Em uma partida na qual faltou bom futebol, o São Paulo teve mais iniciativa e derrotou o Palmeiras por 1 a 0, conquistando sua primeira vitória em clássicos estaduais na temporada. Mais uma vez, Fernandão foi o destaque ao marcar o único gol no Morumbi, na noite desta quarta-feira, em duelo válido pela quarta rodada do Brasileirão. (Veja ao lado o gol marcado pelo atacante são-paulino).
Com o resultado, o Tricolor foi aos sete pontos na tabela de classificação, mesmo número do rival do Palestra Itália.
São Paulo melhor no primeiro tempo
Estádio vazio, frio, chuva fina. O clima parecia influenciar o futebol de São Paulo e Palmeiras, que proporcionaram poucos lances de emoção no primeiro tempo. O Tricolor entrou em campo com a escalação esperada, ao contrário do Palmeiras que, em vez do 3-5-2, começou no 4-4-2, com Ewerthon e Vinícius formando a dupla de ataque.
O São Paulo tomou a iniciativa e forçou muito o jogo pelo lado direito. Cicinho, ao contrário dos últimos jogos, se apresentou mais para o apoio. Marlos, pela direita, e Dagoberto, pela esquerda, se movimentavam muito para confundir a marcação palmeirense, enquanto Fernandão, centralizado, segurava a bola para permitir a aproximação do meio-campo.
Aos oito minutos, o São Paulo chegou pela primeira vez. Após rápido contra-ataque, Cicinho tocou para Dagoberto, que se livrou de Márcio Araújo e bateu rasteiro, no canto direito de Marcos, que fez firme defesa. Dez minutos depois, o goleiro palmeirense voltou a trabalhar, desta vez em cabeçada de Fernandão, após cruzamento de Junior Cesar.
O Palmeiras tinha muitas dificuldades para passar do meio-campo. Apesar de ter dois meias de ligação (Cleiton Xavier e Lincoln), o time era muito lento na saída de sua defesa e errava muitos passes, o que facilitava as coisas para a marcação tricolor. Vinícius estava mais preocupado em conter os avanços de Cicinho. O Verdão só conseguiu dar o seu primeiro chute a gol aos 27, quando Gabriel Silva exigiu boa defesa de Rogério Ceni.
Para complicar ainda mais para o Palmeiras, o time perdeu Cleiton Xavier, aos 33, com uma lesão no joelho direito. Jorge Parraga colocou o volante Souza em campo e liberou Vinícius de sua tarefa na marcação. Lincoln também subiu o seu posicionamento e, mesmo sem levar grande perigo ao gol adversário, o Verdão conseguiu ter o controle da bola nos pés. O São Paulo também perdeu um jogador por contusão: Marlos, com lesão na coxa, deu lugar a Fernandinho.
Aos 42, no último lance de emoção do fraco primeiro tempo, Vinícius, após cobrança de escanteio pela direita e desvio de Maurício Ramos na primeira trave, obrigou Rogério Ceni a fazer boa defesa.
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quarta-feira, 26 de maio de 2010
Fernandão marca, Ceni pega pênalti, e São Paulo vence o Palmeiras: 1 a 0 Goleiro defende cobrança de Ewerthon aos 42 minutos da etapa final e ajuda o
terça-feira, 18 de maio de 2010
Ceni aplaude decisão da Fifa sobre 'paradona', Neymar promete cumprir Goleiro do São Paulo ressalta que manobra só era permitida no Brasil, enquanto o
Goleiros do mundo inteiro comemoram, especialmente no Brasil. Com uma martelada da Fifa, a polêmica sobre as cobranças de pênalti com paradinha está encerrada: a finta só vale se feita enquanto o jogador corre para a bola. A insistência - a chamada “paradona” - passa a ser considerada infração à Lei 14 e ato antidesportivo, podendo ser punida com cartão amarelo. A determinação vale a partir de 1º de junho. Vítima do atacante Neymar na sétima rodada do Campeonato Paulista, o goleiro Rogério Ceni, do São Paulo, aprovou a decisão – naquela ocasião, ele dissera que a manobra era exclusividade dos gramados brasileiros.
Assista a mais vídeos do Jornal Nacional
- É bom, a Fifa acertou. Só no Brasil isso acontecia. O pessoal estava exagerando, tinha duas paradinhas – analisou Ceni.
No outro lado da história, Neymar – que no domingo marcou um gol de pênalti, mas desperdiçou outro, contra o Ceará, ambos com mais de uma paradinha – sequer protestou. Ele prometeu acatar a nova regra.
- Como a lei permitia, eu batia. Agora que não permite mais, vou treinar de outra forma para estar sempre de acordo com a lei – afirmou o “Menino da Vila”.
Apesar de fazer parte, tanto do lado favorecido, quanto do que passará a ser vigiado de perto pela nova medida, o goleiro-artilheiro Rogério Ceni – que já experimentou a manobra, sem sucesso - garantiu que prefere as cobranças mais convencionais.
- A vida inteira bati sem paradinha, não vai ser problema – conclui
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- É bom, a Fifa acertou. Só no Brasil isso acontecia. O pessoal estava exagerando, tinha duas paradinhas – analisou Ceni.
No outro lado da história, Neymar – que no domingo marcou um gol de pênalti, mas desperdiçou outro, contra o Ceará, ambos com mais de uma paradinha – sequer protestou. Ele prometeu acatar a nova regra.
- Como a lei permitia, eu batia. Agora que não permite mais, vou treinar de outra forma para estar sempre de acordo com a lei – afirmou o “Menino da Vila”.
Apesar de fazer parte, tanto do lado favorecido, quanto do que passará a ser vigiado de perto pela nova medida, o goleiro-artilheiro Rogério Ceni – que já experimentou a manobra, sem sucesso - garantiu que prefere as cobranças mais convencionais.
- A vida inteira bati sem paradinha, não vai ser problema – conclui
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Ceni defende dois, time bate Universitario nos pênaltis e está nas quartas de final Goleiro erra sua cobrança, mas depois se redime. Dagoberto fecha o
O torcedor do São Paulo sofreu por mais de 90 minutos e viu a vaga nas quartas de final da Libertadores ser decidida nos pênaltis contra o Universitario-PER, na noite desta terça-feira, no Morumbi. Mas os tricolores respiraram aliviados ao vencerem a disputa por 3 a 1, após 0 a 0 no tempo normal (no primeiro jogo, no Peru, houve empate sem gols também). Principalmente por Rogério Ceni, que perdeu a sua cobrança, mas defendeu duas. O Tricolor poderia ter evitado tanto sufoco. Afinal, perdeu muitas oportunidades durante o tempo regulamentar. Com a classificação garantida, espera o vencedor de Nacional (URU) x Cruzeiro, que será realizado nesta quarta, em Montevidéu (o time mineiro venceu em BH por 3 a 1).
Depois de roerem as unhas e verem Hernanes, Marcelinho e Dagoberto converterem as cobranças, os torcedores exaltaram Ceni e viram toda a equipe comemorar muito a classificação. E não esqueceram do Corinthians ao gritarem "Mengo", mostrando apoio ao time carioca, rival do Timão nesta quarta, em outra decisão pelas oitavas.
Washington no banco, e muralha peruana
Ricardo Gomes decidiu colocar em campo um time mais veloz, mas sem a referência na área. Com isso, Washington voltou ao banco de reservas, e Fernandinho começou ao lado de Dagoberto. Juan Reynoso, treinador do Universitario, não escondeu de ninguém que tinha o objetivo de não sofrer gols. E colocou sua equipe toda atrás.
O Tricolor até criou oportunidades boas, mas não conseguia concluir com precisão. Com Fernandinho e Dagoberto mais abertos pelas pontas, os laterais pouco apareceram na partida. Marlos era bastante esforçado, mas errava muitos passes. Fernandinho, por sua vez, irritou os companheiros, pois carregava a bola pela ponta esquerda e muitas vezes não passava para os jogadores que estavam na área.
A primeira grande finalização do São Paulo só veio aos 18 minutos, quando Hernanes cobrou escanteio, e Rodrigo Souto cabeceou a bola na trave de Llontop. O time da casa seguia tentando furar o bloqueio, mas o adversário estava em todas as partes do campo.
Aos 30, Marlos ganhou de Revoredo, mas o goleiro rival chegou antes para fazer a defesa. Aos 45, Fernandinho repetiu a jogada pela linha de fundo e tentou o chute a gol, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora. Sem gols no primeiro tempo, o time e o técnico Ricardo Gomes deixaram o campo vaiados.
Três atacantes: tudo ou nada
Gomes voltou para o segundo tempo arriscando tudo. Tirou Jorge Wagner e colocou Washington. Com três atacantes, o sonhado gol deveria sair. E, aos sete minutos, quase aconteceu: Hernanes deu um belo passe para Dagoberto, que, aberto pela direita, invadiu a área e passou para Marlos. O meia, sozinho na frente do gol aberto, conseguiu acertar o travessão, para desespero dos torcedores.
São-paulinos fazem a festa após o sufoco
Mais ofensivo, o São Paulo crescia em campo. Criava muitas chances, mas tinha dificuldades na conclusão. Ao mesmo tempo, dava mais espaços para os peruanos, que de vez em quando tentavam se aproximar do gol de Ceni. Aos 12 minutos, mais uma oportunidade desperdiçada: Dagoberto tocou para Washington que jogou de pivô e deixou para Marlos concluir. Mas o meia novamente chutou torto.
O Universitario encontrava espaços pelo lado direito do São Paulo. Aos 17, Espinoza desceu e cruzou, mas a defesa afastou. No rebote, Rabanal chutou muito forte. Aos 22, Washington perdeu uma grande chance ao receber a bola na área, mas não conseguiu dominar. A torcida ficava cada vez mais desesperada com a possibilidade de a vaga ser decidida na disputa de pênaltis.
Pouco depois, Washington se livrou de dois marcadores e tocou rasteiro para Dagoberto, mas o atacante chegou atrasado e a bola passou à frente do gol de Llontop. Chance incrível perdida pelo Tricolor. Aos 33, mais sofrimento: Fernandinho tocou em cima de Llontop, que espalmou. A bola voltou para o camisa 12, e ele tocou para Washington, mas o Coração Valente, de primeira, tocou por cima do gol. Neste momento, a torcida acordou e passou a incentivar o time, na esperança de que os últimos dez minutos fossem mais felizes.
O tempo foi correndo, e nada de o gol sair. Gritos de "raça" surgiram da arquibancada. Rogério Ceni era o único do lado são-paulino do campo. Todos os demais estavam em cima do Universitario, desesperados por um gol salvador. Que não veio. Gomes se preparou para a disputa de pênaltis ao colocar Marcelinho Paraíba, bom cobrador. Fernandinho saiu vaiado. Marcelinho só teve tempo de arriscar um chute de longe. A vaga seria decidida nas cobranças de pênalti.
Ceni perde cobrança, mas se redime e pega dois
Antes mesmo do início das penalidades, alguns tricolores chamavam Gomes de burro, e a pequena torcida do Universitario celebrava bastante. Após as críticas, vieram os gritos de apoio. Os mais de 48 mil torcedores passaram a cantar o hino do Tricolor, enquanto Gomes escolhia os batedores. Ceni trocou a camisa laranja por uma preta.
Rogério Ceni se recuperou para levar o São Paulo às quartas de final da Libertadores
Ramirez abriu a série ao cobrar bem, no lado direito do goleiro são-paulino: 1 a 0 Universitario. O camisa 1, ídolo maior do tricolor, foi o primeiro a bater. Llontop pulou no canto esquerdo e defendeu. Tensão no Morumbi.
Alva foi o segundo a bater para o time peruano, e Ceni se redimiu: defendeu, fazendo a torcida explodir em alegria. Agora era a vez de o camisa 10 empatar as cobranças. Hernanes não decepcionou e colocou a bola na rede: 1 a 1.
Galvan viu Ceni ficar gigante, e não conseguiu passar pelo goleiro: tentou o canto esquerdo, mas o ídolo tricolor também defendeu. Marcelinho Paraíba, que entrou nos minutos finais, anotou o seu no canto esquerdo, ainda acertando a trave, enquanto Llontop caía para o direito: 2 a 1 para o Tricolor.
Labarthe mostrou todo o nervosismo que o Universitario passava ao bater o pênalti para fora. Ceni nem precisou se esforçar. E a torcida, enlouquecida, celebrava: faltava mais um. Dagoberto partiu para a bola e correu para o abraço: era a classificação do São Paulo na rede.
Depois de roerem as unhas e verem Hernanes, Marcelinho e Dagoberto converterem as cobranças, os torcedores exaltaram Ceni e viram toda a equipe comemorar muito a classificação. E não esqueceram do Corinthians ao gritarem "Mengo", mostrando apoio ao time carioca, rival do Timão nesta quarta, em outra decisão pelas oitavas.
Washington no banco, e muralha peruana
Ricardo Gomes decidiu colocar em campo um time mais veloz, mas sem a referência na área. Com isso, Washington voltou ao banco de reservas, e Fernandinho começou ao lado de Dagoberto. Juan Reynoso, treinador do Universitario, não escondeu de ninguém que tinha o objetivo de não sofrer gols. E colocou sua equipe toda atrás.
O Tricolor até criou oportunidades boas, mas não conseguia concluir com precisão. Com Fernandinho e Dagoberto mais abertos pelas pontas, os laterais pouco apareceram na partida. Marlos era bastante esforçado, mas errava muitos passes. Fernandinho, por sua vez, irritou os companheiros, pois carregava a bola pela ponta esquerda e muitas vezes não passava para os jogadores que estavam na área.
A primeira grande finalização do São Paulo só veio aos 18 minutos, quando Hernanes cobrou escanteio, e Rodrigo Souto cabeceou a bola na trave de Llontop. O time da casa seguia tentando furar o bloqueio, mas o adversário estava em todas as partes do campo.
Aos 30, Marlos ganhou de Revoredo, mas o goleiro rival chegou antes para fazer a defesa. Aos 45, Fernandinho repetiu a jogada pela linha de fundo e tentou o chute a gol, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora. Sem gols no primeiro tempo, o time e o técnico Ricardo Gomes deixaram o campo vaiados.
Três atacantes: tudo ou nada
Gomes voltou para o segundo tempo arriscando tudo. Tirou Jorge Wagner e colocou Washington. Com três atacantes, o sonhado gol deveria sair. E, aos sete minutos, quase aconteceu: Hernanes deu um belo passe para Dagoberto, que, aberto pela direita, invadiu a área e passou para Marlos. O meia, sozinho na frente do gol aberto, conseguiu acertar o travessão, para desespero dos torcedores.
São-paulinos fazem a festa após o sufoco
Mais ofensivo, o São Paulo crescia em campo. Criava muitas chances, mas tinha dificuldades na conclusão. Ao mesmo tempo, dava mais espaços para os peruanos, que de vez em quando tentavam se aproximar do gol de Ceni. Aos 12 minutos, mais uma oportunidade desperdiçada: Dagoberto tocou para Washington que jogou de pivô e deixou para Marlos concluir. Mas o meia novamente chutou torto.
O Universitario encontrava espaços pelo lado direito do São Paulo. Aos 17, Espinoza desceu e cruzou, mas a defesa afastou. No rebote, Rabanal chutou muito forte. Aos 22, Washington perdeu uma grande chance ao receber a bola na área, mas não conseguiu dominar. A torcida ficava cada vez mais desesperada com a possibilidade de a vaga ser decidida na disputa de pênaltis.
Pouco depois, Washington se livrou de dois marcadores e tocou rasteiro para Dagoberto, mas o atacante chegou atrasado e a bola passou à frente do gol de Llontop. Chance incrível perdida pelo Tricolor. Aos 33, mais sofrimento: Fernandinho tocou em cima de Llontop, que espalmou. A bola voltou para o camisa 12, e ele tocou para Washington, mas o Coração Valente, de primeira, tocou por cima do gol. Neste momento, a torcida acordou e passou a incentivar o time, na esperança de que os últimos dez minutos fossem mais felizes.
O tempo foi correndo, e nada de o gol sair. Gritos de "raça" surgiram da arquibancada. Rogério Ceni era o único do lado são-paulino do campo. Todos os demais estavam em cima do Universitario, desesperados por um gol salvador. Que não veio. Gomes se preparou para a disputa de pênaltis ao colocar Marcelinho Paraíba, bom cobrador. Fernandinho saiu vaiado. Marcelinho só teve tempo de arriscar um chute de longe. A vaga seria decidida nas cobranças de pênalti.
Ceni perde cobrança, mas se redime e pega dois
Antes mesmo do início das penalidades, alguns tricolores chamavam Gomes de burro, e a pequena torcida do Universitario celebrava bastante. Após as críticas, vieram os gritos de apoio. Os mais de 48 mil torcedores passaram a cantar o hino do Tricolor, enquanto Gomes escolhia os batedores. Ceni trocou a camisa laranja por uma preta.
Rogério Ceni se recuperou para levar o São Paulo às quartas de final da Libertadores
Ramirez abriu a série ao cobrar bem, no lado direito do goleiro são-paulino: 1 a 0 Universitario. O camisa 1, ídolo maior do tricolor, foi o primeiro a bater. Llontop pulou no canto esquerdo e defendeu. Tensão no Morumbi.
Alva foi o segundo a bater para o time peruano, e Ceni se redimiu: defendeu, fazendo a torcida explodir em alegria. Agora era a vez de o camisa 10 empatar as cobranças. Hernanes não decepcionou e colocou a bola na rede: 1 a 1.
Galvan viu Ceni ficar gigante, e não conseguiu passar pelo goleiro: tentou o canto esquerdo, mas o ídolo tricolor também defendeu. Marcelinho Paraíba, que entrou nos minutos finais, anotou o seu no canto esquerdo, ainda acertando a trave, enquanto Llontop caía para o direito: 2 a 1 para o Tricolor.
Labarthe mostrou todo o nervosismo que o Universitario passava ao bater o pênalti para fora. Ceni nem precisou se esforçar. E a torcida, enlouquecida, celebrava: faltava mais um. Dagoberto partiu para a bola e correu para o abraço: era a classificação do São Paulo na rede.
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