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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Rodada #3: mais público, fogo amigo e o mesmo líder Corinthians 100%, golaço, erro de arbitragem, números, seleção, selebaba - tudo sobre a terceira r

O público melhorou, a temperatura deu uma esquentada... e o líder não mudou. A rodada # 3 do Brasileirão 2010 começou fervendo no sábado – com destaque para o "fogo amigo" no Engenhão.
No domingo, pela primeira vez tivemos dois jogos com mais 20 mil pagantes na mesma rodada. E o Corinthians aprovou seu projeto ficha limpa por mais uma rodada (talvez com algum auxílio do projeto vista cansada da arbitragem). A vitória sobre o Fluminense manteve o time de Mano Menezes com 100% de aproveitamento - e na liderança absoluta do campeonato. Do lado errado da tabela, o Goiás 0% de Leão – e do primeiro saci do planeta a ser expulso ao tentar dar um coice (e errar).
A rodada #3 teve também a melhor média de gols do Brasileirão até agora. Foram 30 tentos assinalados – ou seja, média de 3,0 por partida. Houve apenas um empate (entre Cruzeiro e Guarani) e só cinco times (Fluminense, Goiás, Inter, Vasco e Vitória) ficaram sem marcar. Dois visitantes venceram (o São Paulo no Beira-Rio... e o Santos no Serra Dourada). Com os dois gols marcados sobre o Vasco, o Avaí segue com o melhor ataque do BR-10 (10 gols a favor). A melhor defesa é do surpreendente Ceará de PC Gusmão, que derrotou o Vitória nos acréscimos no Castelão. O Vovô sofreu até agora apenas um gol.

terça-feira, 4 de maio de 2010

04/05/2010 17h25 - Atualizado em 04/05/2010 17h38 Ministério Público pede prisão preventiva de procuradora Tribunal de Justiça decidirá se vai aceitar

Choro e sinais de desespero marcaram a ida ao atendimento psicológico da menina que seria adotada pela procuradora Vera Lúcia Gomes. O profissional especizado da Polícia Civil, destacado para atendê-la, informou que, diante da reação, a criança de 2 anos não tem, por enquanto, a menor condição de ser avaliada.
“Ela me evitou completamente, chorava muito, ficou de costas e não tem a menor condição de fazer algum contato nesse sentido. É preciso respeitar os limites dela. A única coisa que ela aceitou foi uma escova de pentear cabelos”, contou o psicólogo Gilberto Fernandes, da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV).

A procuradora, no dia em que prestou depoimento:
ela nega as acusações (Foto: Wilton Junior/AE)
De acordo com Fernandes, o quadro se agravou quando as pessoas que estavam com ela (assistente social e psicólogo do juizado da infância e juventude e uma representante do abrigo) deixaram a sala.
Laudo do juizado
Segundo o profissional destacado para o caso, que só conseguiu ficar cerca de 10 minutos com a criança, o laudo feito pela psicóloga do juizado será analisado e pode ser utilizado.
“É uma psicóloga experiente, com 11 anos de experiência, e, se o laudo dela puder ser usado criminalmente, pode ser que seja utilizado. Outra alternativa é ir tentar entrevistá-la no abrigo, que é um ambiente dela”, explicou.
"O depoimento de uma criança tem que ser tomado com todos os cuidados e por isso é preciso uma pessoa qualificada. Se o psicólogo constatar que ela foi vítima de violência, isso será formalizado num relatório que poderá ser usado numa ação penal", disse o delegado Luís Henrique Marques Pereira.
Procedimento
A ideia era que a menina fosse estimulada a falar sobre os dias em que esteve no apartamento da procuradora, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. Através de desenhos, de expressão corporal e brincadeiras a criança poderia contar o que aconteceu, sem precisar que nada sobre o caso fosse perguntado especificamente, já que o objetivo principal é não provocar mais danos psicológicos à menina.
A procuradora é suspeita de ter agredido a menina, que tem apenas 2 anos. Segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML), a criança foi vítima de maus-tratos, encontrada com vários ferimentos pelo corpo. O Ministério Público recebeu na segunda-feira (3) o pedido de prisão preventiva feito pela delegada da 13ª DP (Copacabana). Ela é foi indiciada nos crimes de racismo e tortura.
Procuradora fez denúncias falsas para adotar bebê
De acordo com a polícia, Vera Lúcia Sant’Anna Gomes já teria feito denúncias falsas para tentar tirar o bebê de uma mãe que desistiu de dar a filha recém-nascida para adoção. O fato aconteceu em 2008.
Na ocasião, a procuradora aposentada teria cometido um crime de denunciação caluniosa, que dá entre 2 e 8 anos de prisão. Mas a delegada foi transferida; o inquérito, arquivado, e a procuradora nunca foi investigada.