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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Marina estende viagem e faz campanha em Rio Branco


A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, acabou estendendo sua agenda de campanha no Acre, terra natal que visita pela primeira vez como presidenciável. Ela trocou hoje a programação discreta do fim de semana no Estado por um corpo a corpo com os eleitores no centro de Rio Branco e deu entrevista para o talk-show mais popular da TV local. A coordenação do PV espera que, com três dias de agenda intensa no Estado, Marina consiga subir nas pesquisas de intenção de voto e reduzir a influência do PT sobre os acreanos.
Devido à dificuldade de deslocamento para Cuiabá (MT) na noite de ontem, Marina ficou em Rio Branco e começou o dia na biblioteca do centro da capital do Estado, onde conheceu um programa de inclusão digital do PT no governo estadual, o Projeto Floresta Digital, que disponibiliza acesso gratuito à internet. Em seguida, a candidata percorreu as ruas do centro e visitou um mercado popular, onde comprou seis quilos de farinha típica da região.
Marina cumprimentou eleitores, tirou fotos e conversou com populares. Foi o único dia em que ela teve contato com eleitores nas ruas, uma vez que os compromissos anteriores em Rio Branco e Cruzeiro do Sul - segunda cidade mais importante do Estado - se resumiram a inaugurações de comitês domiciliares, lançamento da sua biografia, encontro com militantes e café da manhã com a família.
Quebra de sigilo
Antes de embarcar para São Paulo, Marina deu hoje entrevista para um programa de grande audiência no Estado, onde fez seu último apelo aos acreanos. A candidata voltou a criticar o episódio do vazamento do sigilo bancário de 140 contribuintes, entre eles pessoas ligadas ao presidenciável tucano José Serra, e o que chamou de falta de controle do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a Receita Federal. "Pode haver leniência, descontrole ou até jogo político."
A candidata avaliou que o aparelhamento do Estado por partidos políticos provoca situações como essa, uma vez que as escolhas para a ocupação de cargos não seriam de ordem técnica ou ética. "Contratam-se pessoas que não sabem nem o que estão fazendo", criticou.
Alianças
Marina pediu para que o eleitorado leve a disputa presidencial para o segundo turno e que preste atenção às alianças de seus adversários. "Diga-me as alianças que tem e eu lhe direi que governo terás", disse ela, ao se referir indiretamente aos acordos entre PT e PMDB e entre PSDB e DEM. "Foram 16 anos de briga ensandecida (entre governo e oposição) em que os interesses maiores do País não ficaram em primeiro plano", afirmou.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Amiga de brasileira que estava na frota atacada pede ajuda ao Itamaraty

Uma amiga da brasileira Iara Lee enviou nesta segunda-feira uma carta ao Itamaraty em que solicita o apoio do governo brasileiro na busca por informações sobre a cineasta, que havia decido participar da frota de ajuda humanitária a Gaza atacada pelo exército israelense.

Lee teria relatado por telefone a colegas no Brasil, na noite de domingo, que as embarcações já estavam cercadas e que o clima era "de medo" entre as pessoas a bordo.

"Falamos com ela ontem (domingo) à noite. Ela contou que os navios estavam cercados pelo Exército de Israel e o tom dela era de medo e tensão", disse à BBC Brasil a professora da USP Arlene Clemesha.

Segundo Arlene, esse foi o último contato com Iara. A cineasta vinha utilizando o Facebook para fazer comentários sobre a viagem e, algumas vezes, usava um celular via satélite.

Motivos

Com a confirmação do ataque israelense, a professora da USP decidiu enviar uma carta ao Itamaraty, solicitando o apoio do governo brasileiro na busca por informações sobre a brasileira.

No último contato, Iara teria ainda dito a Arlene que as pessoas a bordo já estavam tentando planejar "alguma estratégia" para o caso de serem atacados.

"Ela falou que há idosos e crianças nas embarcações. E que uma ideia seria tentar empurrar os soldados israelenses para o mar", disse a professora da USP.

Em uma carta-depoimento escrita antes da viagem, a cineasta relatou os motivos que a levaram a participar da expedição humanitária.

"Nós que enfrentamos esta viagem estamos, é claro, preocupados com nossa segurança também".

"Todavia eu me envolvo porque creio que ações resolutamente não violentas, que chamam atenção ao bloqueio, são indispensáveis esclarecer o público sobre o que está de fato ocorrendo. Simplesmente não há justificativa para impedir que cargas de ajuda humanitária alcancem um povo em crise", acrescentou a cineasta, que teria aproxidamente 48 anos.

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