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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Elefante atrasa chegada dos EUA para treino em Rustemburgo


Animal parado na estrada impede saída do ônibus dos americanos. Capitão Carlos Bocanegra lembra que estádio traz boas recordações à equipe
O mesmo hotel, o mesmo estádio. Estar de volta a Rustemburgo e ao Royal Bafokeng trouxe boas recordações à seleção americana, que no ano passado, no mesmo local, conseguiu uma improvável classificação para as semifinais da Copa das Confederações. O capitão americano Carlos Bocanegra disse que os jogadores estavam ansiosos para regressar ao estádio, mas acabaram se atrasando por conta de um fato inusitado.
- Um elefante resolveu parar no meio da estrada e não tínhamos como passar na saída do hotel. Nunca tinha passado por isso, foi algo bem diferente. Mas foi bom estar de volta. Era o mesmo vestiário, tudo igual. É um local que nos traz boas recordações e estávamos conversando sobre isso durante o treino. É sempre bom estar de volta a um lugar que traz boas recordações - afirmou o lateral.

Um elefante passeou calmamente na frente do ônibus da seleção dos Estados Unidos (Foto: AP)

Quando esteve em Rustemburgo em 2009, a seleção americana precisava de uma combinação de resultados para passar de fase na Copa das Confederações. Derrotou o Egito por 3 a 0 e foi ajudada pela vitória do Brasil pelo mesmo placar sobre a Itália. Agora a situação é diferente. É a primeira rodada da Copa do Mundo, neste sábado, contra a Inglaterra, um adversário que Bocanegra conhece bem, após atuar por quatro temporadas pelo Fulham.
- São dois times que se conhecem bem. Nós sabemos do que eles são capazes e eles sentem o mesmo sobre nós. As pessoas acompanham a Premier League nos Estados Unidos e estão bem empolgadas com essa partida. Estamos nos sentindo muito bem, com muita confiança e vamos dar o nosso melhor contra os ingleses. Será um grande jogo.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fifa mostra preocupação com 2014: 'É incrívelJerome Valcke, secretário-geral da entidade, pede urgência nas obras para o como o Brasil está atrasado'

O Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 deu prazo até esta segunda-feira, 3 de maio, para que as obras nos estádios a serem utilizados no Mundial começassem. Porém, apenas em metade das sedes há trabalho. O assunto causa muita preocupação na Fifa, que cobra urgência ao Brasil. Nesta segunda, o secretário-geral, Jerome Valcke, se mostrou preocupado com os preparativos brasileiros para o Mundial de 2014, não apenas com estádios, mas também com obras de infraestrutura, como aeroportos.

Após evento em Joanesburgo no qual a Fifa distribuiu ingressos aos operários que trabalharam na construção dos estádios da Copa da África do Sul, Valcke não poupou palavras para puxar as orelhas do Brasil.

- Recebi alguns relatórios sobre estádios e não está nada bom. É incrível como o Brasil está atrasado, e não estou falando apenas de Morumbi ou Maracanã, mas de todos os estádios. Muitos dos prazos já expiraram, e nada aconteceu. O Brasil não está no caminho certo - disse Valcke, em entrevista a jornalistas brasileiros que acompanhavam o evento.

Ironia com o carnaval

O secretário-geral mostrou estar muito por dentro do que acontece no Brasil e usou de certa ironia ao citar o carnaval como um dos obstáculos para o andamento dos preparativos no país.

- O Brasil está há muito tempo querendo uma Copa, mas agora tem que se mexer. Tem de fazer isso pela América do Sul, não só pelo Brasil. A Copa é amanhã de manhã. Este ano há eleições, para tudo. Ano que vem, carnaval, para de novo. É preciso aproveitar o tempo disponível para fazer as coisas.

'É hora de agir', diz

Valcke lembrou que Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Organizador 2014, assim como Orlando Silva, ministro do Esporte, estão preocupados.

- Não adianta ficar mandando cartas. Muito pouca coisa foi feita. É hora de agir - disse Valcke, referindo-se ao fato de Ricardo Teixeira ter enviado por escrito sua preocupação com os prazos para cada uma das cidades-sede da Copa de 2014.

Sem chance de o Brasil perder o direito de sediar a Copa 2014

Apesar de nitidamente insatisfeito e preocupado, o secretário-geral da Fifa descartou qualquer hipótese de o Brasil perder o direito de receber a Copa de 2014. Ainda, disse que as 12 cidades-sede devem ser mantidas (a Fifa sempre quis dez, no máximo).

- As pessoas questionaram muito a Copa na África, mas o Brasil está mostrando que é muito difícil fazer uma por lá também. Vocês têm a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, mas têm de fazer por onde - finalizou.