SÃO PAULO - O candidato do PSDB à
Presidência, José Serra, disse nesta quinta-feira, 14, ser favorável à
união civil de homossexuais. De acordo com o tucano, a questão envolve o
Direito, diferente do casamento, que está ligado às igrejas. 'A união
em torno de direitos civis já existe, inclusive na prática, pelo
Judiciário. E eu sou a favor para efeito de Direito', afirmou, após se
reunir com integrantes do Fórum de ONG-Aids do Estado de São Paulo, na
capital paulista. 'Outra coisa é o casamento, que tem um componente
religioso das igrejas', explicou. 'E aí cada igreja define sua posição.'
Serra
foi questionado sobre o que pensava das posições da sua adversária,
Dilma Rousseff (PT), que deve divulgar nos próximos dias carta na qual
se compromete a vetar, caso seja eleita presidente, a ampliação do
direito ao aborto, o casamento de pessoas do mesmo sexo e a mudança no
registro civil para transexuais. Serra ironizou as opiniões da petista.
'Ela tem lá os problemas dela. Diz uma coisa e outra hora diz outra.
Deixa ela encaminhar os problemas dela', afirmou.
Pesquisa CNT/Sensus divulgada
nesta quinta-feira aponta um empate técnico entre Dilma Rousseff (PT) e
José Serra (PSDB) no segundo turno da eleição presidencial.
A
petista aparece com 46,8% das intenções de voto, contra 42,7% do tucano.
A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou
para menos.Brancos e nulos somam 4%, enquanto 6,6% dos entrevistados não
responderam ou não souberam opinar.
Considerando apenas os votos
válidos, Dilma tem 52,3%, contra 47,7% de Serra. Neste caso, a vantagem
da candidata do PT fica 0,2 ponto percentual acima da margem de erro.
No
levantamento CNT/Sensus anterior, divulgado em 29 de setembro, Dilma
tinha 53,9% das intenções no segundo turno, contra 34,5% de Serra.
De
acordo com a pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 72,9% dos
entrevistados dizem já ter definido voto para o segundo turno, enquanto
22,9% afirmam que não têm um candidato confirmado e 4,3% não sabem ou
não respondem.
A pesquisa foi realizada com 2 mil pessoas entre os
dias 11 e 13 de outubro, tendo sido registrada no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) com o número 35.560/2010.
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Boliviano Carlos Mamani é o quarto minerador resgatado no Chile
Redação
Central, 13 out (EFE).- Álex Vega Salazar, 31 anos, foi o décimo dos 33
mineradores soterrados desde o dia 5 de agosto a deixar a mina San
José, em Copiapó (Chile), a bordo da cápsula "Fênix 2" e chegar à
superfície.
Existe uma preocupação com relação à saúde de Salazar, que sofre de insuficiência renal e hipertensão.
Álex
Vega é mecânico e pai de dois filhos. Ele trabalhava na mina porque
queria economizar dinheiro para comprar uma casa para família em
Copiapó.
O minerador Florencio Ávalos, de
31 anos, foi o primeiro a deixar a mina San José, no Chile. Ele e outros
32 trabalhadores foram soterrados no dia 5 de agosto.
Equipes de
resgate fizeram um poço que alcançou o refúgio onde os mineiros se
abrigaram. Após vários testes, uma cápsula desceu com um socorrista.
Imagens ao vivo do interior da mina mostraram a alegria dos
trabalhadores com a chegada do membro da equipe de resgate.
Após
quase 20 minutos de subida, Florencio Ávalos foi recebido pouco depois
de meia-noite por, além de uma equipe médica, sua esposa e filho e o
presidente do Chile, Sebastian Piñera.
O trabalho de resgate de
todos os mineiros pode acabar apenas na noite da próxima quinta-feira.
Segundo os socorristas que desceram até o refúgio, todos se encontravam
em bom estado de saúde, apesar dos mais de dois meses presos na mina.
O comando do PSDB 'terceirizou' parte da mobilização da campanha
do candidato José Serra para puxadores de voto do partido. A partir
dessa semana, o senador eleito por Minas, Aécio Neves, e os governadores
eleitos Geraldo Alckmin (SP) e Beto Richa (PR) viajarão pelo País em
articulações políticas e contato com a militância em nome do
presidenciável.
Embora haja tucanos que veem com desconfiança o mergulho de Aécio
na campanha, ele articulou viagens pelo interior de seu Estado a fim de
fazer campanha para Serra, nos moldes da que organizou em prol do
afilhado político, o governador eleito de Minas, Antonio Anastasia. Na
quinta-feira, dá início à mobilização com ato ao lado de Serra. E
Alckmin traçou agenda de viagens que incluem Acre, Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul e Goiás.
Na primeira reunião do conselho político, do qual participaram
tucanos e integrantes do DEM e do PPS, houve cobranças para que a
campanha dê maior atenção ao Nordeste. Também houve o diagnóstico de que
é preciso angariar setores rebeldes do PTB e do PP - o presidente do
PSDB, Sérgio Guerra, conversou domingo com o presidente pepista,
Francisco Dornelles.
Apesar de a avaliação interna ser de que Serra não deverá ter
muito mais do que 30% das intenções de voto na região, senadores do DEM
disseram ser importante traçar um discurso social e econômico para o
Nordeste. Tucanos e integrantes do DEM acham que as cidades nordestinas
estão com a situação econômica bastante frágil e que usar o discurso de
fortalecimento do Executivo municipal para os prefeitos poderia ajudar a
conquistar votos nos grotões do País.
'Precisamos aumentar a votação no Nordeste. Tivemos uma situação
no primeiro turno em que a presença de Lula inibiu a ação dos candidatos
nos Estados', avalia o senador eleito Aloysio Nunes Ferreira (SP). 'É
uma região onde o governo tem uma proeminência eleitoral maior', afirmou
o senador Agripino Maia (DEM-RN).
Para Agripino, a campanha deve assumir 'compromissos claros com
os trunfos da economia de cada Estado'. 'Qual é o grande sonho de
Pernambuco? A grande aspiração do Ceará? O que é que Serra pensa dessas
aspirações? É uma estratégia fundamental o desenho dessas aspirações que
significa a manutenção ou a projeção de um crescimento sustentado e o
compromisso de Serra com a concretização dessas vocações.'
'É desejável que Serra vá a todos os Estados', recomenda o
senador. Ele disse que não se planeja combater o Bolsa-Família. 'Vamos
tentar superar com outras propostas que agreguem mais voto do que isso.
Vamos trabalhar para que os Estados tenham emprego sustentado, não
emprego de Bolsa-Família.'
Agripino disse que já conversou com a prefeita de Natal, Micarla
de Sousa (PV), coordenadora regional dos verdes no Nordeste. 'Eu a
ajudei. Já pedi o apoio dela para que trabalhe e convença os diretórios
no sentido de dar apoio a Serra.'
Na reunião do conselho, ficou definido que, para cada Estado,
deve haver um discurso específico, focando as prioridades regionais.
Também houve cobrança para enfatizar as promessas de aumento do salário
mínimo, reajuste das aposentadorias e a concessão do 13.º para os
beneficiários do Bolsa-Família.
Rodrigo Maia, presidente do DEM, disse que a meta é diminuir a
diferença onde Serra perdeu e ampliar onde ganhou. 'Não estamos
disputando contra qualquer máquina, é uma máquina poderosa que não tem
limites.' O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que ontem
recebeu em casa para um almoço lideranças do DEM e o vice de Serra,
Índio da Costa, deu início a uma maratona de viagens pelo interior para
pedir votos ao tucano. 'Eu recebo missões e as executo nas horas de
folga e nos feriados até porque não me afastei da Prefeitura.' COLABOROU
FAUSTO MACEDO
Copiapó-Santiago (Chile), 12 out (EFE).- Os operários
responsáveis pelo resgate dos 33 mineradores que desde o dia 5 de agosto
estão soterrados a 700 metros de profundidade em uma mina no norte do
Chile disseram hoje que o procedimento poderá ser adiantado em algumas
horas.
O ministro chileno de Mineração, Laurence Golborne, afirmou ontem
que o resgate começaria à 0h de quarta-feira (horário de Brasília), mas
devido ao avanço dos preparativos, os encarregados pela operação
informaram que os trabalhos poderão ser iniciados por volta das 20h
desta terça-feira.
A essa hora, segundo as fontes, faria-se a última prova da
cápsula "Fénix" que evacuará aos 33 mineiros, que fará um descenso e
ascensão sem ocupantes.
Nas próximas horas, segundo as fontes, será feito o último teste
da cápsula "Fênix", que evacuará os 33 trabalhadores. Se tudo ocorrer
com normalidade, os quatro membros da equipe de resgate que ajudarão os
mineradores na manobra de entrar na cápsula poderão descer até o local
onde os trabalhadores estão.
René Aguilar, um dos responsáveis pelo resgate, disse que o
resgate de cada minerador demorará 55 minutos: 20 para a cápsula
percorrer os 700 metros até os trabalhadores soterrados, outros 20
minutos para a etapa de preparação de cada funcionário a ser resgatado, e
mais 15 para o processo de subida.
Os especialistas envolvidos no projeto acreditam que o resgate acontecerá sem a necessidade de interrupções.
Quanto à ordem de saída, sabe-se apenas que o chefe de turno Luis
Urzúa, de 54 anos, será o último a sair, precedido pelo eletricista
Pedro Cortés e de Ariel Ticona, que se encarregou das comunicações do
grupo com a superfície.
Os três, junto com outros 14 trabalhadores, fazem parte do grupo dos "fortes".
Os cinco primeiros a descer fazem parte do grupo dos mais "hábeis", liderado por Florencio Ávalos, de 31 anos.
O boliviano Carlos Mamani, de 23, único estrangeiro do grupo,
sairia em terceiro lugar, e seu resgate deverá ser acompanhado pelo
presidente de seu país, Evo Morales, que confirmou presença na mina San
José.
O segundo contingente de saída, que inclui os mineradores mais
fracos ou com problemas de saúde, é formado por 11 trabalhadores, entre
os quais Mario Gómez, o mais velho (63 anos), que sofre de hipertensão, e
José Ojeda, que tem diabetes.
O presidente do Chile, Sebastián Piñera, chegará à mina entre 18h
e 19h (de Brasília), segundo fontes do Palácio de la Moneda. EFE
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o teu desejo será satisfeito no dia que referiste. Isto disse o Dalai Lama àcerca do Milénio - gasta apenas uns minutos para o ler o pensar.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu mão de viagens
internacionais de despedidas e homenagens para se dedicar à campanha da
petista Dilma Rousseff nos grotões e capitais onde a oposição teve votos
expressivos.
Assessores do Planalto informaram que estão suspensas todas as
discussões sobre temas externos e participações em eventos em que o
presidente comemoraria o sucesso da imagem de estadista
latino-americano. Antes, ele pretendia participar do maior número
possível de solenidades festivas.
Ao longo do dia de ontem, a agenda do presidente foi alterada
quatro vezes. Para os auxiliares, o sinal vermelho em épocas de crises e
eleições fica claro com as mudanças da agenda. 'Agora é só campanha',
disse uma pessoa próxima do presidente. Ele cancelou encontros com
ministros e técnicos para discutir um cronograma de deslocamentos pelo
País e gravar programas de TV.
A agenda da próxima semana, fechada no fim da tarde de ontem por
Lula e seus auxiliares mais diretos, deixa claro o esforço do presidente
para eleger Dilma. Na segunda-feira, ele e a candidata estarão num
comício em Ceilândia, para tentar arrancar os votos dos simpatizantes de
Marina Silva. A candidata do PV ficou em primeiro lugar no Distrito
Federal no primeiro turno.
Lula embarca na quarta-feira para Teresina, onde à noite
participará de mais um comício. Na quinta-feira, o Planalto montou uma
solenidade de assinatura de obras de rodovias no Piauí, para justificar a
viagem ao Estado. À tarde, o presidente segue para Belém, onde a
governadora e candidata à reeleição, Ana Júlia Carepa (PT), disputa o
segundo turno com o tucano Simão Jatene.
No Estado, tentará mostrar o empenho do governo com o meio
ambiente, uma bandeira de Marina. Os assessores do Planalto, porém,
sabem que a tarefa não será fácil. Ana Júlia contou com apoio de boa
parte dos madeireiros ilegais. O Pará foi líder do ranking do
desmatamento nos últimos anos. O presidente, porém, insistirá no tema.
Em Belém, ele lança o Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do
Xingu e participa da Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de
Óleo de Palma. À noite, tem comício.
Na sexta-feira, o presidente inaugura um usina hidrelétrica em
Chapecó (SC). À tarde, se reúne com representantes do movimento dos
atingidos por barragens e visita o terreno onde o governo pretende
construir a Universidade Federal Fronteira Sul. No sábado, Lula fará
corpo a corpo na Boca Maldita, área tradicional do centro de Curitiba.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
RIO (Reuters) - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra,
voltou a falar sobre o escândalo de tráfico de influência na Casa Civil
em seu programa eleitoral na TV na noite deste sábado.
"Vocês eram tão amigas, se conheciam tão bem. Erenice era seu
braço-direito, ficou no seu lugar na Casa Civil", disse uma mulher, com
uma jornal na mão, em referência a Erenice Guerra, ex-assessora da
candidata petista Dilma Rousseff que a sucedeu na Casa Civil e se
demitiu em setembro após denúncias de tráfico de influência.
"Dilma, cá entre nós, de mulher pra mulher, tem coisa que a gente
não pode deixar pra lá, concorda? Esse caso Erenice, que coisa mais mal
parada", afirmou a personagem do programa, que alegou ter lido notícia
"fresquinha" no jornal sobre o caso.
"Essa Casa Civil está encrencada, primeiro o José Dirceu, agora
Erenice. Afinal, Dilma, conta pra gente como vai acabar esse caso
Erenice", questionou.
As denúncias contra a Casa Civil foram usadas pela campanha de
Serra antes do primeiro turno, assim como acusações contra o PT e Dilma
por quebra de sigilos ficais na Receita Federal de pessoas ligadas ao
tucano.
Desde a votação no dia 3, que levou Dilma e Serra para o segundo
turno, o escândalo havia sido deixado de lado, e as duas campanhas
voltaram seus esforços para capturar os votos da candidata do Partido
Verde (PV), Marina Silva, que ficou em terceiro lugar com um capital de
quase 20 milhões de votos.
Entretanto, sobre um possível apoio de Marina nesta segunda etapa
da corrida pela Presidência, Serra disse ainda não ter definição
durante ato de campanha em Santa Catarina. "Não tem nada. Não faço
qualquer tipo de constrangimento. Ela (Marina) tomará a decisão por
conta própria", disse Serra a jornalistas em Blumenau, onde visitou a
Oktoberfest. Na véspera, Marina divulgou uma agenda programática de dez
itens que servirá de base para conversas com PT e PSDB para um eventual
apoio seu e do PV. Serra afirmou, no entanto, que não teve chance de
analisar o documento apresentado por Marina. (Com reportagem de Daniel
Cardoso em Blumenau)
Pesquisa Datafolha divulgada na edição de domingo, 10, do jornal
'Folha de S.Paulo' aponta a candidata do PT à Presidência da República
com 48% das intenções de votos contra 41% de José Serra (PSDB). Em
número de votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), Dilma tem 54%
contra 46% de Serra. 4% dos eleitores afirmaram que irão votar em branco
ou nulo e outros 7% estão indecisos.
Na pesquisa anterior, realizada entre os dias 1º e 2 de outubro, o
instituto havia feito uma simulação para o segundo turno. Dilma
aparecia com 52% dos votos totais contra 40% de Serra. 5% afirmaram que
votariam em branco ou nulo e 3% estavam indecisos.
Herança de Marina
O Datafolha questionou também os eleitores de Marina Silva (PV),
que teve quase 20 milhões de votos no primeiro turno, sobre a intenção
de voto no segundo turno. 51% dos que votaram em Marina no primeiro
turno declararam voto em Serra. Dila herda 22% dos votos de Marina. Na
pesquisa anterior, a petista tinha 31% dos votos da candidata verde.
Serra tinha 50% às vésperas do primeiro turno. O número de indecisos
entre os verdes teve um aumento considerável, passando de 4% no primeiro
turno para 18%.
Estratificação
Na divisão por região, Dilma aparece com ampla vantagem no
Nordeste, onde registra 62% das intenções de voto, contra 31% de Serra.
No Sudeste, há empate técnico (situação em que a diferença entre os
candidatos está dentro da margem de erro): o tucano registra 44% contra
41% da petista. No Norte/Centro-Oeste, o cenário também é de empate
técnico: Serra tem 46% e Dilma, 44%. A região Sul é a única onde Serra
lidera fora da margem de erro: 48% a 43%.
Na segmentação por renda, Dilma lidera por 52% a 37% entre quem
ganha até 2 salários mínimos e por 47% a 41% entre quem ganha de 2 a 5
salários mínimos. Já Serra obtém 48% contra 40% entre a população que
ganha de 5 a 10 salários mínimos e 58% contra 33% entre quem ganha mais
de 10 salários mínimos.
Dilma lidera entre os homens, por 52% a 39%. Entre as mulheres,
empate técnico: 43% para a petista contra 44% de Serra. Na segmentação
por escolaridade, Dilma lidera entre quem tem o ensino fundamental, com
54%, contra 36%. Entre os eleitores que têm o ensino médio, outro empate
técnico: 44% para Dilma, 45% para Serra. O tucano lidera com 50% das
intenções de voto entre eleitores com curso superior, contra 36% de
Dilma.
A pesquisa foi encomendada pelo jornal e pela Rede Globo. A
margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O
levantamento foi realizado na sexta-feira, 8, com 3.265 eleitores em 201
municípios e está registrado no TSE com o número 35114/2010.
Quito, 9 out (EFE).- O Governo do Equador manterá de forma indefinida
em Quito o estado de exceção que aplicou desde 30 de setembro em todo o
território nacional, após a revolta de policiais.
Em declarações divulgadas pela Secretaria de Comunicação da
Presidência, o ministro de Segurança, Miguel Carvajal, afirmou que a
medida procura proteger instituições importantes do Estado que ficam na
cidade.
Ele ressaltou que o estado de exceção na capital não representa nenhuma restrição de direitos.
Segundo o ministro, a medida excepcional, que colocou o controle
da segurança interna em todo o país a cargo das Forças Armadas, foi
suspensa no resto da nação.
Carvajal acrescentou que a extensão do estado de exceção em Quito
foi adotada pelo Governo ontem à noite, com o objetivo de manter o
controle da Assembleia Nacional e de outras instituições públicas na
capital.
O ministro qualificou a medida como "necessária", enquanto seguem
as investigações sobre a revolta policial de 30 de setembro, que o
Executivo qualificou como uma "tentativa de golpe de Estado".
Carvajal destacou ainda que o processo de normalização das
atividades no país avança a um ritmo acelerado e disse que espera que
esta tendência se consolide para que não seja necessário adotar medidas
como o estado de exceção. EFE
Na briga contra o rebaixamento, a dez rodadas do fim do Brasileirão, dois grandes clubes dormem com o fantasma que todo ano acaba atormentando alguma torcida de massa. Desta vez, Flamengo e Atlético-MG precisam reagir para escapar da degola. Dos nove clubes com pior colocação na tabela, o Galo, em 17º lugar, com 28 pontos ganhos e 55% de chances de cair, segundo o matemático Tristão Garcia, é o que tem mais adversários tradicionais. A equipe mineira fará nada mais nada menos do que sete clássicos.
O Rubro-Negro, tal como os seis outros clubes que lutam para permanecer na Série A, enfrentará seis forças. Após a vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-GO nesta quinta à noite, em Volta Redonda, na estreia do técnico Vanderlei Luxemburgo, subiu para o 14º lugar, com 33 pontos ganhos, e reduziu o risco de cair para 11%.
Com menos pressão após as duas vitórias seguidas, o Galo vai precisar mostrar que é mesmo de briga. Serão sete clássicos pela frente na briga contra a degola. O principal com o Flamengo, concorrente direto. A vantagem é que terá o mando de campo, tal como contra o Botafogo e o Santos - fora o duelo com o maior rival, o Cruzeiro. O time sairá três vezes de Minas: para pegar o Internacional e o Palmeiras, que lutam matematicamente pelo título, e o São Paulo, até agora sem muitas ambições.
- O que se pode dizer é que este ano, com os seguidos tropeços também no bloco de baixo, reduziu-se para 45 pontos a pontuação para um clube escapar do rebaixamento. Nesse ponto, o Atlético Mineiro está numa situação bem mais cômoda que a do Fluminense no ano passado a esta altura do campeonato - afirmou Tristão, lembrando que o Tricolor, na época com 22 pontos, tinha 98% de chances de cair, mas venceu sete partidas e empatou três, marcando 24 pontos, chegando aos 46.
O Atlético Mineiro - que agora precisa de uma combinação de cinco vitórias e dois empates, por exemplo, para escapar - enfrentará três equipes que também brigam contra o rebaixamento. Duas partidas serão em casa: Avaí e Goiás. Os seis pontos serão importantes. Fora de casa, o Galo vai pegar o Guarani, no Brinco de Ouro. Um adversário que o atual treinador, Dorival Júnior, já conhece dos tempos de Santos, no Campeonato Paulista.
Diego Mauricio marca na vitória sobre Atlético-GO que faz o Fla respirar (Foto: Mauricio Val / VIPCOMM)
As chances de o Fla escapar
Mas se for falar de treinador que conhece bem o adversário, nada melhor do que Vanderlei Luxemburgo. O atual técnico do Flamengo deixou o clube mineiro já vivendo a tormenta de ocupar o Z-4 e agora tem a missão de livrar o atual campeão brasileiro da tragédia. O experiente treinador tem a seu favor o fato de, dos cinco outros clássicos, além do contra o Galo, jogar quatro em casa: Inter, Corinthians, Cruzeiro e Vasco, um dos maiores rivais. E o pior: na última rodada, encara o Santos de Neymar na Vila Belmiro.
Nos jogos em que terá briga direta com ocupantes do Z-9, além do Galo, o Rubro-Negro vai encarar o Avaí, fora de casa, neste domingo. Ainda vai pegar o Ceará em Fortaleza e o Guarani, no Rio de Janeiro. Segundo Tristão, restam 12 pontos para o time se livrar do descenso. Uma combinação de quatro vitórias.
Galo de Diego Souza tem situação menos ruim que Flu em 2009 (Foto: Ueslei Marcelino / Agência Estado)
- Na verdade, neste Brasileiro o Flamengo não chegou a ser muito ameaçado. Jamais alcançou 50%. O máximo que teve de chances de cair foi de 36%, no início do returno. O problema maior foi político, e aí surgiu aquele pânico. Matematicamente falando, não foi muito sério - disse Tristão.
Vovô mais tranquilo
Quem está mais relaxado do Z-9 é o Ceará. Décimo segundo colocado, com 35 pontos ganhos, e com 4% de chances de cair, o Vovô terá três confrontos diretos. Dois em casa, contra Prudente e Flamengo, e um fora, contra o Atlético-GO. Do bloco de cima, encara Palmeiras (F), Grêmio (F), Botafogo (C), Atlético-PR (C). E dos sem compromisso, São Paulo (C) e Vasco (F).
Os clubes que terão mais adversários diretos do Z-9 pela frente são o Guarani - 13º colocado, com 34 pontos e 7% de chances de cair -, com seis, e o Avaí - 16º, com 29 pontos e 44% de risco -, com cinco. A equipe catarinense, a um ponto da zona de rebaixamento, receberá o próprio Bugre, o Flamengo e o Atlético-GO. Fora de casa, jogará contra Goiás e Atlético-MG. Do G-9, duelará com o Corinthians (F), Botafogo (C), Inter (F), Santos (C) e Atlético-PR (F). Na turma do rebaixamento, o Bugre, além de ir para Floripa encarar o Dragão, sai contra o Ceará e o Fla. Recebe Atlético-GO, Atlético-MG e Vitória. Dos que brigam pelo título, os confrontos serão contra o Corinthians (C), Palmeiras (F), Grêmio (C) e Fluminense (F).
Na 18ª colocação, com 26 pontos ganhos, o Atlético-GO, vê suas chances de retornar à Série B crescerem. A equipe goiana tem 74% de chances, segundo Tristão Garcia. Para escapar, precisa de 19 pontos - que poderiam ser divididos em cinco vitórias e quatro empates. E vai enfrentar quatro concorrentes diretos: Guarani (F), Ceará (C), Avaí (F) e Vitória (F). Dos que sonham com título, pega Corinthians e Botafogo fora de casa. Depois, vai receber o Inter e o Palmeiras. Além dos despreocupados Vasco e São Paulo.
Goiás em perigo
Ocupando o Z-4, o Goiás, 19º colocado, com 25 pontos ganhos e 80% de chances de ser rebaixado, precisa reagir. Tem que fazer 20 pontos dos 30 possíveis. E terá quatro adversários próximos da briga contra o descenso. Jogará no Serra Dourada contra o Vitória e o Avaí. Fora, atuará contra o Prudente e o Atlético-MG. Nos duelos com o bloco do Z-9, será anfitrião diante do Grêmio, Santos e Corinthians. E visitante contra Atlético-PR, Palmeiras e Flu.
Goiás de Rafael Moura tem 80% de chances de cair, para matemático (Ueslei Marcelino / Agência Estado)
Em 15º lugar, com 31 pontos, e com 27% de risco de cair, o Vitória precisa acender o sinal amarelo, até porque vai enfrentar três do bloco de baixo que estão atrás na tabela: o Goiás, fora de casa, o Prudente e o Atlético-GO, em Salvador. O único que está à sua frente é o Guarani, que o receberá em Campinas. No grupo que sonha com o título, sairá da Bahia para duelar com Botafogo, Santos e Inter. E no Barradão, pega o Cruzeiro e o Corinthians, além do Vasco, sem aspirações na tabela.
Quem está em posição mais desesperadora é o Prudente. Na lanterna, com apenas 21 pontos ganhos e com 98% de chances de ser rebaixado, vai enfrentar três rivais na briga direta: o Vitória, na Bahia, e o Goiás e o Ceará, em casa. Dos cinco que disputam o título, receberá só dois, o Cruzeiro e o Inter. Viaja para bater de frente com Santos, Atlético-PR e Botafogo. Contra os desinteressados São Paulo e Vasco, recebe o primeiro e sai para enfrentar o segundo sabendo que só um milagre o livra da degola.
- O Prudente está praticamente rebaixado - sentenciou Tristão. Mas as outras três passagens para o inferno... ainda estão em aberto.
BRASÍLIA (Reuters) - O comando da campanha petista reconheceu
nesta quinta-feira que houve "excessiva concentração" na condução da
estratégia para a eleição da candidata à Presidência Dilma Rousseff.
A afirmação foi feita pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra,
ao deixar reunião da executiva partidária, realizada com o objetivo de
fazer um balanço das eleições de primeiro turno e traçar as táticas para
a disputa presidencial no segundo turno.
"Nós reconhecemos que houve uma certa centralização em pessoas do
PT nesse primeiro turno", afirmou Dutra. "Aliás essa reclamação não é
só do PMDB. Eu acabei de sair de uma reunião do PT onde há reclamações
por parte de companheiros do PT de uma excessiva centralização",
acrescentou.
O PMDB, principal partido da coligação de dez siglas que apoia a
candidatura petista, reclamou na véspera de ter ficado no anonimato no
primeiro turno e cobrou mais espaço na campanha.
"Nesse segundo turno, tem que haver uma participação efetiva de
todos os partidos na campanha, porque nós temos a certeza de que é
exatamente essa participação militante dos diversos partidos que vai nos
levar à vitória", apostou Dutra.
Ele informou que um manifesto "de conclamação da militância",
assinado pelo PT e partidos aliados deve ser lançado nos próximos dias. O
objetivo é tentar repelir o que chamou de "guerra suja" realizada por
alguns setores, "tentando colocar temas religiosos como centro de uma
disputa eleitoral."
Questionado sobre eventual apoio da ex-presidenciável Marina
Silva (PV), Dutra afirmou que a campanha gostaria de ter a oportunidade
de debater formalmente o apoio, "mas respeitando o tempo da Marina, o
tempo do PV".
FALA DA CANDIDATA
Mais cedo, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre
Padilha, procurou minimizar a ausência de um programa detalhado de
governo da candidata.
Na avaliação do ministro, que está em férias para coordenar a
campanha presidencial petista, Dilma já disse reiteradas vezes as suas
propostas.
"O maior compromisso formal é a fala da nossa candidata",
desconversou Padilha. "As propostas estão na rua, nossa candidata fala
todo dia de propostas", completou.
A campanha entregou um primeiro programa de governo ao Tribunal
Superior Eleitoral e o substituiu por outro, afirmando que o anterior
não espelhava suas ideias. Prometeu então apresentar um definitivo, com
propostas de todos os partidos da coligação, mas nada foi divulgado.
Dirigentes petistas também afirmaram após a reunião da Executiva
que, em pontos como aborto, tolerância religiosa e liberdade de
imprensa, Dilma e seu adversário José Serra (PSDB) têm a mesma posição.
"Nós não queremos reduzir a discussão sobre o futuro do Brasil,
sobre o momento que nós vivemos, a questões de preconceito ou meramente a
uma questão de utilização eleitoral de um sentimento religioso de
determinados segmentos e setores", afirmou o líder do PT na Câmara dos
Deputados, Fernando Ferro, em referência à discussão sobre a legalização
do aborto.
SÃO PAULO (Reuters) - Na tentativa de se aproximar de Marina
Silva (PV) e mostrar afinidades nas agendas socioambientais e de
sustentabilidade, o PSDB publica nesta quinta-feira em seu site na
Internet dois artigos sobre o tema.
Xico Graziano, coordenador do programa de governo do candidato
tucano à Presidência, José Serra, afirma em um artigo que Marina sabe da
proximidade do PSDB com a agenda socioambiental desde quando realizou
"exitosas parcerias" com a ex-primeira-dama Ruth Cardoso, no programa
Comunidade Solidária.
Parte do texto de Graziano também foi disparado na tarde desta
quinta-feira por email para eleitores reafirmando a "posição comum" de
tucanos e verdes.
"Marina Silva pode, ou não, apoiar a candidatura de José Serra no
segundo turno. Veremos sua decisão", diz a mensagem enviada aos
inscritos no site Proposta Serra, ligado à campanha do tucano.
No artigo, Graziano lista 21 ações ambientais realizadas em São
Paulo durante o governo Serra (2007 a março de 2010), entre elas o fim
dos lixões municipais, a aprovação da lei de mudanças climáticas, o
fortalecimento da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), a
nova regulamentação dos mananciais metropolitanos e a tentativa de
proteção absoluta da Serra do Mar.
"A valorosa senadora do Acre sabe que o governo de Serra em São
Paulo tomou medidas efetivas, com bons resultados, na defesa ecológica",
afirma Graziano no artigo.
No primeiro turno das eleições, a candidata verde obteve cerca de
20 milhões de votos. Por causa desse patrimônio, tanto a candidatura de
Serra quanto a da presidenciável Dilma Rousseff (PT) disputam o apoio
da senadora e de sua legenda para o segundo turno, no dia 31 de outubro.
O PV, entretanto, só tomará uma decisão no próximo dia 17 e Marina sinalizou que pode optar pela neutralidade.
"De uma coisa podem estar certos: ela (Marina) conhece, e bem,
nossa posição sobre a agenda da sustentabilidade", acrescenta ele, que
também foi presidente do Incra e secretário da Agricultura e do Meio
Ambiente de São Paulo.
Graziano afirma ainda que Marina descobriu, na época da sua
parceria com Ruth Cardoso, morta em 2008, a ligação do então presidente
Fernando Henrique Cardoso com a agenda global. "Fato importante para o
sucesso da grande Conferência Rio-92", acrescenta Graziano.
Em outro artigo, o Instituto Teotônio Vilela, órgão de estudos e
formação política ligado ao PSDB, menciona que foi no governo FHC que se
elevaram as reservas legais na Amazônia, "numa batalha parlamentar em
que os militantes verdes --a senadora, ainda petista, Marina Silva
incluída-- cerraram fileiras com o governo tucano".
SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil exportou 2,929 milhões de sacas (60
kg) de café verde em setembro, 20,6 por cento acima do volume embarcado
em igual período do ano anterior, informou o Conselho dos Exportadores
de Café do Brasil (Cecafé) nesta quinta-feira.
Do total exportado em setembro, 2,77 milhões de sacas foram do
tipo arábica, volume também 20 por cento superior ao do ano anterior, já
que o Brasil comercializa no momento uma safra de ciclo alto de
produção.
O volume de robusta exportado continua em níveis reduzidos, atingindo 155 mil sacas em setembro.
Ainda foram embarcados o equivalente a 288 mil sacas de café
solúvel, 11 por cento acima do registrado em setembro do ano passado.
A receita com as exportações de café em setembro (verde e
solúvel) alcançou 580 milhões de dólares, 48 por cento acima do
registrado em igual mês de 2009.
Para Guilherme Braga, diretor geral do Cecafé, a receita cambial mostra o bom momento dos preços internacionais da commodity.
No acumulado dos últimos doze meses, o Brasil exportou 30,84 milhões de sacas, para uma receita de 4,89 bilhões de dólares.
Em relação aos mercados compradores, a Europa surge com 54 por
cento de participação da importação do produto brasileiro no acumulado
do ano, enquanto América do Norte responde por 22 por cento e Ásia por
17 por cento.
COPIAPÓ, Chile (Reuters) - Uma equipe de resgate poderá concluir
no sábado ou, com "um pouco de sorte", ainda antes, a perfuração de um
poço no diâmetro definitivo que permitiria a remoção dos 33 mineiros
soterrados há mais de dois meses no Chile, informou na quinta-feira o
governo do país.
O ministro da Mineração, Laurence Golborne, explicou a
jornalistas, nos arredores da mina danificada, que os serviços de
perfuração realizados por três máquinas de sondagem estão avançando,
embora os trabalhos do chamado "Plano B", que está mais adiantado, se
encontre a menos de cem metros de seu objetivo final.
"O Plano B retomou a perfuração esta manhã nos 530 metros de
profundidade ... esperamos que chegue aos 630 metros ou um pouco menos,
que é o seu objetivo, no fim de semana, presumivelmente no sábado",
disse Golborne.
"Eu acredito que esta noite seria muito difícil que efetivamente
rompamos (cheguem ao ponto fixado), mas com um pouco de sorte se poderá
antecipar do sábado para sexta-feira, mas já veremos o que ocorre",
acrescentou.
Assim que o objetivo for alcançado, o ministro garantiu que o
resgate propriamente levará mais alguns dias, pois terá de ser avaliado
se é necessário reforçar o duto por onde os mineiros serão içados à
superfície.
Os mineiros ficaram presos depois de um deslizamento que bloqueou
os acessos às jazidas de minério. O Chile é o maior produtor mundial de
cobre.
Brasileiros comemoram gol da Seleção (Crédito: EFE)
LANCEPRESS!
A Seleção Brasileira não precisou se esforçar muito para derrotar o Irã
por 3 a 0, em amistoso disputado nesta quinta-feira, no Zayed Sports
City, em Abu Dhabi, gols de Daniel Alves, Alexandre Pato e Nilmar.
No segundo jogo sob o comando de Mano Menezes, a Seleção mostrou um
futebol burocrático e muitas falhas defensivas, principalmente nas bolas
cruzadas sobre a área. Algo bem diferente da atuação empolgante diante
dos Estados Unidos.
Como pontos positivos, as boas atuações de Ramires e Daniel Alves. O
volante do Chelsea foi o dono do meio de campo, enquanto o
lateral-direito do Barcelona, além de fazer um golaço, apoiou bem o
ataque e foi o melhor jogador em campo.
A defesa, porém, cometeu falhas grosseiras. David Luiz ainda não se
encontrou com a camisa da Seleção. Em uma das falhas do jogador do
Benfica, o Irã chegou ao gol. Após cobrança de lateral dentro da área, o
zagueiro subiu e não achou nada. A bola sobrou para Gholami, que
marcou. A arbitragem porém anulou erradamente o lance, alegando
impedimento.
Aos 13 minutos saiu o primeiro gol do jogo. Daniel Alves cobrou falta
com perfeição e a bola entrou no ângulo esquerdo do goleiro Rahmanti.
Isso deu uma acordada na equipe brasileira. Sete minutos depois, Robinho
fez jogada individual e concluiu na trave, no rebote André Santos
mandou para fora. E foi só. O Brasil não criou mais nada e o Irã não
tinha forças para reagir.
No intervalo Mano Menezes sentiu que o time estava lento e tirou
Philippe Coutinho, colocando em seu lugar Elias. Mas o segundo tempo
mostrou que a defesa continua sendo o calcanhar de aquiles do time. Logo
no primeiro lance da segunda etapa, os zagueiros brasileiros se
atrapalharam. David Luiz e Thiago Silva bateram cabeça, Nekounam
desviou, a bola tocou na trave e Ramires salvou em cima da linha,
mandando para longe.
O técnico brasileiro continuou a fazer alterações no segundo tempo.
Giuliano entrou na vaga de Carlos Eduardo e Nilmar no lugar de Robinho. A
entrada de Nilmar teve efeito imediato. Aos 24 minutos, o atacante do
Villarreal fez ótima tebala com Elias. O corintiano deixou Alexandre
Pato na cara do gol para marcar o segundo.
A Seleção Brasileira diminuiu o ritmo visivelmente. Porém ainda houve
tempo para mais um gol, nos acréscimos. André Santos cruzou da direita e
Nilmar não teve dificuldades para marcar o terceiro.
Não foi uma apresentação de encher os olhos, mas pelo menos enfrentar o
Irã foi mais proveitoso que a semana de treinos em Barcelona.
BRASIL 3 X 0 IRÃ
Estádio: Zayed Sports City Data/hora: 07/10/2010 - 14h (de Brasília) Árbitro: Farid Ali (Emirados Árabes) Cartão Amarelo: Robinho (5'/2ºt) Gols: Daniel Alves (13'/1ºt), Alexandre Pato (23'/2ºt) e Nilmar (47'/2ºt)
Brasil: Victor, Daniel Alves, Thiago Silva (Réver 33'/2ºt), David Luiz e
André Santos; Lucas (Wesley 35'/2ºt), Ramires e Carlos Eduardo
(Giuliano 15'/2°t); Robinho (Nilmar 21'/2ºt), Alexandre Pato e Philippe
Coutinho (Elias, intervalo). Técnico: Mano Menezes.
Irã: Rahmanti, Hajsafi, Hosseini, Aghili e Nosrati; Teymourian, Zandpour
(Mobali 15'/2°t), Nekounam e Shojaei (Bagher 26'/2ºt); Gholami (Fardi
10'/2ºt) e Meydavoudi. Técnico: Afshin Ghotibi
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo
Lewandowski, proclamou hoje à noite o resultado provisório do primeiro
turno da eleição presidencial e determinou que, com base nesse
resultado, sejam iniciadas as providências para a realização do segundo
turno. Ele anunciou que a candidata do PT, Dilma Rousseff, teve 46,91%
dos votos válidos e o tucano José Serra, 32,61%. Como nenhum dos dois
teve a maioria dos votos, o segundo turno tem de ser realizado.
Com a proclamação do resultado, as emissoras de rádio e TV
deverão reservar, no prazo de 48 horas, espaço para veiculação do
horário eleitoral. Com isso, a propaganda presidencial do segundo turno
deverá ter início na próxima sexta-feira.
Lewandowski observou que não foram protocolados recursos e
impugnações questionando o resultado do primeiro turno do pleito
presidencial e, por isso, estava fazendo a proclamação provisória do
resultado. Para fazer a proclamação definitiva do resultado, os
ministros do TSE devem concluir uma análise detalhada do processo em
cada Estado.
Se o momento do time é ruim, a culpa recai sobre o técnico. Os dirigentes do futebol brasileiro podem não admitir essa ideia abertamente, mas é o que demonstram na prática. Em 27 rodadas no Campeonato Brasileiro, Silas foi o 27º treinador a deixar o cargo com Vanderlei Luxemburgo indo para o seu lugar no Flamengo. Isso sem contar os interinos como é o caso de Sérgio Baresi, que dirigiu o São Paulo por 14 rodadas, sem jamais perder o estigma de temporário, até a contratação de Paulo César Carpergiani nesta semana. Se considerarmos os interinos, o total de alterações nos comandos das equipes chega a 38 em 2010.
Leão, Luxemburgo e Silas: treinadores mudam de lugar sem parar no Brasileirão 2010 (Foto: Arte Esporte)
Com Baresi substituído, ainda restam quatro treinadores tentando sentir os passos de Andrade em 2009, que foi de interino à conquista do Brasileirão. Dimas Filgueiras já dirigiu o Ceará sete vezes. Edson Neguinho, do Avaí, e Marcelo Martelotte, do Santos, completaram quatro partidas no comando nesta última rodada. Já Fábio Giuntini fez a sua segunda pelo Prudente no sábado passado.
No Vitória, Ricardo Silva vive uma situação curiosa. Após o vice na Copa do Brasil e a queda de rendimento no Brasileiro, ele foi demitido. Toninho Cecílio ficou pouco tempo no cargo e a diretoria fechou com Toninho Cerezo. O ex-craque de Atlético-MG e Seleção Brasileira chamou Ricardo para auxiliá-lo, mas acabou desistindo de assumir o comando. Silva, que já havia acertado seu retorno, acabou voltando ao cargo que foi dele na maior parte da temporada.
Apenas três equipes da Série A têm o mesmo comandante desde o início da disputa: o líder Fluminense, sob a batuta de Muricy Ramalho, o Botafogo, que conquistou o título carioca com Joel Santana e não o deixou mais ir embora, apesar do assédio, e o Guarani, de Vagner Mancini. O Bugre passou a maior parte do campeonato em posições intermediárias, mas o fato de se manter fora da zona de rebaixamento já foi o suficiente para garantir o emprego do treinador até agora.
Confira a lista completa com as 27 mudanças na Série A