mais bonito que já vi. Vai perguntar isso para mim? Além da beleza física, a interior é muito linda. Um menino iInteligente, educado, fino... Do Kaká nunca se houve falar nada de ruim.

Kaká terá a terceira Copa do Mundo pela frente. Na primeira, era uma jovem promessa. Disputou cinco minutos da partida contra a Costa Rica, ficou exultante e terminou a decisão contra a Alemanha à beira do campo, à espera de uma substituição que o apito final não permitiu. Nada que impedisse a felicidade pelo título mundial.

Estou me preparando de forma especial para esta Copa"
Kaká
- Foram cinco minutos que marcaram muito a minha vida. Por ter jogado nessa Copa e também por fazer parte dos 23 jogadores. Sei a importância do grupo. Por isso me sinto vencedor naquela Copa. Quando você tem quem cria problema atrapalha bastante o grupo que deseja ser campeão.
Em 2006, a frustração. O início foi fulgurante com o golaço na vitória por 1 a 0 sobre a Croácia. Mas o quarteto mágico, que tinha ainda Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Ronaldo, fez uma Copa opaca. A sombra da falta de comprometimento, que excluiu Kaká, derrubou a equipe nas quartas de final contra a França.

Mas há uma nova chance de final feliz. O xodó da dona Vera é o principal nome da seleção que está na África do Sul. Recupera-se de lesões que o atrapalharam na primeira temporada na Espanha. Recebeu críticas contundentes, mas colheu motivação suficiente para dar a volta por cima no torneio mais importante do futebol.

- Estou me preparando de forma especial para esta Copa e os meus companheiros também – disse Kaká.

O resultado do esforço será conferido a partir do dia 15 de junho, data da estreia brasileira na Copa contra a Coreia do Norte, em Joanesburgo.

caw: Rodada #7: emoção em preto e branco por liderança antes da Copa

caw: Rodada #7: emoção em preto e branco por liderança antes da Copa

Rodada #7: emoção em preto e branco por liderança antes da Copa


Cabeça de Paulo André garante empate ao Timão contra o Botafogo e 1º lugar no Brasileiro. Azar do Ceará, que bateu Galo e quase ficou líder isolado
Com o refrão "Arrepia, zagueiro, limpa a área, zagueiro", o músico Jorge Ben Jor homenageava em canção dos anos 70 todos aqueles que se destacavam com destemor na posição normalmente desvalorizada no futebol. Mas por muitas vezes o bom xerife sai da área que defende com unhas e dentes e vai à adversária para decidir. Foi assim que o garoto Paulo André, do Corinthians, deu toque especial à emoção em preto e branco da rodada #7 do Brasileirão, a última antes da paralisação para a Copa do Mundo na África do Sul.
Com o gol de empate por 2 a 2 com o Botafogo no último minuto, no Engenhão, Paulo André garantiu ao Corinthians liderança por mais de um mês em um dos campeonatos mais disputados do mundo. Realizou o sonho tão desejado do seu treinador, Mano Menezes, que agora poderá fazer os ajustes que quiser com a maior tranquilidade possível para seguir na busca por um título no ano do centenário. E tirou de outro torcedor alvinegro, o do Ceará, uma alegria que durou poucos minutos. Sim, o Vovô bateu o Atlético-MG em Minas por 1 a 0 - é bom lembrar que o gol de Washington foi irregular - e, com a parcial vitória botafoguense no Engenhão, saía do Mineirão com um primeiro lugar que deixaria o clube em festa por um bom tempo.
A frustração no fim, no entanto, não diminui os méritos do time treinado por PC Gusmão, que segue como uma das surpresas do campeonato. Está em segundo lugar com o mesmo número de pontos do líder - 17. Perde no saldo de gols, mas mantém a invencibilidade e tem a defesa menos vazada, com apenas um gol sofrido. No seu encalço, com dois pontos atrás, vê se aproximar o Fluminense, que no sábado atropelou o Avaí em plena Ressacada por 3 a 0 e, cada vez mais, mostra a cara de Muricy Ramalho, um mestre em conquistar Brasileiros.
Na dança das cadeiras do G-4, saiu o atual campeão, o Flamengo, derrotado também no sábado pelo Goiás no Maracanã por 2 a 1 - deixando a torcida preocupada com o futuro da equipe, destroçada com a saída de Adriano e muito provavelmente de Vagner Love - , e entrou outro alvinegro: o Santos resolveu acordar no sprint final da fase pré-Copa e, com show dos garotos e em especial de Madson, aplicou goleada de 4 a 0 no Vasco, que continua na zona de rebaixamento, com cinco pontos, em 19º lugar.
Em relação à rodada anterior, os ataques funcionaram melhor, e a média de gols subiu de 2,1 para 2,6 nas dez partidas realizadas. Como destaque, a goleada santista de 4 a 0 sobre o Vasco, os triunfos do Flu por 3 a 0 sobre o Avaí e o do São Paulo por 3 a 1 sobre o Grêmio, com apenas dois empates - nenhum de 0 a 0: o de Botafogo 2 x 2 Corinthians e o de Inter 1 x 1 Palmeiras.
Confira aqui a classificação do Brasileirão
No aspecto disciplinar, a situação melhorou em relação à sexta rodada. Os árbitros distribuíram 41 cartões amarelos, 17 a menos que a anterior, recordista na competição deste ano. O número de expulsões caiu pela metade: foram apenas duas.A rodada que teve mais expulsões até o momento foi a terceira, com nove.
Números da rodada

2,6 gols por jogo

41 cartões amarelos

2 cartões vermelhos
Veja a galeria de fotos da rodada #7
Outra grande surpresa após o fim da rodada #7 do Brasileirão foi o Guarani. A vitória por 1 a 0 em casa sobre o Grêmio Prudente o fez pular para o 5º lugar na tabela de classificação. Abaixo dele vem logo o São Paulo, que com o show de Dagoberto, autor dos três gols, bateu o Grêmio por 3 a 1 e reagiu na tabela. O lado negativo do Tricolor Paulista foi o quarto pênalti perdido pelo goleiro Rogério Ceni, que no entanto teve grande atuação debaixo das traves, com boas defesas.
No clássico das grandes decepções das sete primeiras rodadas, Internacional e Palmeiras ficaram no empate por 1 a 1 no Beira-Rio e mostraram às torcidas que vão precisar melhorar, e muito na volta após a Copa. O resultado, pelo menos, tirou os colorados da zona de rebaixamento - com sete pontos ganhos, agora ocupam a 16ª colocação, com 7 pontos ganhos. O Verdão, em 10º lugar, com nove pontos, aguarda a chegada de Kleber e outros reforços, além de novo treinador - mesmo caso dos gaúchos, que ainda disputarão a semifinal da Libertadores com o São Paulo e também estão com técnico interino.
O sinal de alerta, ligado para a dupla e o Flamengo, que caiu para 9º lugar, está ligado também para o Cruzeiro. Já sem o técnico Adilson Batista, o time foi derrotado pelo lanterna da competição, o Atlético-GO, e está em 11º, com nove pontos. Um à frente de Grêmio (12º), Avaí (13º), Vitória (14º), Grêmio Prudente (15º) e Inter (16º), que formam o bloco dos oito pontos.
Logo depois, na parte de baixo da tabela, o Atlético-GO segue na lanterna, mas, com a vitória sobre o time celeste, somou quatro pontos e encostou no penúltimo colocado, o Vasco, com cinco. O Atlético-MG, com seis, e o Atlético-PR, com sete, também passarão a Copa do Mundo na zona de rebaixamento, ocupando, respectivamente, a 18ª e 17ª posições.
A rodada reservou lances bem curiosos. Como o mico do goleiro do Vasco, Fernando Prass, que após uma defesa, na tentativa de sair jogando, botou a bola no chão e não percebeu a presença de Léo, que a roubou. O goleiro acabou cometendo o pênalti que abriu caminho para a goleada do Pelxe por 4 a 0.
Há também as boas defesas da muralha Rogério Ceni na vitória do São Paulo sobre o Grêmio, o erro de arbitragem ao não marcar o impedimento no gol de Washington na vitória do Ceará sobre o Atlético-MG no Mineirão, o golaço de Hugo e o drible sensacional de Wellington Saci, no triunfo do Goiás sobre o Flamengo, no Maracanã.

caw: Com o pé no freio, seleção faz o último amistoso antes da estreia Brasil encerra a preparação contra a Tanzânia sem querer forçar para evitar surpresa

caw: Com o pé no freio, seleção faz o último amistoso antes da estreia Brasil encerra a preparação contra a Tanzânia sem querer forçar para evitar surpresa

Com o pé no freio, seleção faz o último amistoso antes da estreia Brasil encerra a preparação contra a Tanzânia sem querer forçar para evitar surpresa

Um olho no padre e outro na missa. O ditado popular vai cair como uma luva para a seleção brasileira no confronto desta segunda-feira, às 12h de Brasília (18h local), contra a Tanzânia, no Estádio Nacional Benjamin Mkapa, em Dar es Salaam. Às vésperas do início da Copa, a equipe do técnico Dunga vai entrar com o pé no freio para evitar qualquer contratempo antes da estreia no Mundial, contra a Coreia do Norte, no dia 15, em Joanesburgo.
O receio dos jogadores e da comissão técnica é que a bruxa que está à solta nas outras seleções ronde o Brasil nesta segunda-feira. Só na última semana, quatro jogadores importantes enfrentaram problemas físicos. Os atacantes Didier Drogba, da Costa do Marfim, e Arjen Robben, da Holanda, o meia Andrea Pirlo, da Itália, e o zagueiro Rio Ferdinand, da Inglaterra, sofreram lesões durante a preparação para a Copa do Mundo.
O Brasil também passou por sustos nos últimos dias. O zagueiro Juan sentiu um desconforto muscular, mas não preocupa mais a comissão técnica e vai estar em campo contra a Tanzânia. Assim como o lateral-esquerdo Michel Bastos, que após uma dividida com Elano no treino da sexta-feira, saiu queixando-se de dores no tornozelo. Por fim, o goleiro Julio Cesar sofreu uma pancada no tórax no amistoso diante do Zimbábue e segue em tratamento. Ele nem chegou a viajar com a delegação para Dar es Salaam. Gomes será o titular.
- Se você entra com medo de se machucar é que acontece mesmo. Mas nós temos de tomar cuidado, temos de evitar algumas jogadas de risco, mas sem perder o entusiasmo e a vontade de ganhar – disse o capitão Lúcio.
E para quem pensa que o fato de ter o brasileiro Marcio Máximo no comando da Tanzânia pode facilitar as coisas, está enganado. O treinador sabe que a sua seleção será importante para a preparação do time de Dunga, mas não acredita que os jogadores vão deixar de disputar uma bola por medo de machucar o adversário.
- É o jogo de maior exposição da vida deles. É bem provável que eles não tenham uma outra oportunidade como essa. A minha equipe não é maldosa e não vamos ter problemas - afirmou Máximo.
O que pode facilitar a vida do Brasil é o fato de que a Tanzânia disputou uma partida 24 horas antes do confronto. Neste domingo, a equipe de Máximo foi derrotada por Ruanda por 1 a 0, em Kigali, pelas eliminatórias da Copa Africana, segunda competição mais importante do continente.
Tanzânia ganha quatro reforços para o amistoso diante do Brasil

Estádio Benjamin Mkapa, local do amistoso entre
Brasil e Tanzânia (Foto: Márcio Iannacca)
A Tanzânia é um dos países mais pobres do mundo. Nos últimos dados oficiais, a expectativa de vida da população era de apenas 44,5 anos. O país ocupa a 159ª posição entre as 177 nações analisadas pelo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).
Os tanzanianos não se empolgaram para receber os brasileiros no aeroporto como os zimbabuanos fizeram na última terça-feira, mas se movimentaram para garantir uma entrada. A expectativa dos organizadores do confronto é que os 57 mil ingressos sejam vendidos. Os preços das entradas, de acordo com a federação local, variavam de US$ 10 (R$ 18) a US$ 155 (R$ 288). Um preço recorde na história do país.
Após a maratona e a eliminação, a seleção da Tanzânia retornou ao país em um voo fretado pelo governo. Tudo para que os jogadores tivessem o mínimo de tempo para descansar. Certo mesmo é a presença da estrela Mrisho Ngassa, maior transferência da história do futebol local (R$ 76 mil).
- É chance que nós temos de mostrar o que podemos fazer. Espero que seja um bom e que eu possa fazer o que eu costumo fazer pela seleção - afirmou o atacante, de 21 anos, que sonha fazer um gol no Brasil.
Para a partida desta segunda-feira, Máximo terá o reforço de quatro jogadores que não atuaram em Kigali por não defenderam clubes da Tanzânia. O goleiro Mohamed Mwarami, do Ferroviário Maputo, de Moçambique, os meias Henry Joseph, do Kongsvinger, da Noruega, e Danny Mrwanda, do Dong Tam Long, Vietnã, e do atacante Nizar Khalfan, do Vancouver Whitecaps, do Canadá, estão relacionados para o amistoso.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Kaká não elogia, mas defende bola: 'Vou amenizar, não vou criticar' Para meia, polêmica é normal e jogadores da seleção já estão mais adaptados à Jabu


Depois de tanto apanhar, a bola da Copa do Mundo de 2010 encontrou um aliado. Kaká foi um dos escolhidos para a coletiva de imprensa desta sexta-feira, ao lado de Josué. Como esperado, ele não bateu na Jabulani. Afinal, a bola foi desenvolvida por uma de suas patrocinadoras, a Adidas. Mas pode-se dizer que o meia se saiu bem, sem driblar o assunto, mas evitando as divididas. O mais curioso é que o camisa 10 conseguiu defender a pelota sem dizer se a aprovou ou não.
- Eu vou amenizar, não vou criticar. Desde que me conheço como jogador de futebol, há críticas sobre a bola. Foi assim na Copa das Confederações, na Copa do Mundo de 2002, na última e em outros campeonatos. O problema é que no Mundial a repercussão disso é muito maior – declarou o camisa 10 do Brasil.
Defensor da Jabulani, Kaká citou o atacante Luís Fabiano como exemplo de mudança de opinião. O camisa 9 foi um dos que criticaram o produto, que custa cerca de R$ 400 no Brasil. Para ele, a bola tinha algo “sobrenatural”. Julio Cesar, que entrou de sola na polêmica, dizendo que ela parecia com as bolas vendidas em mercado e a rebatizando de 'jaburu', também foi citado pelo meia.
- Criou-se essa polêmica, mas está todo mundo mais adaptado. As opiniões estão mudando. Já vejo o Luis Fabiano beijando a bola, o Julio Cesar estava a abraçando. E espero que sejamos campeões com essa bola – disse o meia.
À época do lançamento de Jabulani, Kaká foi anunciado como um dos ajudantes no projeto da bola. Mas ao que parece ele não tem sido criticado no elenco por isso.
- A bola não é do Kaká, a bola é da Adidas. Tudo que é novo gera uma impressão diferente. Quem sabe durante a Copa do Mundo as opiniões não mudam. Hoje os jogadores já pensam diferente. Eu acho, por exemplo, que o Michel Bastos não reclamou da bola ao fazer aquele gol – brincou Kaká, lembrando da bomba do lateral contra o Zimbábue.
A bola não é do Kaká. A bola é da Adidas."
Kaká
Além de Julio Cesar e Luis Fabiano, Felipe Melo reforçou o time dos críticos, assim como Robinho. Só que o grupo “antibola” não foi formado apenas com jogadores da seleção brasileira. Os goleiros Iker Casillas, da Espanha, Cláudio Bravo, do Chile, Buffon, da Itália, David James, da Inglaterra, e Fernando Muslera, do Uruguai, também reclamaram, assim como o técnico da Dinamarca, Morten Olsen.

Julio Cesar é poupado mais uma vez Goleiro, que levou pancada na região lombar contra o Zimbábue, segue em tratamento com fisioterapeuta, mas não preo

Julio Cesar segue fora dos treinos no gramado. Assim como no dia anterior, o goleiro será poupado nesta sexta-feira do trabalho que a equipe vai realizar na Randburg High School, em Joanesburgo. O camisa 1 continuará em tratamento com o fisioterapeuta da seleção, Luiz Rosan. Mas segundo o departamento de comunicação da CBF, ele não preocupa a comissão técnica.

Lesão no joelho esquerdo tira Rio Ferdinand da Copa, diz jornal Michael Dawson (Totenham) é chamado para substituir capitão inglês


A preparação da Inglaterra para a Copa do Mundo sofreu um forte baque logo no primeiro dia de treinamento da equipe em Rustemburgo (África do Sul). Capitão da equipe, o zagueiro Rio Ferdinand sofreu uma lesão no joelho esquerdo nesta sexta-feira e está fora da Copa do Mundo, segundo o jornal inglês "The Guardian".
O diário acrescentou que Michael Dawson, do Tottenham, foi convocado a viajar para a África do Sul com o objetivo de substituir o titular.
Após uma dividida com o atacante Heskey nos minutos finais do treino da seleção inglesa na manhã desta sexta, Ferdinand sofreu uma lesão no ligamento colateral do joelho esquerdo. O jogador foi levado para um hospital para a realização de exames. E deixou a unidade de muletas.
Um dos jogadores mais experientes da atual seleção inglesa, o defensor do Manchester United, 31 anos, foi escolhido pelo treinador Fabio Capello como capitão da equipe em fevereiro, substituindo o companheiro de zaga John Terry. O jogador do Chelsea perdeu a braçadeira após o escândalo sobre seu suposto relacionamento com a namorada do lateral-esquerdo Wayne Bridge, do Manchester City.
Ferdinand esperava disputar na África do Sul a sua quarta Copa do Mundo. O zagueiro representou a Inglaterra nos Mundiais de 98, 2002 e 2006.
Com o afastamento do defensor, o meia Gerard deverá ser o capitão inglês no Mundial 2010.

Drogba fratura o braço e está fora da Copa, segundo a imprensa francesa Atacante da Costa do Marfim se machucou no amistoso contra a seleção japonesa


Dider Drogba, de 32 anos, principal jogador da Costa do Marfim, rival do Brasil no Grupo G, sofreu uma fratura no cotovelo direito durante o amistoso contra a seleção japonesa, nesta sexta-feira, e foi levado para o hospital (veja o lance no vídeo ao lado). Segundo informações da imprensa francesa e da comissão técnica da seleção, o próprio atleta revelou que não teria condições de participar da Copa do Mundo.
- Foi uma fratura. O médico ainda não disse se ele poderá jogar o Mundial – disse o porta-voz dos marfinenses, Eric Kacou, em entrevista à rede de televisão britânica "BBC".
Outro que confirmou a fratura foi o assistente técnico Mama Ouattara. O lance aconteceu aos 14 minutos do primeiro tempo, após uma falta violenta do brasileiro naturalizado japonês Marcus Túlio Tanaka. Drogba recebeu atendimento médico no gramado e saiu com fortes dores. O jogador foi substituído por Doumbia, e os marfinenses venceram a partida por 2 a 0.
FOTOS: as imagens da lesão sofrida por Dider Drogba no amistoso contra o Japão
O técnico da seleção da Costa do Marfim, Sven Goran Eriksson, lamentou a perda do seu principal jogador para a Copa do Mundo e isentou Marcus Túlio Tanaka de culpa no lance.
- Claro que estou preocupado. Ele é o nosso capitão e um dos melhores jogadores do mundo. Não foi maldade ou estupidez. Ele (Tanaka) não quis machucar ninguém. Futebol é um jogo de contato - disse, também à "BBC".

Drogba cai no gramado após falta de Marcus Túlio Tanaka, brasileiro naturalizado japonês

quinta-feira, 3 de junho de 2010

caw: Sem show ou pedalada, torcida vibra até com treino físico da seleção Público no estádio de Dobsonville comemora a presença dos craques em Soweto, poré

caw: Sem show ou pedalada, torcida vibra até com treino físico da seleção Público no estádio de Dobsonville comemora a presença dos craques em Soweto, poré

Sem show ou pedalada, torcida vibra até com treino físico da seleção Público no estádio de Dobsonville comemora a presença dos craques em Soweto, poré


Tebogo segurava um cartaz:
- Kaká, você casaria com Tebogo?
A seu lado, Kagiso gritava:
- Alguém me disse que eu e Kaká formamos um casal perfeito!

Torcida tenta se aproximar dos jogadores na chegada ao estádio (Foto: Márcio Iannacca/Globoesporte.com)
A eletricidade no ar respirado nas ruas de Soweto era evidente. O mais famoso distrito sul-africano, um símbolo da luta contra o apartheid, fervia. Nos arredores do estádio de Dobsonville, uma elegante estrutura de metal erguida em meio às casas baixinhas do distrito, a aglomeração aumentava. A ansiedade era traduzida em canções e gritos de "Brasil".
De repente, um murmúrio. A poeira vermelha levantada pelo vento anunciava a chegada do comboio. Mais de quinze carros da polícia e de serviços de emergência de Joanesburgo e, no meio deles, um ônibus verde-amarelo. Quinhentas pessoas, entre velhos, crianças e jovens - todos negros - vibravam e esperavam. Uma breve visão, uma foto de perto, quem sabe um autógrafo, um sorriso ou um olhar. Às 15h28m, hora local (10h28m de Brasília), o ônibus embicou na Rua Sifuba para delírio das vuvuzelas. A seleção brasileira de futebol tinha chegado.

Tebogo e seu papel pedindo Kaká em casamento
(Foto: Thiago Correa / Globoesporte.com)
Uns fotografaram. Outros berraram. Muitos cantaram. O Brasil tinha chegado a Soweto - e a emoção no ar era quase palpável. Um breve treino, muitos significados. O acrônimo Soweto vem de Southern Western Townships (Cidadelas do Sudoeste) e foi palco dos protestos estudantis de 1976 contra o ensino obrigatório de africâner para os negros. A polícia reprimiu e matou estudantes, gerando ultraje mundial.
Hoje, Soweto tem três milhões de habitantes, negros em sua maioria esmagadora. Para o treino público obrigatório de todas as seleções, a Fifa escolheu para o Brasil o estádio de Dobsonville, com capacidade para 24 mil pessoas. Mas, temendo excesso de público, a polícia pediu que as rádios divulgassem um pedido: apenas moradores de Dobsonville, um bairro dentro de Soweto, poderiam comparecer. E teriam que levar comprovante de residência para ganhar ingresso.

Na hora H, não foi necessário. Mas muita gente desistiu de ir. O estádio não ficou lotado. O público começou a se acomodar no estádio sob um sol tímido. E a seleção conseguiu, ao entrar no campo, um feito raro na África do Sul: abafar as vuvuzelas. Cerca de duas mil pessoas aproveitaram a oportunidade única de assistir à seleção pentacampeã mundial de perto, mesmo que em um treino. Os sul-africanos vibraram ainda mais intensamente quando, poucos minutos depois de pisarem no campo, os jogadores foram em direção à arquibancada e retribuíram com acenos.
Porém, apesar de toda a empolgação, a temperatura e o treino físico e técnico foram, aos poucos, freando o ânimo dos presentes. Ainda que fizessem festa o tempo inteiro, raros foram os que resistiram ao frio que chegou quando o sol se pôs. Quando a seleção deixou o gramado por volta de 17h30m (12h30m de Brasília), o estádio já estava praticamente vazio.
Julio Cesar fica no hotel em tratamento com fisioterapeuta
Sem Julio Cesar, que ficou na concentração do hotel fazendo tratamento com o fisioterapeuta Luiz Rosan (o goleiro levou uma pancada no amistoso contra o Zimbábue, mas não preocupa), a seleção iniciou a atividade com a tradicional roda de bobo. Depois, alguns jogadores, divididos em duplas, tocavam a bola um para o outro, enquanto o restante fazia alongamento e abdominais.
Nem assistir ao circuito físico comandado pelo preparador físico Paulo Paixão chegou a desanimar os sul-africanos presentes. Na arquibancada, o som das vuvuzelas predominava, enquanto em alguns setores as pessoas dançavam numa coreografia única. A empolgação aumentou quando um grupo formado por Elano, Robinho, Luis Fabiano, Felipe Melo, Thiago Silva, Michel Bastos e Gilberto Silva passou a correr em torno do gramado.

Devido à preocupação com segurança, entrada foi limitada. E o estádio não lotou (Foto: EFE)
Crianças e adultos gritavam e pulavam, enquanto alguns faziam reverência aos ídolos, esticando os braços e curvando o tronco. Foram três voltas e a mesma reação do público. Quem deu sorte foi um dos quatro gandulas postados atrás das balizas. Ele foi em direção a Elano e conseguiu um aperto de mão.
O resto dos atletas foi dividido em duas rodas de bobo, enquanto Gomes e Doni treinavam com Wendel Ramalho e Taffarel. Dunga depois realizou um treino técnico com três times de quatro atletas, sendo que duas equipes tinham como objetivo não permitir que o terceiro grupo roubasse a bola. Kaká, depois substituído por Lúcio, era um curinga e jogava sempre com os times com a bola, mas só podia dar um toque nela.

Jogadores da seleção fazem alongamento diante
de uma empolgada torcida (Foto: EFE)
Com a monotonia no gramado e o frio cada vez mais intenso, os torcedores foram deixando o estádio. No fim, o comandante armou um ataque contra a defesa, para alegria dos poucos torcedores que resistiram ao intenso frio. Primeiro, eles se assustaram com um gol perdido por Kleberson, que chutou na trave e, no próprio rebote, mandou para fora com Doni caído. Porém, bastou que a rede sacudisse algumas vezes para que os presentes vibrassem.
Sem pedalada ou show e com a temperatura caindo ainda mais, as arquibancadas ficaram praticamente desertas. Antes que o treinador encerrasse o trabalho, a grande maioria já tinha ido embora. A atividade acabou sem que houvesse um lance bonito para encher os olhos da torcida. Mas, aparentemente, nenhum sul-africano que conseguiu um dos concorridos ingressos deixou o local arrependido, ainda mais depois que os brasileiros foram, pela última vez, agradecer a torcida.
A Seleção se despediu de Soweto - e dos acenos e vuvuzelas - até sua estreia na Copa.

Jogador Adriano presta depoimento na delegacia de Irajá Indícios apontam que Adriano repassou dinheiro a traficante, diz MP. Justiça quer quebra de si



O jogador Adriano prestou depoimento na tarde desta quinta-feira (3) na 38ª DP (Irajá), no subúrbio do Rio. As informações foram confirmadas pela delegacia. A polícia espera que o atacante preste esclarecimentos sobre os indícios de que ele teria repassado dinheiro a traficante. Ele chegou por volta das 17h acompanhado do seu advogado, Adilson Fernandes.

Em seguida, eles entraram por uma porta lateral da delegacia sem dar entrevista. Na chegada, Adriano foi cercado por jornalistas e torcedores. O jogador apenas cumprimentou os fãs.

Em nota divulgada na quinta-feira (2), o chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, afirmou que a ideia é que sejam esclarecidos "pontos relevantes da investigação policial, dando ao atleta o mesmo tratamento dispensado a todo cidadão".

Na quarta-feira (2), Adriano foi ouvido por quase duas horas no Ministério Público. No inquérito, Adriano é testemunha numa investigação que apura crimes de tráfico de drogas, associação para fins de tráfico e posse ilegal de arma de fogo praticados por integrantes de uma organização criminosa, que controla o tráfico nas comunidades de Furquim Mendes e Dique, em Jardim América, no subúrbio da cidade.

O MP afirmou, também em nota divulgada à imprensa, que “considera gravíssimos os fatos que põem o jogador como suspeito e que há fortes indícios de que ele tenha repassado dinheiro ao traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB”, líder de uma facção criminosa. Após o depoimento, o jogador não quis falar com a imprensa.
FB é apontado pela polícia como o homem que ordenou o ataque ao helicóptero da PM em outubro de 2009. Três policiais morreram na queda do helicóptero.
Quebra de sigilos telefônicos e bancário
No texto, o Ministério Público diz ainda que quer a quebra dos sigilos telefônico e bancário do atacante, como já havia sido pedido à Justiça pela 38ª DP (Brás de Pina). O MP deu um prazo máximo de 60 dias para a polícia concluir as investigações e apresentar o relatório final.

Ainda de acordo com o órgão, o promotor Alexandre Themístocles pediu que a Justiça não prorrogue as autorizações para interceptações telefônicas por acreditar que o recurso não seja mais necessário às investigações e porque fatos sigilosos estariam sendo divulgados para a imprensa.
Depoimento ao MP
Segundo o órgão, no depoimento, Adriano foi questionado sobre seu nível de relacionamento com o traficante, incluindo contatos telefônicos e remessas de dinheiro ou bens a FB, e, ainda, se já colaborou, direta ou indiretamente, com a facção criminosa.

O promotor também perguntou ao jogador que motivos o levaram a posar para fotografias fazendo gestos que representam as iniciais de uma organização criminosa; se vinha sendo vítima de extorsão; se possuía armas de fogo e por que não compareceu à 38ª DP para prestar esclarecimentos.

caw: Messi: 'Jogador por jogador, não tem seleção melhor que a nossa' Craque argentino fala do bom momento do elenco de Maradona e diz estar preparado para

caw: Messi: 'Jogador por jogador, não tem seleção melhor que a nossa' Craque argentino fala do bom momento do elenco de Maradona e diz estar preparado para

Messi: 'Jogador por jogador, não tem seleção melhor que a nossa' Craque argentino fala do bom momento do elenco de Maradona e diz estar preparado para


Diego Maradona tem para escolher Messi, Milito, Verón, Mascherano, Di María, Tevez, Higuaín, Samuel... Poucos técnicos terão tantos talentos individuais nesta Copa do Mundo para montar um time com 11 titulares. E a frase dita por Lionel Messi, descrita logo abaixo, talvez represente o que muitas pessoas achem:
- Analisando jogador por jogador, não tem seleção melhor que a nossa - disse o melhor do mundo, nesta quinta-feira, logo após o treino da Argentina na Universidade de Pretória.
A Argentina é, de fato, uma mina encantada de valores individuais. Resta saber se Maradona conseguirá transformar isso num grande conjunto. Coisa que até agora não fez. Nas Eliminatórias da Copa, a vaga foi conquistada com muito suor e só consumada na última rodada. Agora, a uma semana do início do Mundial, o status já é de favorita.
Acostumado a grandes decisões, Messi garante que não se assusta com a responsabilidade que estão colocando sobre ele e seus companheiros.
- Já passei por muita pressão e estou tranquilo. Vivo um grande momento e acredito no time.
A Argentina está no grupo B, ao lado da Nigéria, Coreia do Sul e Grécia. A estreia será no dia 12, contra a Nigéria, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo.