O Ceará venceu o Cruzeiro por 1 a 0, neste domingo, no Castelão, pela quinta rodada do Brasileirão, e chegou à vice-liderança com 11 pontos - o Corinthians é o líder, com 13. O Vozão – que voltou à elite do futebol brasileiro nesta temporada – surpreendeu mais uma vez e continua com a ótima campanha no Castelão. O gol foi marcado por Lopes, ainda no primeiro tempo.
Ouça a narração do gol pela Rádio Globo BH
Além da vitória sobre o Cruzeiro, os cearenses já haviam conquistado os três pontos diante do Fluminense e do Vitória, também com o resultado de 1 a 0. O Ceará continua com 100% de aproveitamento em casa e segue também com a defesa invicta. O time alvinegro, a propósito, tem a melhor defesa do Brasileiro, com apenas um gol sofrido.
Na próxima rodada, o Ceará receberá o Avaí, novamente no Castelão, nesta quarta-feira, às 21h (de Brasília). O Cruzeiro, por sua vez, enfrentará o Santos, no Mineirão, também na quarta-feira, às 21h50m. A equipe celesta termina a rodada na nona posição, com oito pontos.
Supremacia técnica do Ceará
Ceará e Cruzeiro fizeram um jogo morno, sem muitas emoções e chances de gol. Logo no princípio, o time alvinegro tentou impor uma pressão, mas a Raposa rapidamente equilibrou as ações.
Lento e, por vezes, sonolento, o jogo foi disputado de intermediária a intermediária. Os goleiros eram apenas espectadores, pois os atacantes não conseguiam entrar nas defesas.
E foi só depois de 38 minutos de tédio que a primeira grande chance de gol aconteceu. Ernandes, de fora da área, arriscou um chute forte. A bola ainda quicou antes de chegar ao gol do Cruzeiro, e Fábio fez uma difícil defesa.
No minuto seguinte, Misael fez uma grande jogada pela esquerda, driblou Jonathan e cruzou rasteiro. A bola cruzou toda a pequena área e encontrou o estreante Lopes, que apenas teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes: 1 a 0.
O resultado parcial a favor do Ceará foi justo, já que, nos 45 minutos iniciais, o Cruzeiro não deu sequer um chute a gol.
Expulsão prejudica o Cruzeiro
O técnico Adilson Batista voltou do intervalo com duas alterações na equipe. Fabinho e Roger deixaram o time, para as entradas de Pedro Ken e Elicarlos. E o Cruzeiro cresceu de produção.
A equipe mineira – mostrando um pouco mais de vontade que no primeiro tempo – foi para o ataque em busca do gol de empate. Porém, a primeira finalização aconteceu apenas aos 10 minutos, em um cabeceio de Leonardo Silva.
Aos 20, Thiago Ribeiro recebeu a bola em velocidade e bateu forte, de pé direito. A bola passou pelo goleiro Diego, mas explodiu na trave esquerda do Ceará.
Para forçar ainda mais, Adilson Batista colocou em campo o atacante Wellington Paulista na vaga de Marquinhos Paraná. Era a última esperança da equipe mineira de evitar a derrota no Castelão.
Porém, logo na sequência, o atacante foi expulso pelo árbitro carioca Péricles Bassols, após uma falta no meio-campo que lhe rendeu o cartão amarelo. O jogador discordou da marcação e reclamou acintosamente, jogando a bola no chão. Assim, o árbitro aplicou o cartão vermelho.
Até o fim da partida, o Ceará tocou a bola, apenas esperando o tempo passar. O Cruzeiro, com um jogador a menos, não teve forças para chegar ao ataque.
domingo, 30 de maio de 2010
Ceará vence o Cruzeiro no Castelão e sobe para a vice-liderança: 1 a 0 Vozão marca com Lopes, ainda no primeiro tempo, e mantém campanha 100% em casa.
Flu ignora bom retrospecto do Galo no Mineirão e vence de virada Tricolor carioca não sente o fato de ter levado um gol logo aos dois minutos do prime

O Fluminense não tomou conhecimento do bom retrospecto do Galo no Mineirão e – de virada – venceu o Atlético-MG por 3 a 1, neste domingo, pela quinta rodada do Brasileirão. O time carioca foi melhor durante quase toda a partida, mesmo tendo sofrido um gol de Muriqui logo aos dois minutos do primeiro tempo. Gum, Alan e Fred marcaram para os cariocas, que ocupam a terceira colocação, com nove pontos, atrás de Corinthians e Ceará.
Já o Galo fica para trás, na 11ª posição, com seis pontos, na parte de baixo da tabela. Foi a segunda derrota consecutiva da equipe, que perdeu para o Vitória no meio da semana.
Na próxima rodada, o Fluminense vai encarar o Vitória, na quarta-feira, às 19h30, no Maracanã. O Atlético-MG pega o Grêmio, na quinta-feira, às 21h, em Porto Alegre.
Início arrasador do Galo
Os donos da casa não deram chance para que o Fluminense respirasse no Mineirão. No primeiro lance de ataque, o Galo abriu o placar. Coelho tabelou com Ricardinho e chegou à linha de fundo. O lateral-direito fez um cruzamento rasteiro, perfeito, para Muriqui apenas empurrar a bola para o fundo do gol de Rafael.
O Fluminense, no entanto, não sentiu o gol. Imediatamente após sair atrás no placar, o time carioca se projetou para o ataque. Fred, em duas oportunidades, quase empatou a partida, sempre em jogadas de bolas aéreas, principal deficiência do Galo.
Aliás, essas eram as únicas jogadas de perigo do Fluminense. O time carioca tinha dificuldades em penetrar na zaga atleticana. Da mesma forma, o Galo não conseguia chegar ao ataque. O goleiro Rafael praticamente não trabalhou, a não ser em um chute de longa distância de Júnior.
A não ser pelo início, quando o Atlético-MG marcou, a etapa inicial foi equilibrada, com um pequeno predomínio da equipe carioca, que teve mais posse de bola. No geral, os goleiros trabalharam pouco, nas raras chances de gol da partida.
Virada merecida do Tricolor
As duas equipes voltaram para o segundo tempo com alterações. O técnico Vanderlei Luxemburgo tirou Júnior e lançou o lateral-direito Diego Macedo em seu lugar. A intenção era reforçar um pouco mais a marcação no meio-campo. Já Muricy Ramalho, para dar mais força ao ataque tricolor, trocou Rodriguinho por Alan.
O Fluminense – como no primeiro tempo – tinha mais posse de bola. Com isso, chegava com mais frequência ao gol de Marcelo. O gol de empate parecia uma questão de tempo.
E era. Aos 16 minutos, num escanteio cobrado pela esquerda, Marquinho encontrou a cabeça do zagueiro Gum. O jogador subiu mais que Werley e estufou as redes atleticanas: 1 a 1.
Apesar do bom retrospecto em casa e do início arrasador, o Galo acabou surpreendido na segunda etapa (Foto: Bruno Cantini / site oficial do Atlético-MG)
Imediatamente depois, o Fluminense virou. Fred deixou a área adversária, recuou para o meio-campo e encontrou Alan. Livre, mas quase sem ângulo, o atacante chutou cruzado e contou com a falha do goleiro Marcelo: 2 a 1.
O Atlético-MG se mandou para o ataque, ainda mais depois que Luxemburgo tirou Coelho e pôs em campo o atacante Ricardo Bueno. O Galo apertou, mas deixou o Fluminense com grande espaço para os contra-ataques.
E com tantos buracos na zaga atleticana, Fred fez o terceiro. O atacante tabelou com Alan e, aos 46 minutos, tocou na saída de Marcelo. O gol terminou com qualquer pretensão atleticana, que perdeu pela primeira vez em casa no Campeonato Brasileiro.
Sem Fossati, Inter goleia Atlético-PR no primeiro triunfo no Beira-Rio Em sua primeira partida após queda do técnico uruguaio, Colorado aplica 4 a 1 n
O Internacional, enfim, venceu em casa no Brasileirão. No primeiro jogo sem o técnico Jorge Fossati no comando, a torcida colorada pôde comemorar uma goleada sobre o Atlético-PR por 4 a 1, com todos os gols marcados no segundo tempo (veja no vídeo ao lado). Alecsandro (2), Sorondo e Andrezinho fizeram para o time da casa, orientado pelo técnico interino Enderson Moreira. Manoel descontou para os visitantes.
O Colorado pulou para os seis pontos, escapou dos últimos lugares, e deixou o Furacão na zona de rebaixamento com apenas quatro pontos em cinco jogos. Na próxima rodada, os paranaenses recebem o Botafogo na Arena da Baixada, quarta-feira, às 19h30m. O time gaúcho visita o Corinthians no Pacaembu, quinta-feira, às 21h.
Primeiro tempo sem gols
Inter iniciou a partida controlando as ações, com o domínio da posse de bola, mas sem nenhuma efetividade. Aos 12 minutos, o primeiro lance de perigo: Rhodolfo patinou com a bola nos pés, e Alecsandro deixou Walter na cara do gol, mas o atacante chutou cruzado para grande defesa do goleiro Neto. A estratégia do Atlético-PR era nítida. Jogar fechado na defesa e esperar pela afobação do rival para encaixar os contra-ataques. Quase deu resultado aos 17, quando Márcio Azevedo puxou contragolpe após passe errado de Glaydson e centrou na área. Bruno Mineiro desviou de cabeça para fora, perto da meta de Lauro.
Esta foi a única chance clara dos paranaenses. E o Inter continuava martelando em vão. Aos 32, ameaçou com chute cruzado de Alecsandro, bem defendido por Neto. Seis minutos depois, Sandro perdeu uma grande oportunidade. Após escanteio batido, a bola sobrou para o volante, que chutou forte por cima do travessão. Já nos acréscimos, talvez a melhor oportunidade: Giuliano recebeu ótimo passe na área, mas foi travado pela zaga na hora do chute. No rebote, Walter cruzou, Andrezinho ajeitou de joelho e Bolívar cabeceou à queima-roupa para outra boa defesa do goleiro Neto.
Volta do intervalo e festival de gols
Parece que os colorados puseram o pé na forma durante o intervalo. Se no primeiro tempo o ataque gaúcho pecou nas finalizações, o início da etapa final foi uma cachoeira de gols. Logo na primeira oportunidade, aos quatro minutos, Kléber cobrou falta com efeito, a zaga do Furacão não cortou, e Walter, na pequena área, concluiu para o gol. Neto fez a defesa parcial, mas no rebote, Alecsandro e Walter dividiram o complemento certeiro. O árbitro deu o gol para o primeiro, que ainda não havia marcado na competição.
Não demorou nada para o segundo gol sair. Aos seis, Giuliano cobrou córner no segundo pau, Bolívar cabeceou, e Sorondo apenas completou em cima da linha. O aproveitamento apurado nas jogadas ofensivas prosseguiu aos 11, no lance mais bonito da partida: Guiñazu cruzou rasteiro, Walter ajeitou para trás e Andrezinho colocou com categoria no canto direito de Neto.
A vitória já era praticamente certa, quando aos 16 minutos, o colombiano Valencia foi expluso ao aplicar uma tesoura em Giuliano, dois minutos depois de ter recebido o cartão amarelo. A partir daí, bastou ao Colorado manter a pegada dentro de campo para garantir o resultado. E teve mais. Aos 31, Alecsandro ganhou uma disputa de bola pelo lado esquerdo da área e mandou um balaço no ângulo de Neto. Aos 38, o Altético-PR descontou com Manoel, completando de primeira uma cobrança de falta de Márcio Azevedo. Um detalhe que não atrapalhou em nada a festa do torcedor colorado nesta tarde de domingo
O Colorado pulou para os seis pontos, escapou dos últimos lugares, e deixou o Furacão na zona de rebaixamento com apenas quatro pontos em cinco jogos. Na próxima rodada, os paranaenses recebem o Botafogo na Arena da Baixada, quarta-feira, às 19h30m. O time gaúcho visita o Corinthians no Pacaembu, quinta-feira, às 21h.
Primeiro tempo sem gols
Inter iniciou a partida controlando as ações, com o domínio da posse de bola, mas sem nenhuma efetividade. Aos 12 minutos, o primeiro lance de perigo: Rhodolfo patinou com a bola nos pés, e Alecsandro deixou Walter na cara do gol, mas o atacante chutou cruzado para grande defesa do goleiro Neto. A estratégia do Atlético-PR era nítida. Jogar fechado na defesa e esperar pela afobação do rival para encaixar os contra-ataques. Quase deu resultado aos 17, quando Márcio Azevedo puxou contragolpe após passe errado de Glaydson e centrou na área. Bruno Mineiro desviou de cabeça para fora, perto da meta de Lauro.
Esta foi a única chance clara dos paranaenses. E o Inter continuava martelando em vão. Aos 32, ameaçou com chute cruzado de Alecsandro, bem defendido por Neto. Seis minutos depois, Sandro perdeu uma grande oportunidade. Após escanteio batido, a bola sobrou para o volante, que chutou forte por cima do travessão. Já nos acréscimos, talvez a melhor oportunidade: Giuliano recebeu ótimo passe na área, mas foi travado pela zaga na hora do chute. No rebote, Walter cruzou, Andrezinho ajeitou de joelho e Bolívar cabeceou à queima-roupa para outra boa defesa do goleiro Neto.
Volta do intervalo e festival de gols
Parece que os colorados puseram o pé na forma durante o intervalo. Se no primeiro tempo o ataque gaúcho pecou nas finalizações, o início da etapa final foi uma cachoeira de gols. Logo na primeira oportunidade, aos quatro minutos, Kléber cobrou falta com efeito, a zaga do Furacão não cortou, e Walter, na pequena área, concluiu para o gol. Neto fez a defesa parcial, mas no rebote, Alecsandro e Walter dividiram o complemento certeiro. O árbitro deu o gol para o primeiro, que ainda não havia marcado na competição.
Não demorou nada para o segundo gol sair. Aos seis, Giuliano cobrou córner no segundo pau, Bolívar cabeceou, e Sorondo apenas completou em cima da linha. O aproveitamento apurado nas jogadas ofensivas prosseguiu aos 11, no lance mais bonito da partida: Guiñazu cruzou rasteiro, Walter ajeitou para trás e Andrezinho colocou com categoria no canto direito de Neto.
A vitória já era praticamente certa, quando aos 16 minutos, o colombiano Valencia foi expluso ao aplicar uma tesoura em Giuliano, dois minutos depois de ter recebido o cartão amarelo. A partir daí, bastou ao Colorado manter a pegada dentro de campo para garantir o resultado. E teve mais. Aos 31, Alecsandro ganhou uma disputa de bola pelo lado esquerdo da área e mandou um balaço no ângulo de Neto. Aos 38, o Altético-PR descontou com Manoel, completando de primeira uma cobrança de falta de Márcio Azevedo. Um detalhe que não atrapalhou em nada a festa do torcedor colorado nesta tarde de domingo
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Pelo bem da carreira, Luís Fabiano deixa de lado postura de 'bad boy' Atacante era acostumado a cartões vermelhos e confusões dentro de campo, mas mud

Luís Fabiano sempre teve faro de gol. E de confusão também. Dentro de campo, ele misturava o lado artilheiro com o briguento. Não aceitava desaforos. Revidava mesmo, sem medo das consequências. Porém, de uns anos para cá, especialmente desde que se firmou como camisa 9 da seleção brasileira, as coisas mudaram.
Casado e com duas filhas, o atacante do Sevilla passou a ouvir mais aqueles a sua volta. Família, amigos, treinadores, companheiros, psicólogos... Deu certo. Quando colocou na cabeça que não poderia mais se descontrolar com as provocações ou entradas duras, a vida do atacante melhorou bastante.
- A minha família foi importante, assim como os técnicos que quiseram me ajudar, os amigos, a psicóloga que falei no São Paulo... Tudo isso me ajudou a melhorar em campo, porque era normal eu levar um cartão vermelho a cada dois jogos. Agora amadureci e estou mais tranquilo, confiante das minhas possibilidades – acrescentou o camisa 9 da seleção brasileira.
Falar do passado, no entanto, não é algo que agrade a Luís Fabiano. Embora a ascensão na carreira tenha começado cedo, o atacante prefere não ser nostálgico e lembrar as confusões em que se meteu em campo, como o soco que deu no uruguaio Diogo, em jogo do Sevilla contra o Zaragoza, em 2007.
Fora de campo eu nunca fui um jogador polêmico. Não gosto de balada. O meu problema era dentro do campo"
Luís Fabiano
- O passado eu procuro esquecer, ainda mais porque não fui muito feliz. Principalmente depois que saí do São Paulo. Minha adaptação no Porto foi difícil, passei por problemas de comportamento dentro de campo. Gosto de lembrar os momentos bons e pensar no futuro. Tinha a meta de estar aqui na Copa do Mundo, agora quero ser campeão e, se der, artilheiro – declarou o atacante.
Se por um lado o Uruguai traz más recordações, por outro o vizinho brasileiro também remete a ótimo momento. De novo em 2007, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, no Morumbi, Luís Fabiano foi a novidade de Dunga no ataque da seleção contra a Celeste. Ele fez dois gols e assegurou o triunfo por 2 a 1.
Ali começou a era Luís Fabiano no ataque da seleção brasileira, setor que estava carente desde a Copa do Mundo de 2006, última participação de Ronaldo. E mais do que virar soberano com a 9 do Brasil, o atacante do Sevilla conquistou Dunga pela sua dedicação e postura em relação à seleção brasileira.
- Fora de campo eu nunca fui um jogador polêmico. Não gosto de balada. O meu problema era dentro do campo. Eu era explosivo demais, não aceitava tomar porrada, ia para o revide. Mas agora eu consigo controlar esse ímpeto e não tenho mais problemas... (pausa). Falei bonito, né!? – finalizou Luís Fabiano.
sábado, 29 de maio de 2010
caw: Primeiro treino do Brasil na África do Sul Kaká treina com bola pela primeira vez
Primeiro treino do Brasil na África do Sul Kaká treina com bola pela primeira vez
Manhã de trabalho duro: seleção treina cruzamentos e finalizações
Tarde de folga, com hora marcada para voltar
Torneio de Netball ofusca atividade da equipe
Tarde de folga, com hora marcada para voltar
Torneio de Netball ofusca atividade da equipe
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caw: Lothar Matthäus aposta que Espanha bate o Brasil na final da Copa 2010 Capitão da Alemanha campeã em 1990 pede desculpas ao Atlético-PR e diz que aban
Lothar Matthäus aposta que Espanha bate o Brasil na final da Copa 2010 Capitão da Alemanha campeã em 1990 pede desculpas ao Atlético-PR e diz que aban

O programa "Esporte Espetacular" deste domingo dá sequência à série Os Favoritos da Copa do Mundo, enfocando a Alemanha. Entre os entrevistados da reportagem, está Lothar Mattäus, que esteve em cinco mundiais. Confira a seguir os melhores trechos da conversa com o ídolo alemão.
Qual é a receita para jogar durante tanto tempo na seleção (entre 1980 e 2000)?
O mais importante é amar o trabalho e se divertir com ele. Eu sempre me diverti jogando futebol e foi um grande amor. É como quando você ama uma mulher e não quer mais largar. E eu sempre tive essa paixão pelo futebol, nunca queria deixá-lo. Fui ambicioso, porque gostava muito. Eu acho que esses são os pontos fundamentais não só pra se jogar com determinação, mas também para ficar bastante tempo com o grupo. Por isso, eu continuo, não mais como jogador, mas como treinador, bem perto do futebol.
Qual foi o momento mais importante em todo esse tempo na seleção?
Eu joguei 150 vezes pela seleção alemã, cinco Copas do Mundo... Eu me lembro de muitos jogos, mas a melhor experiência foi, com toda a certeza, a Copa de 1990, quando a seleção alemã conquistou o tricampeonato. Ver no final o trabalho feito... e esse trabalho tem um significado tão singular. Poucos jogadores podem dizer que são campeões do mundo e eu posso me orgulhar mais ainda porque eu fui o capitão e ergui a taça. Quadro anos depois, o Dunga levantou. Quatro anos antes, foi o Maradona. E eu acho que é uma combinação singular, ser capitão de uma seleção que tem a taça nas mãos. São momentos especiais, impossíveis de descrever.
E qual foi a principal qualidade da seleção alemã campeã de 1990?
Eu acredito que foi não apenas a qualidade da equipe, mas, sobretudo, o comando do técnico Franz Beckenbauer, que tinha o respeito de todos os jogadores e também dos jornalistas. Então, tinha muita tranquilidade na seleção. Não havia conflitos ou problemas. E como nós trabalhávamos com essa tranquilidade, tínhamos muito foco, muita concentração no que era o principal. E isso se refletiu na preparação e na Copa do Mundo. E eu acredito que foi decisivo o fato de nós termos Franz Beckenbauer, que era e é uma grande personalidade, mas também tinha uma grande qualidade de comunicação com os jogadores. Isso tudo se encaixou. Não foi só uma conquista, mas também um Mundial no qual tivemos momentos muito bons.
Por que hoje a seleção alemã não é considerada a favorita ao título?
A seleção alemã sempre faz parte dos favoritos, mas agora são outros os grandes favoritos. Sabemos que a Alemanha sempre pode chegar longe, mesmo se não tem os melhores jogadores. Nós não temos os talentos individuais que o Brasil tem, que a Espanha tem, que a Holanda tem, que a Inglaterra tem ou também a Argentina. Mas a seleção alemã tem sempre o grupo forte, e isso conta. É por isso que muitas seleções não sentem tão à vontade em jogar contra a Alemanha. Não temos mais jogadores "top", como antes, como Franz Beckenbauer, Uli Höness, Paul Breitner, Rudi Völler, Andreas Brehme, Matthias Sammer. Estes foram jogadores excepcionais. Agora, não temos jogadores excepcionais, mas nós temos um grupo que, como antes, quando está em campo, luta unido.
Seriam estes os principais problemas e qualidades desta seleção?
Problema eu vejo somente no fato de não termos um talento individual, como outras nações: Drogba, na Costa do Marfim; Kaká, no Brasil; Messi, na Argentina; Rooney, na Inglaterra. Então, esses países têm seus jogadores de destaque. Agora, a Alemanha não tem esse tipo de jogador. E este provavelmente é o problema. Por outro lado, a seleção alemã acredita em si mesma.
E qual seleção ganha esta Copa, na sua opinião?
Eu montei para um jornal alemão uma projeção para esta Copa: Brasil chega à final, mas perde para a Espanha. Essa é a minha ideia para este mundial: a favorita ao título é a Espanha, o Brasil fica em segundo, Argentina em terceiro; em quarto, a Inglaterra. Eu ainda posso me lembrar porque fiz toda essa previsão, que é um jogo. Eu espero, para a sorte da Alemanha, que eu não esteja certo... e também para o Brasil, porque para vocês também conta só a vitória. Mas a Espanha tem, no momento, uma seleção excelente; eu a acompanhei também aqui na Eurocopa, na Áustria e na Suíça, e eles estão jogando de forma impressionante nestes últimos dois anos.
Como foi a sua passagem pelo Brasil como treinador do Atlético Paranaense, em 2006?
Eu gostaria novamente de pedir desculpas a todos do Atlético Paranaense por ter voltado á Europa depois de apenas dois meses. Foi um erro. Um dos maiores erros que eu já cometi na minha carreira. Por eu ter abandonado o Atlético devido a uma situação particular. Ficou acordado com o presidente que eu iria à Europa para resolver os meus problemas por aqui; eu não pude resolvê-los e, por isso, acabei não voltando. Eu peço desculpas por ter feito isso a um clube que trabalha de forma tão profissional, que me tratou como um filho, me deu de tudo, abriu todas as portas. Abandoná-lo assim... Eu penso que não foi legal o que eu fiz, mas tenho boas lembranças do tempo no Brasil, em Curitiba. Porque foi muito bom, muito produtivo esportivamente. Se eu pudesse voltar atrás, eu voltaria e mudaria o que eu fiz.
Para finalizar, qual é sua opinião sobre o Brasil e sobre a seleção brasileira?
Em geral, todos amam o futebol brasileiro, não apenas a seleção. Dá para perceber que os brasileiros, não apenas os da seleção, amam o futebol. O futebol é muito importante para suas vidas. Eu acredito que sejam o futebol, a religião e a família. São para um brasileiro as três principais coisas, invioláveis. O futebol brasileiro é, de forma geral, certamente o melhor do mundo. Porque para muitos jovens é a única chance. Eles jogam em qualquer lugar. Quando eu vou ao Brasil, vejo que eles não jogam só em campos; eles jogam na praia, na rua, em todo lugar; amam o futebol e têm esperança de mudar suas vidas por meio do futebol. Por isso, o Brasil é o país número um do futebol no mundo todo.
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caw: Maradona e seu genro Agüero se empolgam ao chegarem à África Seleção argentina fará treino leve à tarde em Pretória
Maradona e seu genro Agüero se empolgam ao chegarem à África Seleção argentina fará treino leve à tarde em Pretória

Em uma rápida declaração à Fifa após a chegada da seleção argentina na África do Sul, Maradona demonstrou sua alegria por estar na terra da Copa. A delegação dos hermanos chegou por volta de 3h35m (horário local) a Joanesburgo, de onde partiu para Pretória, cidade onde ficará concentrada durante o Mundial.
- Estou empolgado em estar aqui. Eu amo a África do Sul e já estou vislumbrando a Copa do Mundo - disse “El Pibe”.
Sem qualquer contato com a imprensa, a maior parte dos jogadores argentinos filmava com câmeras de mão a movimentação durante o trajeto para o HPC (Centro de Alta Performance da Universidade de Pretória). Enquanto Messi sequer acenou para os sul-africanos que passavam, o o atacante Sergio Agüero, genro de Maradona, não escondia sua felicidade.
Ônibus da seleção argentina chega em Pretória
(Foto: Marcos Felipe/Globoesporte.com)
- Falta pouco para a primeira partida do Mundial. Vamos, Argentina! Chegamos à concentração e estamos muito bem. África do Sul é muito linda! - publicou Agüero em seu twitter.
Cerca de uma hora depois da chegada em Pretória, que aconteceu por volta das 10h (horário local), o assessor de imprensa Coco Ventura e alguns dirigentes da AFA deixaram o HPC. Segundo Ventura, a equipe fará um treino leve esta tarde em um ginásio da Universidade.
A Argentina está no Grupo B da Copa ao lado de Coreia do Sul, Grécia e Nigéria, adversário da estreia no próximo dia 12 de junho, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo.
Seleção argentina chega à África do Sul cercada de forte segurança Delegação ficará concentrada em moderno centro esportivo em Pretória

Mais uma das favoritas ao título da Copa do Mundo já está na África do Sul: a seleção argentina. A delegação da equipe sul-americana desembarcou em Joanesburgo às 8h35m locais (3h35m de Brasília) e seguiu em dois ônibus para Pretória, onde chegou às 10h05m (5h05m).
Com Maradona no banco da frente do primeiro ônibus, a delegação argentina - a exemplo do que ocorreu com a seleção brasileira - foi recebida por forte esquema de blindagem, com policiais e seguranças particulares. Os jornalistas presentes foram mantidos afastados a cerca de 50 metros do moderno centro esportivo de alto rendimento da Universidade de Pretória onde os argentinos ficarão concentrados.
Alunos da Universidade de Pretória agitam
bandeiras argentinas e sul-africanas (Foto: AFP)
No momento da chegada dos ônibus não havia qualquer torcedor no local. Apenas estudantes da Universidade de Pretória, proprietária do centro esportivo, é que fizeram um corredor agitando bandeiras da Argentina e da África do Sul para receber Maradona e seus comandados. Um casal vestido com camisas da Argentina só chegou depois da entrada dos compatriotas na concentração.
Segundo os estudantes, a maioria dos jogadores filmava a movimentação com câmeras de mão, exceto por Messi, que sequer acenava.
- Acho que ele está muito focado na Copa do Mundo, por isso a cara séria - disseTshepo Makgopela, estudante e jogador de futebol da Universidade de Pretória.
Segundo Coco Ventura, assessor de imprensa, o voo foi tranquilo, mas cansativo. Por isso, os jogadores argentinos farão apenas um treino regenerativo à tarde (no horário local) fechado à imprensa.
Lista do Inter tem Cuca, Mano, Abel, Mário Sérgio e até Felipão Fossati foi informado ainda no Rio que os termos da derrota para o Vasco, de virada, e

Faltavam alguns minutos para as 19h de sexta-feira, quando o zagueiro do Inter, Fabiano Eller, saiu do vestiário do Beira-Rio e oficializou o que os dirigentes passaram a tarde negando e ainda naquele momento seguiam tentando desmentir:
- Ele (o técnico Jorge Fossati) nem veio dar o treino. Amanhã (hoje) vem aí para falar com a gente. Mas o pessoal (comissão técnica) já se despediu de todo mundo. Eles saíram mesmo — resumiu o zagueiro.
O uruguaio foi informado ainda no Rio que os termos da derrota para o Vasco de virada, por 3 a 2, depois de abrir 2 a 0 no placar eram mesmo inadmissíveis, conforme avisou o vice de futebol Fernando Carvalho no fim do jogo.
Contra o Atlético-PR, neste domingo, o Inter será comandado pelo interino Enderson Moreira, do time B. Carvalho não retornou com a delegação. Ficou no Rio, onde admitiu ter conversado com Abel Braga. Chegou às 19h e rumou direto para o apartamento de Fossati no bairro Moinhos de Vento, onde comunicou a ele que estava demitido.
Três nomes estão na lista de Carvalho: Abel Braga, Cuca e Mário Sérgio. Mas outros dois habitam os sonhos mais caros do Inter: Luiz Felipe Scolari e Mano Menezes. O segundo é mais possível, apesar da liderança do Corinthians no Brasileirão.
De acordo com informações recebidas por emissários colorados, Mano estaria descontente com a instabilidade do Parque São Jorge. Ao ser eliminado pelo Flamengo na Libertadores, foi duramente criticado internamente e pela torcida. A possibilidade de ser campeão da América e um salário de peso seriam as armas do Inter.
Os jogadores têm simpatia por Mário Sérgio, que comandou o time por 11 jogos no Brasileirão após a queda de Tite. Se pudessem escolher o seu comandante, seria ele. Bolívar, o líder do vestiário, tem ótimo relacionamento com Mário Sérgio.
Abel Braga foi sondado. Quer regressar ao Brasil, mas esbarra na multa rescisória de R$ 3,6 milhões, da qual o Al-Jazira não abre mão. Abel aceita ganhar menos do que os R$ 600 mil, seu salário nos Emirados Árabes. O problema é convencer os xeques.
- Amo a possibilidade de voltar. Gostaria, mas não tem como — lamentou Abel.
- Não fui procurado por ninguém do Inter por enquanto — disse Mário Sérgio.
- Recebi proposta do Atlético-PR e de um clube do exterior. Mas se tiver interesse do Inter, é outra situação - afirmou Cuca.
Enderson Moreira treinará o time até a parada da Copa, na rodada do dia 6 de junho.
Seleção treina duro e tem tarde livre Durante duas horas, equipe fez trabalho físico e técnico em Joanesburgo

A seleção brasileira teve mais uma manhã (madrugada no Brasil) de trabalho duro na Randburg High School, em Joanesburgo. Sob sol forte e temperatura de 15° C, os jogadores treinaram por duas horas, mas serão recompensados. Não está previsto trabalho no período da tarde, assim como não haverá treino na manhã de domingo. Também não haverá entrevista coletiva e, portanto, nenhum atleta ou membro da comissão técnica falará com a imprensa.
Com a seleção completa, o trabalho começou com a tradicional roda de bobo seguida de uma atividade física comandada por Paulo Paixão. Depois, os jogadores suaram sob o comando de Dunga e Jorginho. Durante 1h30, os atletas fizeram um trabalho técnico-físico. Os zagueiros lançavam os laterais, que tabelavam com algum jogador de meio-campo e iam à linha de fundo cruzar, sempre para dois jogadores (atacantes ou meias). Paralelamente, os meias passavam por Dunga e concluíam a gol. Os jogadores de meio-campo também lançavam para que os zagueiros cortassem o lance do outro lado do campo e, então, reiniciassem o circuito, acionando os laterais.
Kaká trabalhou normalmente, porém, parece estar um degrau abaixo dos companheiros. O meia errou muitos cruzamentos e lançamentos, mas fez exatamente o mesmo trabalho que os demais. Ainda que seja um trabalho de aprimoramento, o desempenho, de forma geral, não foi dos melhores. Mas não faltou empenho e, novamente, Dunga e Jorginho passaram o treino todo gritando palavras de incentivo e orientação.
Após duas horas, o técnico encerrou o treinamento. Mas a movimentação no campo não parou: enquanto os atletas faziam alongamento, funcionários mais uma vez entraram em ação para recolocar os tufos de grama que se soltaram.
Império do Amor em litígio: Adriano e Love brigam, diz colunista Imperador teria expulsado o ex-companheiro de Flamengo de uma festa em seu apartament

Depois da separação amigável no campo esportivo, o Império do Amor acabou com um divórcio litigioso fora dele. Segundo o colunista Ancelmo Gois, do Jornal "O Globo", Adriano e Vagner Love brigaram feio na sexta-feira por causa de uma mulher na festa de despedida do Imperador, que rescindiu seu contrato com o Flamengo para jogar no Roma, da Itália.
Diz o colunista que Vagner Love foi expulso por Adriano de sua casa. Love teria saído chorando do condomínio onde o ex-companheiro de ataque mora, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
Brasileirão: treino matinal define time para jogo contra o Atlético-PR O trabalho será conduzido pelo técnico do Inter B, Enderson Moreira, que comand

A equipe que perseguirá a segunda vitória no Brasileirão deve ser definida no treino programado para as 10h30min, no Gigante. Logo depois, o grupo colorado parte para a concentração. O Inter poderá ter o retorno do meia D’Alessandro, recuperado de uma pancada no pé, no duelo com os paranaenses, que venceram o Atlético-GO na última rodada, em Curitiba. O zagueiro Fabiano Eller, expulso contra o Vasco, é o desfalque. No momento, o time colorado ocupa a 18ª posição, com três pontos.
Walter e Enderson Moreira em treino do Inter B do começo da temporada (foto/arquivo)
sexta-feira, 28 de maio de 2010
caw: 'Vamos fazer inveja no Serra', diz Lula a Evo Presidentes participaram do 3.º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações. Nesta semana, tucano disse que
'Vamos fazer inveja no Serra', diz Lula a Evo Presidentes participaram do 3.º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações. Nesta semana, tucano disse que

Em momento de descontração logo após a foto oficial de chefes de Estado no 3.º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, no saguão do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu abraçado ao boliviano Evo Morales e fez piada com o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, que, na quarta-feira, afirmara que o governo da Bolívia "é cúmplice" do tráfico de cocaína para o Brasil.
"Vamos posar aqui; vamos fazer inveja no Serra", disse Lula ao colega, rindo bastante, em frente aos fotógrafos. De mãos dadas como presidente do Brasil, Evo também riu, mas não comentou a declaração.
Pouco depois, a entrevista coletiva de Morales, que estava agendada para as 16h desta sexta-feira (28), foi cancelada. A jornalistas, o boliviano se recusou a responder a perguntas e deu um palpite sobre a Copa do Mundo: "O Brasil será campeão." O governo da Bolívia divulgou nota para rebater as declarações do tucano.
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Para Serra, governo da Bolívia é 'cúmplice do tráfico'
Antes, em discurso na reunião plenária de cúpula, no início da tarde, Morales foi muito aplaudido: "Precisamos salvar a humanidade e a natureza do capitalismo", defendeu. Para ele, criou-se uma "anticivilização" em que tudo vira mercadoria. "Essa anticivilização está levando à destruição do planeta", discursou. O presidente boliviano comparou a colonização da América a um "genocídio" e afirmou que a riqueza de civilizações europeias foi construída à custa de "sangue e ouro do nosso continente".
"Uma civilização não se faz com guerras, balas e bases militares. Não haverá paz enquanto não tiver justiça social."
Amorim diz que é 'infantil' pensar que relação com os EUA está estremecida Ministro acompanha o presidente Lula em evento no Rio de Janeiro. Ele rebat
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta sexta-feira (28), no encerramento do 3º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, no Museu de Arte Moderna do Rio, que as relações do Brasil com os Estados Unidos não estão estremecidas.
“Seria infantil pensar que as relações entre Brasil e Estados Unidos estão ameaçadas. Mas se ser subserviente é condição para entrar no Conselho de Segurança [das Nações Unidas], nós abrimos mão disso”, afirmou, em entrevista no fórum.
“Eles têm o poder de veto, mas não podem violentar a nossa consciência. Você não pode adotar uma política de que quem não está comigo está contra mim”, acrescentou.
Seria infantil pensar que as relações entre Brasil e Estados Unidos estão ameaçadas. Mas se ser subserviente é condição para entrar no Conselho de Segurança [das Nações Unidas], nós abrimos mão disso"
Ministro Celso Amorim
A declaração de Amorim foi uma resposta às críticas feitas pela secretária de estado americana, Hillary Clinton, sobre a aproximação do Brasil com o Irã. Nesta quinta-feira (27), ela disse que os Estados Unidos e o Brasil têm "discordâncias muito sérias" a respeito do programa nuclear iraniano, apesar de a relação entre os países ser muito boa em outros temas. "Sem dúvida temos discordâncias muito sérias com a diplomacia do Brasil em relação ao Irã." A secretária afirmou ainda que a ação do Brasil em intermediar um acordo com o Irã tornava o mundo menos seguro.
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'Isolamento e punição não levam ao entendimento', diz Lula sobre Irã
A fala de Hillary ocorreu quase ao mesmo tempo em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazia um pronunciamento conjunto com o primeiro ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, em Brasília, em que criticaram a oposição dos países ricos contra o reconhecimento do acordo e a pressão pela aplicação de sanções ao Irã.
Lula disse que "isolamento e punição não levam ao entendimento" e que era preciso "flexibilidade" para se alcançar uma solução negociada com o Irã. "A Declaração de Teerã é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada. Queremos superar dogmas e temores", afirmou.
O primeiro-ministro turco chegou a dizer que “aqueles que criticam [o acordo] são invejosos” e defendeu o desarmamentos dos países que têm armas nucleares. "Se quisermos evitar a proliferação de armas nucleares temos que tomar vários passos. Aqueles que não têm armas nucleares não devem desenvolvê-las, aqueles que têm, devem reduzir seus arsenais", afirmou. "Todos aqueles que falam negativamente são países que têm armas nucleares. Isso é muito contraditório. Queremos um mundo sem armas nucleares."
Lula, que participou do Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, teve encontros com o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, o primeiro ministro de Portugal, José Sócrates, e a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Ele deixou o fórum sem falar com a imprensa
“Seria infantil pensar que as relações entre Brasil e Estados Unidos estão ameaçadas. Mas se ser subserviente é condição para entrar no Conselho de Segurança [das Nações Unidas], nós abrimos mão disso”, afirmou, em entrevista no fórum.
“Eles têm o poder de veto, mas não podem violentar a nossa consciência. Você não pode adotar uma política de que quem não está comigo está contra mim”, acrescentou.
Seria infantil pensar que as relações entre Brasil e Estados Unidos estão ameaçadas. Mas se ser subserviente é condição para entrar no Conselho de Segurança [das Nações Unidas], nós abrimos mão disso"
Ministro Celso Amorim
A declaração de Amorim foi uma resposta às críticas feitas pela secretária de estado americana, Hillary Clinton, sobre a aproximação do Brasil com o Irã. Nesta quinta-feira (27), ela disse que os Estados Unidos e o Brasil têm "discordâncias muito sérias" a respeito do programa nuclear iraniano, apesar de a relação entre os países ser muito boa em outros temas. "Sem dúvida temos discordâncias muito sérias com a diplomacia do Brasil em relação ao Irã." A secretária afirmou ainda que a ação do Brasil em intermediar um acordo com o Irã tornava o mundo menos seguro.
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'Isolamento e punição não levam ao entendimento', diz Lula sobre Irã
A fala de Hillary ocorreu quase ao mesmo tempo em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazia um pronunciamento conjunto com o primeiro ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, em Brasília, em que criticaram a oposição dos países ricos contra o reconhecimento do acordo e a pressão pela aplicação de sanções ao Irã.
Lula disse que "isolamento e punição não levam ao entendimento" e que era preciso "flexibilidade" para se alcançar uma solução negociada com o Irã. "A Declaração de Teerã é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada. Queremos superar dogmas e temores", afirmou.
O primeiro-ministro turco chegou a dizer que “aqueles que criticam [o acordo] são invejosos” e defendeu o desarmamentos dos países que têm armas nucleares. "Se quisermos evitar a proliferação de armas nucleares temos que tomar vários passos. Aqueles que não têm armas nucleares não devem desenvolvê-las, aqueles que têm, devem reduzir seus arsenais", afirmou. "Todos aqueles que falam negativamente são países que têm armas nucleares. Isso é muito contraditório. Queremos um mundo sem armas nucleares."
Lula, que participou do Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, teve encontros com o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, o primeiro ministro de Portugal, José Sócrates, e a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Ele deixou o fórum sem falar com a imprensa
Conheça o lado rico de Soweto Carrões e belas casas revelam o 'outro lado' do famoso distrito. Bairro de Joanesburgo reúne residências de Nelson Mand
Soweto entrou no imaginário de muitos brasileiros como um lugar bem pobre. O distrito de Joanesburgo, famoso pela luta contra a segregação racial, mandou para o mundo imagens das privações pelas quais passavam os negros e com elas para sempre ficou colado. Mas Soweto não é apenas isso. Tem também muitos carrões e belas casas de negros que ascenderam socialmente com o fim do Apartheid mas preferiram seguir morando por lá.
Talvez seu ponto mais nobre seja a Rua Vilakazi, todos os dias cheia de turistas que vão visitar a antiga casa de Nelson Mandela, preservada e transformada em museu. Bem pertinho dali, a cerca de 200 metros, está a casa do arcebispo Desmond Tutu, também vencedor do Prêmio Nobel da Paz.
Talvez seu ponto mais nobre seja a Rua Vilakazi, todos os dias cheia de turistas que vão visitar a antiga casa de Nelson Mandela, preservada e transformada em museu. Bem pertinho dali, a cerca de 200 metros, está a casa do arcebispo Desmond Tutu, também vencedor do Prêmio Nobel da Paz.
Rua do cativeiro onde brasileiro foi torturado tem tráfico ao ar livre Casa fica a 15 minutos do estádio Ellis Park, palco de jogos da Copa. Vizinhos
A casa onde o brasileiro Osmar Pereira, de 58 anos, foi torturado e colocado em cativeiro por sequestradores nigerianos, em Joanesburgo, fica a apenas 15 minutos do estádio Ellis Park. Segundo comerciantes da região de Kensington, a avenida Kitchener é ponto de venda de drogas ao ar livre, a qualquer hora do dia.
Osmar foi libertado pela polícia sul-africana na madrugada desta quinta-feira (27), após ter ficado preso na casa por dois dias.
saiba mais
Brasileiro sequestrado na África passa bem e recebe proteção policial
Golpe em que brasileiro caiu é velho, mas voltou a ser comum com a web
Governo dos EUA lança alerta de segurança para quem vai à Copa
O brasileiro foi vítima de um golpe, chamado de “419scam” no país: pensando estar negociando com empresários de Joanesburgo, Osmar desembarcou no aeroporto internacional OR Tambo e foi sequestrado por nigerianos, que o torturaram com ferro de passar roupas. Os seis bandidos foram presos.
De dia, a vizinhança do cativeiro não parece uma área perigosa. Mas à noite, segundo comerciantes ouvidos, criminosos andam tranquilamente pela rua, sem serem parados pela polícia. O dono de uma loja bem em frente à casa onde o brasileiro ficou disse que é normal ver pessoas vendendo drogas, mesmo à luz do dia, em sua calçada.
Carro de polícia estacionado em frente à casa utilizada como cativeiro do empresário brasileiro (Foto: Thiago Dias/Globoesporte.com)
“A polícia não faz nada. Eu estou cansado de ver traficantes aqui, eles vendem na minha porta”, disse o comerciante, que pediu para não ser identificado.
Na porta da casa usada como cativeiro, algumas mulheres ganham a vida cortando cabelo. Perguntadas sobre a prisão dos nigerianos, elas não quiseram responder. Apenas falaram que souberam que a polícia esteve no local um dia antes, mas não sabiam do que se tratava.
Poste de Joanesburgo exibe manchete de jornal
sobre a notícia da libertação de Pereira (Foto:
Thiago Dias/Globoesporte.com)
O dono da loja em frente afirmou que a casa é de um indiano, que morou na residência por muitos anos e atualmente vive em Durban. O imóvel foi alugado, mas o comerciante disse que nunca viu os moradores andando pela avenida Kitchener.
A presença de nigerianos na região é considerada pelos antigos moradores como o principal problema para o aumento da criminalidade. Segundo Roger, que mora há mais de 50 anos em Kensington, o local já foi um dos melhores de Joanesburgo.
“Isso aqui era o paraíso. Nos anos 60, há muito tempo. Hoje, temos muito problemas. Infelizmente” lamentou.
O sequestro do brasileiro ganhou bastante repercussão na imprensa sul-africana. Um canal de televisão chegou a filmar a operação policial que libertou Osmar e vários jornalistas foram à rua na quarta-feira. Nesta quinta, a história estava na primeira página do jornal "The Star", um dos principais de Joanesburgo, e também em postes espalhados pela cidade.
Osmar foi libertado pela polícia sul-africana na madrugada desta quinta-feira (27), após ter ficado preso na casa por dois dias.
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De dia, a vizinhança do cativeiro não parece uma área perigosa. Mas à noite, segundo comerciantes ouvidos, criminosos andam tranquilamente pela rua, sem serem parados pela polícia. O dono de uma loja bem em frente à casa onde o brasileiro ficou disse que é normal ver pessoas vendendo drogas, mesmo à luz do dia, em sua calçada.
Carro de polícia estacionado em frente à casa utilizada como cativeiro do empresário brasileiro (Foto: Thiago Dias/Globoesporte.com)
“A polícia não faz nada. Eu estou cansado de ver traficantes aqui, eles vendem na minha porta”, disse o comerciante, que pediu para não ser identificado.
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O dono da loja em frente afirmou que a casa é de um indiano, que morou na residência por muitos anos e atualmente vive em Durban. O imóvel foi alugado, mas o comerciante disse que nunca viu os moradores andando pela avenida Kitchener.
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O sequestro do brasileiro ganhou bastante repercussão na imprensa sul-africana. Um canal de televisão chegou a filmar a operação policial que libertou Osmar e vários jornalistas foram à rua na quarta-feira. Nesta quinta, a história estava na primeira página do jornal "The Star", um dos principais de Joanesburgo, e também em postes espalhados pela cidade.
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